Fluxograma de abate de bovinos, As etapas de transporte, descarga, descanso, movimentação, insensibilização e sangria dos animais são importantes para o processo de abate dos animais, devendo-se evitar todo o sofrimento desnecessário.
O abate é definido pela Portaria 365 (2021) como o process...
Fluxograma de abate de bovinos, As etapas de transporte, descarga, descanso, movimentação, insensibilização e sangria dos animais são importantes para o processo de abate dos animais, devendo-se evitar todo o sofrimento desnecessário.
O abate é definido pela Portaria 365 (2021) como o processo intencional que provoque a morte de um animal, no âmbito de estabelecimentos regularizados pelos serviços oficiais de inspeção, cujos produtos são destinados ao consumo humano ou para outros fins comerciais.
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Language: pt
Added: Aug 19, 2024
Slides: 40 pages
Slide Content
FLUXOGRAMA ABATE
DE BOVINOS
UC: ITPOA
Profa. Renata Caminha
Bem estar animal
Animais maltratados e estressados =
Carcaças de menor qualidade e menor tempo de
prateleira
Abate humanitário
Abate humanitário pode ser definido como o conjunto de
procedimentos técnicos e científicos que garantem o bem -estar
dos animais desde o embarque na propriedade rural até a
operação de sangria no matadouro -frigorífico (ROÇA, 2002).
O manejo do gado no frigorífico é extremamente importante para a
segurança dos operadores, qualidade da carne e bem -estar
animal (GRANDIN, 2006).
Legislação
No Brasil, há décadas já existe lei que sustenta a obrigatoriedade de atenção ao bem -
estar animal e a aplicação de penalidades a quem infringi -la. A primeira legislação
brasileira que trata desse assunto é o Decreto Lei número 24.645 de julho de 1934 .
Decreto nº 30.691, de 29 de março de 1952 RIISPOA
Instrução Normativa Nº 3, de 17 de janeiro de 2000
Instrução Normativa N °56, de 06 de novembro de 2008
Instrução Normativa Nº 46, de 6 de outubro de 2011
Portaria N°524 -Comissão Técnica Permanente de Bem -estar Animal (CTBEA) do
MAPA. 21 de junho de 2011
EMBARQUE , DESEMBARQUE E
CONDUÇÃO
Considerarcomportamento e
estruturabiológicados bovinos
EMBARQUE , DESEMBARQUE E CONDUÇÃO
Os bovinos são muito sensíveis a contrastes de luz e escuridão. Sombras podem dar
aimpressão ao animal de que ele se dirige a um buraco, fazendo -o parar.
Fonte das imagens: http://www.grandin.com/
EMBARQUE ,
DESEMBARQUE E
CONDUÇÃO
Violência, golpes, gritos e
ainda do choque elétrico
durante o manejo
EMBARQUE,
DESEMBARQUE E
CONDUÇÃO
Transporte
h t t p s : / / w w w . g o v . b r / a g r i c u l t u r a / p t-b r / a s s u n t o s / p r o d u c a o-a n i m a l / a r q u i v o s-p u b l i c a c o e s-b e m-e s t a r-a n i m a l / t r a n s p o r t e . p d f
Transporte
•Características do veículo
•Número de animais
•Viagem
Características do
veículo
•Não articulado com dois eixos
“toco”
•Não articulado com três eixos
“truck”
•Articulado “carreta” (1-2 pisos)
•Duplo-articulado “bi-trem” (2
compartimentos independentes,
1-2 pisos)
Características do
veículo
•Aberturas laterais
•Ventilação
•Inspeção dos animais
•Piso
•Borracha + grade
•Manutenção
•Ajustes e limpeza
Número de
animais
•Assumindo que o peso médio dos
animais a serem embarcados é
de 500 kg de peso vivo, basta
dividir o comprimento de cada
compartimento de carga pelo
valor da tabela correspondente
ao peso dos animais no caso:
0,51
Viagem
•Velocidade
•Curvas, freadas, buracos,
declives acentuados
•Paradas curtas: a cada 4 horas
•Inspeção periódica dos animais
•Tempo de viagem: 12 h
Currais de espera
•Descanso pós transporte
•Jejum (12-16h)
•Dieta hídrica
•Espaço por animal: 2,5m²
•Sombra
•Separação de animais ( sexo, categoria,
chifres, reatividade, genótipo)
Corredores, rampa de acesso
•Piso antiderrapante e sem
obstáculos
(sombras, poças, ralos, degraus etc)
•Corredores largos
•Seringa
•Paredes laterais fechadas
Banho de asperção
É obrigatório o banho de
asperção, com água hiperclorada
a 15 ppm, com jatos dispostos
transversalmente,
longitudinalmente e lateralmente
com pressão inferior a 3 atm
(forma de ducha)
Tempo mínimo: 3 min
O objetivo do banho do animal
antes do abate é limpar a pele
para assegurar uma esfola
higiênica,reduzir a poeira,
tendo em vista que a pele fica
úmida, e, portanto, diminui a
sujeira na sala de abate(ROÇA,
2002).
O banho de aspersão faz com
que reduza a excitação dos
animais (acalma),limpeza
parcial externa dos animais e
vasoconstrição sanguínea
periférica o que favorece
sangria.
Boxe de
atordoamento
Ao c ons t r uir um br e t ee m c ur va , é
i m porta nte t e r a t e nç ã o à s ua e nt r a da
( junç ã o c om a s e r inga), pa r a e vi t a r que
pa r e ç a um “ be c o s e m s a í da ”. Se um
a ni m al que e s t ive r na e nt r a da do br e t e
conseguir visualizar espaço suficiente
pa r a , no m í nimo, doi s bovi nos à s ua
f r e nte, s e s e nt irá m a i s m otiva do a
e nt r ar, do que s e vi s ua liz ar a pe na s um a
c ur va f e c ha da.
Boxe de atordoamento
Local onde ocorre a insensibilização
Um animal por vez
Entrada em duas folhas
Sistema pneumático = maior agilidade
Resistencia à entrada: ruídos na sala de abate,
déficit de iluminação, isolamento do o=boxe
Fixação das portas com borrada evita ruído
Insensibilização
Os equipamentos de dardo cativo têm como finalidade causar perda
imediata da consciência, provocando a inconsciência do bovino sem que
haja transdução do estímulo da dor, o qual é obtido em torno de 150 –200
milésimos de segundo. A força causada pelo impacto do dardo contra o
crânio do animal produzirá concussão cerebral o que o torna inconsciente
em aproximadamente dois milésimos de segundo, assegurando que o
mesmo não sinta dor.
Insensibilização
Dardo cativo penetrante
Local: plano frontal da cabeça do animal, no ponto de
cruzamento entre duas linhas imaginárias, traçadas entre
o olho e a base do chifre oposto. O dardo deve penetrar
no córtex cerebral, através da região frontal.
Dardo cativo não penetrante
Local: 2 centímetros acima do local indicado no método
penetrativo. Pistola provoca um golpe mecânico, sem a
penetração do dardo.
Insensibilização
Dardo cativo penetrante
Dardo cativo não penetrante
•Cartucho de explosão
•Ar comprimido (pneumático)
Ointervalo entre a insensibilização (primeiro disparo) e a
sangria, quando se utiliza dardo cativo penetrante, não
deve ultrapassar 60segundos e, com o dardo não
penetrante, o intervalo máximo é de 30segundos
Insensibilização
A energia exigida para produzir uma
insensibilização eficiente será
diferente devido à resistência variável
do crânio, idade e categoria animal.
Sinais de
Insensibilização
Verificar a ausência dos
sinais de sensibilidade e,
se houver dúvida, repetir a
insensibilização
É inadmissível iniciar o
procedimento de sangria se
o animal apresentar sinais
de sensibilidade
EJEÇÃO PARA ÁREA DE VÔMITO
Logo após a insensibilização, ocorre a abertura do piso (movimento
basculante ) e da parede lateral (movimento guilhotina ou basculante) do
boxe, ocasionando a ejeção desse animal para a área de vômito.
Sangria
Enganchamento (MPE)
Sangria:
•O operador deve se posicionar em um dos lados do
bovino e nunca entre os membros dianteiros do animal.
Assim, evitará acidentes caso venha a ocorrer algum
espasmo muscular (contração muscular involuntária);
•Com a faca, deve -se seccionar a pele na base do
pescoço. Para prevenir contaminação, a faca deve estar
limpa e esterilizada;
•Com outra faca esterilizada, deve -se seccionar os vasos
sanguíneos que emergem do coração. Como o local a ser
cortado não é visível, o operador deve inserir a faca entre
os músculos do pescoço, em direção a cavidade torácica.
Um corte adequado produzirá um rápido fluxo de sangue;
•Caso não haja um bom fluxo, os vasos sanguíneos
precisam ser cortados novamente, pois não foram
completamente seccionados.
Na calha de sangria não é permitido nenhuma operação que
envolva mutilação
O animal deverá permanecer na calha de sangria por no
mínimo 3 minutos
Sangria
O volume de sangue dos bovinos é
estimado em 6,4 a 8,2 l/100kg
PVA quantidade de sangue obtido
na sangria é de 3,96 l/100 kg PV
Esfola
Retirada: couro, chifres, patas
Preferencialmente usar a esfola
aérea: uso de facas elétricas ou
pneumáticas (esfola manual) ou
uso de máquinas
Pode ser usada sobre cama
elevada (armação de canos ou
tubos galvanizados)
Evisceração
Corresponde à retirada dos
órgãos internos da carcaça
através da abertura parcial do
abdômen e da serragem do
esterno e da região pélvica.
As vísceras são acondicionadas
em três bandejas e seguem
para a inspeção post mortem .
Retirada da
cabeça
A cabeça é limpa com água e a língua e os miolos
são recuperados.
SECÇÃO DA
CARCAÇA E
LAVAGEM
Resfriamento
Camara fria: 10-14°C
12-24h
Para diminuir possível
crescimento microbiano
Perda de água por gotejamento,
exsudação pelos tecidos e
evaporação superficial
As primeiras 4 a 6 horas do
resfriamento são críticas