Esta História tem início, entre as décadas
de 1960 e 1970, quando a área era
predominante de floresta ombrófila mista, repleta
de imbuia, erva-mate, com destaque especial
para a araucária. Local propício para a
instalação da Serraria Zamboni, que cortava
entre outras, madeiras de lei, que era muito
apreciada pela população da região, para a
construção de casas, portas e janelas.
Devido aos empregos oferecidos pela
serraria Zamboni, inicia o primeiro período de
ocupação do bairro. Neste período, muitos
moradores ocuparam as casas da própria
serraria, pois facilitava a permanência e o
deslocamento de seus funcionários. Porém
existia muita rotatividade, ocorrendo a entrada e
saída de famílias, em curto período de tempo. As
terras hoje pertencentes ao bairro, na época
eram de propriedade das famílias Zamboni,
Padilha, Kades, Antunes e Zampieri.
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Outro fato primordial, ocorre
simultaneamente, com a construção da BR 153
através da empreiteira Ferreira Guedes. Este
momento foi marcante para muitos moradores,
pois houve a aquisição de parte do terreno a
oeste da rodovia, por João Padilha, conhecido
como João das Canaletas, (pois trabalhava na
construção das canaletas para a BR) e fixou
residência temporária no local, (Hoje terreno de
Domingos Salwinski) prestando serviços
terceirizados para a Ferreira Guedes. Então,
realizou o loteamento e a venda dos primeiros
lotes, ficando assim conhecido como loteamento
Nossa Senhora Aparecida, pois de acordo com
moradores, era muito devota a Nossa Senhora.
Estes moradores, começaram a se fixar próximo
a serraria, devido a concentração de empregos e
também próximos a BR 153 e a Avenida
Governador Ivo Silveira, pois era um local de
fácil acesso para o Bairro Alto Irani, bem como
para o centro da cidade, já que estava em meia
distância a ambos. Neste período várias foram
as famílias que fixaram residência, como os
Rafaeli, Bassin, Zamarki, Ávila, Cassol, 3
Fabricio, Duarte, Zenaro, Vidi, Pimentel, Copini,
entre outras.
Eram períodos difíceis, pois as águas da
Casan ainda não chegavam a todos os
moradores, por isso era utilizado a água de um
poço, próximo ao rio Engano, que corta o bairro.
Outra dificuldade enfrentada pelos moradores
era o transporte, pois as estradas eram de terra
e, com a movimentação constante de caminhões
carregados de madeira, dificultava o
deslocamento a pé, criando-se muita lama.
O segundo período de ocupação do
bairro, ocorre entre as décadas de 1980 e 1990,
quando a rua José Kades foi aberta, ligando o
loteamento ao centro de Irani. Isso possibilitou
uma comodidade aos moradores, que não
precisariam seguir para a BR 153 para chegar
ao centro. Neste período, houve a fixação de
famílias Bittencourt, Salwinski, Steggmeier,
Lemos, Suzin, Lopes, Egger, Cordeiro, Batista,
Machado, Maziero, Trindade, Mortari, Pinheiro,
Darico, Deola, Tedesco, Biazi, Veiga, Damer,
entre outras.
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História do Bairro Nossa Senhora
Aparecida
(História em construção)
Em Agosto de 2014, iniciamos um estudo,
para identificar os dados mais importantes,
ocorrido no Bairro Nossa Senhora Aparecida,
que compreende atualmente as ruas José
Kades, Rua Progresso, Izabete Griza, Rua
Jaime Lopes, Rua Maranata, Rua Paraiso, Rua
da Paz, Rua Santa Catarina, Rua Jorge Correa
de Ávila, fazendo limite com a Avenida
Governador Ivo Silveira e a BR 153. Tendo o
ponto de altitude mais baixo, na pinguela da
prainha, com altitude de 1050 metros em relação
ao nível do mar e altiplano nas proximidades do
trevinho, com altitude de 1086 metros.
Percebemos atualmente, e desde o seu
início, a constante vocação para a geração de
emprego e educação, que são os dois pontos de
destaque do bairro.
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