Profa. Dra. Patrícia Alfredo
UNIDADE I
Ergonomia e
Ginástica Laboral
Realizada no próprio local de trabalho.
Atividade física realizada no horário de trabalho, proporcionada pelo empregador,
visando às melhorias na condição física e psicossocial do empregado (benefícios
individuais e empresariais).
Visa compensar as estruturas mais usadas durante o trabalho e ativar as que
não são requeridas.
Visa suprir alguma necessidade identificada pela empresa, visando diminuir os problemas
relacionados às sobrecargas impostas ao trabalhador.
Não é obrigatória!
Não pode ser oferecida fora do horário de trabalho, tampouco,
subtrair o tempo de suas pausas estabelecidas.
Desenvolvida por meio de exercícios físicos
realizados de forma sistemática, lúdica, voluntária
e coletiva pelos trabalhadores.
Por um breve tempo de 10 a 15 minutos.
Ginástica laboral
Menor gasto financeiro.
Benefícios da ginástica laboral para as empresas
Fonte: Guia Oficial do CREF9/PR para o Empresário.
–Diminuiçãodegastoscomsaúde
–Maiorsatisfaçãocomo emprego
–Diminuição de LER/Dort
–Diminuição deafastamentos
–Diminuiçãodotempodeafastamento
–Diminuiçãodeestressenotrabalho
–Melhor trabalho emequipe
–Melhor imagemexterna
–Aumentodaprodutividade
–Diminuição do absenteísmo
–Diminuiçãodo presenteísmo
–Menosacidentes
–Aumentodolucro
–Maiorqualidade
–Melhorimageminterna
–Diminuiçãodeturnover
–Diminuiçãodeprocessos trabalhistas
A ginástica laboral se torna parte do esforço para a saúde no trabalho.
Quando bem implementada, torna-se um investimento e não, apenas, um gasto.
Pode-se reverter o capital investido em ganhos para as empresas.
Gera benefícios de saúde aos seus trabalhadores.
Contribui para a mudança de comportamentos
e a qualidade de vida.
Programa diário de exercícios e educação
Fonte: Adaptado de: Ryan et al. (2018, p. 58).
Prevenção
Trabalhadores sentem-se
valorizados pela organização,
e melhoram a sua saúde e a sua
aptidão física.
Suporte à saúde na empresa
Atividades diárias em grupo
durante o período do trabalho.
Intervenção precoce
Alterações identificadas
e manejo proativo.
Reabilitação
No local de trabalho, mantém as
relações pessoais e identifica as
funções adequadas.
Os programas de ginástica laboral preparatórios e compensatórios praticados pelos
colaboradores incluem a realização de exercícios de alongamento, fortalecimento, relaxamento
e respiratórios. Muitas vezes, são confundidos com uma atividade física. Pense e explique
quais as diferenças delas.
Interatividade
Fonte: https://sstonline.com.br/
Acesso em: 07 fev. 2022.
O primeiro passo para que a ginástica laboral seja melhor compreendia e aceita, tanto pelos
empregados quanto pelos empregadores, é ter bem definidos os seus objetivos e os
implicadores. É, significativamente, importante fazer a distinção entre a ginástica laboral e a
atividade física, pois essas duas práticas caminham paralelas, mas se diferem no que diz
respeito aos objetivos, aos materiais e aos métodos.
Muitas empresas já aderiram aos incentivadores de atividades físicas, elaborando os
programas de prática de esportes ou as atividades, que levem a um dispêndio de energia e a
uma movimentação da musculatura. Essas atividades podem ocorrer dentro ou fora da
empresa, conveniados com as academias ou com outros centros esportivos.
Tem o objetivo de prevenir as doenças degenerativas,
principalmente, as doenças coronarianas, a hipertensão, o
estressee a obesidade, melhorando a condição física e mental.
Resposta
No entanto, esses programas não têm nada a ver com a prática da ginástica laboral. Os
programas de ginástica laboral têm como objetivo principal a prevenção de doenças
ocupacionais, agindo de forma a contrabalançar a atividade muscular inerente ao trabalho. São
realizados no próprio ambiente de trabalho, três vezes por semana ou, diariamente, por
períodos que variam de 10 a 15 minutos, durante a jornada de trabalho, sendo, ainda mais,
eficaz em uma jornada de oito horas, ser realizada 2 vezes ao dia, antes de iniciar o trabalho e
no final da jornada.
Resposta
Ciência que estuda a adaptação do trabalho ao homem.
Evita o desgaste prematuro de suas potencialidades profissionais.
Objetiva alcançar a otimização do sistema de trabalho.
Adaptar as ferramentas, os postos de trabalho, as organizações e o processo produtivo ao
homem, no intuito de proporcionar maior conforto, segurança e produtividade.
Maximizar o conforto, a satisfação e o bem-estar.
Garantir a segurança.
Minimizar os constrangimentos, os custos humanos e a carga cognitiva, psíquica e física do
operador e/ou usuário.
Evitar as doenças profissionais, as lesões e as mutilações
do trabalhador.
Otimizar o desempenho da tarefa, o rendimento do trabalho e
a produtividade do sistema homem-máquina.
Ergonomia
Ergonomia física: relacionada à anatomia, à fisiologia, à biomecânica e à antropometria;
incluindo as posturas, os movimentos executados, as cargas movimentadas e o leiaute do
posto de trabalho.
Ergonomia cognitiva: percepção, memória, julgamento, tomada de decisão, estresse e
interação com o computador são alguns dos temas dessa área.
Ergonomia organizacional: estrutura, políticas, processos, comunicação, organização do
trabalho, horários, equipes, trabalho a distância e administração da qualidade são tarefas
tipicamente desenvolvidas, entre outras.
A atuação em ergonomia do profissional de ginástica laboral
terá objetivos na análise das condições de trabalho, em
especial, no posicionamento dos segmentos corporais e na
conscientização preventiva.
Especializações
Quando um posto de trabalho já tiver passado por análise de um ergonomista, o
profissional de ginástica laboral não deverá fazer intervenções, para não afetar o
planejamento que foi realizado.
O planejamento do espaço e da relação homem-máquina é relacionado com a ginástica
laboral(determinação dos ângulos de trabalho dos segmentos do corpo e a posição
corporal), provocando as demandas associadas ao desgaste e à saúde do trabalhador.
Qualquer alteração que possa causar interferência no trabalho
deve ser autorizada pela gestão da empresa e fazer parte de
um planejamento cuidadoso.
Posto de trabalho
Posto de trabalho
Fonte:
https://bit.ly/3quu6Qd
Acesso em: 12 nov. 2021.
Fonte: Adaptado de: https://http://laboreweb.com.br
Acesso em: 08 fev. 2022.
Ombros e
quadris
alinhados
Encosto
adaptado à
curvatura da
coluna
Descanso
de braço na
altura do
cotovelo
Altura do assento
abaixo da rótula
Pés apoiados no
solo ou em descanso
para os pés
Joelhos,
diretamente,
abaixo do quadril
Teclado,
diretamente, à
sua frente
Punho em uma
direção neutra
(sem dobrar)
Mousepróximo ao
teclado e no
mesmo nível
Posto de trabalho
Fonte: https://bit.ly/3FeMxfA Acesso em: 12 nov. 2021.
Fonte: https://bit.ly/3HhGDwh Acesso em: 12 nov. 2021.
Posto de trabalho
Fonte: https://bit.ly/3ktL8Kb Acesso em: 12
nov. 2021.
Fonte:
https://bit.ly/3qBWDDk
Acesso em: 12 nov. 2021.
Posto de trabalho
Fonte: https://bit.ly/30pL2wv Acesso em: 12
nov. 2021.
Fonte: https://bit.ly/3Dfc2wR Acesso em: 12 nov. 2021.
Descreva todos os erros posturais e ergonômicos observados na imagem a seguir:
Interatividade
Postura errada
Fonte: acervo pessoal.
Resposta
Postura correta
Inclinação natural da cabeça ajuda a reduzir
a tensão na parte posterior do pescoço.
Um suporte para o teclado e apoio para
o braço ajudam a relaxar.
Encosto adaptado à
curvatura da coluna.
30º
Tela do computador
deve estar entre
50 e 70 cm de
distância.
Antebraços relaxados;
pode ser usado um apoio.
Mantenha os pés apoiados no chão,
formando um ângulo de 90º com as pernas.
Um apoio para os pés também é sugerido.
Mesa regulável
A altura do assento
deve ficar abaixo da
rótula do joelho.
Fonte: acervo pessoal.
LER: Lesão por Esforço Repetitivo.
Dort: Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho.
Recomendação atual do Ministério do Trabalho.
A repetitividade não é o único ou o principal fator causal das patologias ocupacionais.
Além da sobrecarga estática, a repetitividade, o excesso de
força, o trabalho sobre as temperaturas extremas ou o uso
prolongado de instrumentos com vibração excessivas,
ou mal desenvolvidos, favorecem o aumento de
enfermidades musculoesqueléticas.
LER/Dort
Normas técnicas sobre LER do INSS (1993): afecções que podem acometer os tendões, as
sinóvias, os músculos, os nervos, as fáscias, os ligamentos, de forma isolada ou associada,
com ou sem a degeneração dos tecidos atingindo, principalmente, os membros superiores,
região escapular e pescoço, de origem ocupacional, decorrente de forma combinada, ou não,
do uso repetido de grupos musculares, do uso forçado de grupos musculares e da
manutenção de posturas inadequadas.
LER/Dort
Fonte: Zili (2002).
Posturas inadequadas.
Ritmos acelerados de trabalho, muitas vezes, impostos pelas máquinas, exigindo
esforços exagerados.
Pressão do tempo e produtividade.
Excesso de trabalho e horas extras.
Ambiente de trabalho inadequado.
Ausência de pausas em tarefas que exigem descansos.
Principais causas de LER/Dort
Fonte:
https://marins.jusbrasil.com.br/
Acesso em: 08 fev. 2022.
Início insidioso.
Queixas subjetivas –dor.
Diminuição da força.
Sensação de peso.
Desconforto.
Alteração da caligrafia.
Atrofia muscular.
Perda da sensibilidade.
Dormências.
Formigamentos.
Dificuldade de dormir.
Cãibras.
Sintomas de LER/Dort
Fonte: Adaptado de:
http://graficosmg.org.br/ Acesso
em: 08 fev. 2022.
Dor, fadiga e formigamento
Sensação de peso ou
diminuição da força
Falta de firmeza nas mãos
Queimação no pescoço,
ombros e braços
Precisamos combater a LER/Dort.
Grau I:
Apenas queixas mal definidas (ótimo prognóstico);
Dor localizada no membro e não irradiada;
Cansaço no membro afetado, sensação de peso e desconforto;
Incômodo durante o trabalho;
Melhora com o repouso;
Exame físico normal;
Sem achados laboratoriais.
Grau II:
Poucos sinais clínicos (prognóstico –bom);
Dor no início da jornada, persistente e intensa, porém, tolerável;
Redução de produtividade e posicionamento antálgico;
Palpação muito dolorosa, espessamento tecidual;
Dor com formigamento que regride com repouso.
Fases clínicas de LER/Dort
Grau III:
Exuberância dos sinais clínicos;
Dor severa e incapacitante, pouco atenuada com o repouso;
Piora à noite;
Dificuldade para dormir;
Edema na região acometida;
Calor local;
Crepitação fina à movimentação dos tendões;
Padrão antálgico;
Sinais eventuais de compressão nervosa;
Manobras dolorosas com o aumento da frequência cardíaca;
Alteração do estado psíquico –depressão;
Redução de produtividade ou impossibilidade de
realizar as funções;
Prognóstico –reservado.
Fases clínicas de LER/Dort
Grau IV:
Estado doloroso e invalidez;
Estado psíquico, totalmente, alterado;
Angústia;
Depressão;
Neurose;
Dor forte, contínua e insuportável, que se acentua ao movimento, irradiada;
Diminuição dos sinais clínicos;
Alterações sensitivo-motoras, deformidades,
incapacidade funcional;
Caráter crônico;
Prognóstico –ruim.
Fases clínicas de LER/Dort
De acordo com dados do Ministério da Saúde, as Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os
Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (Dort) são as doenças que mais afetam
os trabalhadores brasileiros. A dor é o principal fator limitante que atinge essa população.
Sendo assim, diferencie o nível de dor apresentado por pacientes com fases distintas
da LER/Dort.
Interatividade
Primeira fase: a dor aparece durante os movimentos e é difusa, ou seja, não é possível definir,
exatamente, que parte do corpo está doendo.
Segunda fase: nesse estágio, a dor é mais persistente, mas o quadro, ainda, é leve. Se as
condições de trabalho forem alteradas, ainda, é possível reverter o quadro.
Terceira fase: a partir desse estágio, a doença é crônica, sendo, portanto, irreversível. Há
perturbação durante o sono, em razão das dores, e as inflamações se tornam um
processo degenerativo.
Quarta fase: a dor pode se tornar insuportável e, até as
atividades comuns da vida diária, como escovar os dentes e
pentear os cabelos, tornam-se impraticáveis. Nessa última fase,
muitos pacientes recebem a injeção de morfina para aliviar a
dor e alguns chegam, até, a passar por cirurgias.
Resposta
Inflamação nas articulações.
Inflamações nos tendões ou nas extremidades.
Inflamações nas bainhas dos tendões.
Processos degenerativos nas articulações.
Espasmos musculares (cãibras).
Doenças dos discos intervertebrais.
Principais quadros de LER/Dort
Fonte: http://www.cerestprudente.com.br/ Acesso em: 08 fev. 2022.
Fadiga de qualquer grupamento muscular envolvido em esforços estáticos.
Tendinite e tenossinovite dos músculos do antebraço.
Miosite dos músculos lumbricais (mão), pronador redondo e fascite da mão.
Tendinite do bíceps, supraespinhoso, tendões dos flexores dos dedos.
Cisto gangliônico no punho ou flexores dos dedos (dedo em gatilho).
Síndrome do túnel do carpo (compressão do nervo mediano).
Síndrome de De Quervain (abdutor longo e extensor curto do polegar –próximo ao processo
estiloide do rádio).
Síndrome do desfiladeiro torácico.
Compressão do nervo ulnar (no cotovelo ou no
túnel de Guyon).
Compressão do nervo radial (terço superior do antebraço).
Epicondilite medial e lateral.
Bursite do cotovelo e do ombro.
Síndrome da tensão cervical (dor miofascial).
Principais distúrbios dos membros superiores
Fatores contribuintes para o desenvolvimento de LER/Dort
Fonte: Adaptado de: Polito
(2002, p. 44 apudPOLETTO,
2002, p. 9).
Fonte: https://www.cut.org.br/ Acesso em 09 fev. 2022.
Fatoresbiomecânicos
Movimentosrepetitivos
Movimentos manuais como usodaforça
Posturainadequada
Usode ferramentasmanuais
Fatoresadministrativos
Ineficácia daempresaemeliminaros riscospotenciais
Métododetrabalhoinadequado,usodeferramentase
equipamentosimpróprios
Fatorespsicossociais
Pressõesnotrabalho
Inexistência deautonomiaecontrolesobreotrabalho
Inexistênciadeajudaouapoiodecolegasdetrabalho
Poucavariabilidade noconteúdodaatividade
Fatores biomecânicos com a incidência de LER/Dort
Fonte: Adaptado de: Niosh (1997 apudCOUTO et al., 1998, p. 80).
Fatorderisco
Pescoço e
cinturaescapular
Ombro Cotovelo
Punho/mão
S.do túneldo
carpo
Tendinite
Repetitividade ++ ++ +/- ++ ++
Força ++ +/- ++ ++ ++
Postura +++ ++ +/- +/- ++
Vibração +/- +/- ++
Combinação +++ +++ +++
+++evidênciaforte ++evidênciarazoável +/-evidênciasuficiente
Fatores de realização da tarefa de digitação e a ocorrência de LER/Dort
Fonte: Adaptado de: Couto et al. (1998 apudRODRIGUES, 2003, p. 47).
Fonte: https://bit.ly/30iagwZ
Acesso em: 12 nov. 2021.
Fator Sim Não
Falta devariedadedetarefa 8 1
Trabalhoemteclado 6 3
Horasdeusoemteclado 11+1- 3
Ausênciadepausas 2
Velocidadedetrabalho 2 1
Cargadetrabalho inapropriada 1
Pressãonotrabalho 8 -
Faltadeautonomia 8 1
Insatisfaçãocomotrabalho 2 2
Insegurança 1 -
Caros tutor e alunos! Convido vocês, neste momento, a realizarem uma atividade no
chatque estimulará o raciocínio e poderá reforçar o aprendizado de todo conteúdo
ministrado até o momento.
Bons estudos!
Orientações para a atividade do chat
Fonte: acervo pessoal.