História do bairro Nossa Senhora Aparecida - Setembro 2014

jucemarsouzadaluz 1,951 views 2 slides Sep 05, 2014
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História do Bairro Nossa Senhora Aparecida - Setembro 2014


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Esta História tem início, entre as décadas
de 1960 e 1970, quando a área era
predominante de floresta ombrófila mista, repleta
de imbuia, erva-mate, com destaque especial
para a araucária. Local propício para a
instalação da Serraria Zamboni, que cortava
entre outras, madeiras de lei, que era muito
apreciada pela população da região, para a
construção de casas, portas e janelas.
Devido aos empregos oferecidos pela
serraria Zamboni, inicia o primeiro período de
ocupação do bairro. Neste período, muitos
moradores ocuparam as casas da própria
serraria, pois facilitava a permanência e o
deslocamento de seus funcionários. Porém
existia muita rotatividade, ocorrendo a entrada e
saída de famílias, em curto período de tempo. As
terras hoje pertencentes ao bairro, na época
eram de propriedade das famílias Zamboni,
Padilha, Kades, Antunes e Zampieri.
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Outro fato primordial, ocorre
simultaneamente, com a construção da BR 153
através da empreiteira Ferreira Guedes. Este
momento foi marcante para muitos moradores,
pois houve a aquisição de parte do terreno a
oeste da rodovia, por João Padilha, conhecido
como João das Canaletas, (pois trabalhava na
construção das canaletas para a BR) e fixou
residência temporária no local, (Hoje terreno de
Domingos Salwinski) prestando serviços
terceirizados para a Ferreira Guedes. Então,
realizou o loteamento e a venda dos primeiros
lotes, ficando assim conhecido como loteamento
Nossa Senhora Aparecida, pois de acordo com
moradores, era muito devota a Nossa Senhora.
Estes moradores, começaram a se fixar próximo
a serraria, devido a concentração de empregos e
também próximos a BR 153 e a Avenida
Governador Ivo Silveira, pois era um local de
fácil acesso para o Bairro Alto Irani, bem como
para o centro da cidade, já que estava em meia
distância a ambos. Neste período várias foram
as famílias que fixaram residência, como os
Rafaeli, Bassin, Zamarki, Ávila, Cassol, 3
Fabricio, Duarte, Zenaro, Vidi, Pimentel, Copini,
entre outras.
Eram períodos difíceis, pois as águas da
Casan ainda não chegavam a todos os
moradores, por isso era utilizado a água de um
poço, próximo ao rio Engano, que corta o bairro.
Outra dificuldade enfrentada pelos moradores
era o transporte, pois as estradas eram de terra
e, com a movimentação constante de caminhões
carregados de madeira, dificultava o
deslocamento a pé, criando-se muita lama.
O segundo período de ocupação do
bairro, ocorre entre as décadas de 1980 e 1990,
quando a rua José Kades foi aberta, ligando o
loteamento ao centro de Irani. Isso possibilitou
uma comodidade aos moradores, que não
precisariam seguir para a BR 153 para chegar
ao centro. Neste período, houve a fixação de
famílias Bittencourt, Salwinski, Steggmeier,
Lemos, Suzin, Lopes, Egger, Cordeiro, Batista,
Machado, Maziero, Trindade, Mortari, Pinheiro,
Darico, Deola, Tedesco, Biazi, Veiga, Damer,
entre outras.
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História do Bairro Nossa Senhora
Aparecida
(História em construção)
Em Agosto de 2014, iniciamos um estudo,
para identificar os dados mais importantes,
ocorrido no Bairro Nossa Senhora Aparecida,
que compreende atualmente as ruas José
Kades, Rua Progresso, Izabete Griza, Rua
Jaime Lopes, Rua Maranata, Rua Paraiso, Rua
da Paz, Rua Santa Catarina, Rua Jorge Correa
de Ávila, fazendo limite com a Avenida
Governador Ivo Silveira e a BR 153. Tendo o
ponto de altitude mais baixo, na pinguela da
prainha, com altitude de 1050 metros em relação
ao nível do mar e altiplano nas proximidades do
trevinho, com altitude de 1086 metros.
Percebemos atualmente, e desde o seu
início, a constante vocação para a geração de
emprego e educação, que são os dois pontos de
destaque do bairro.
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distribuidora de gás, oficinas mecânicas, de
chapeação, estofaria, de refrigeração, de
móveis, de transportes de caminhões e ônibus,
marmoraria, garagem da prefeitura, bombeiros
voluntários, construtora, faixas, placas e
banners, tornearia, vidraçaria, escola, entre
outras, que geram centenas de empregos
diretos.
O Bairro Nossa Senhora Aparecida
cresce, mantendo sua vocação para a geração
de emprego e educação, que dão destaques
importantes ao bairro e continua crescendo, pois
está em andamento as obras para o loteamento
Pereira e Zenaro, que vai continuar
possibilitando bons negócios para muitas
famílias.
Esta História não para por aqui, pois
muitas informações ainda serão
complementadas. Por isso continua sendo
Uma História em Construção.
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Como o loteamento cresceu e se
confundia com o Alto Irani, entre os anos de
1983 e 1984, as crianças começaram a estudar
na Escola Estadual Isabel da Silva Telles, que
estava fixado onde hoje é o Mercado Zampieri,
atendendo a primeira e segunda série, onde as
primeiras professoras foram Margarida Zenaro e
Araci Andreis. A partir de 1984, esta ramificação
da escola deixa de existir, sendo os alunos
direcionados ao local onde atualmente está a
Escola Isabel Telles. Por isso, as crianças
precisavam atravessavam a BR 153 e o perigo
constante de atropelamento, atormentava as
famílias.
Para resolver este problema, alguns
moradores se mobilizaram e solicitaram a
administração municipal, a implantação de uma
escola do lado oeste da BR. Então, foi
implantado o Pré-Escolar Estrelinha, que
funcionava no porão da residência de Selvindo
(ou Severino) Baccin. Este educandário mudou-
se para o local onde hoje existe a Pastoral da
Criança, na rua da Paz.
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Esta ação educacional ajudava, mas não
totalmente aos moradores do loteamento, pois
alunos a partir do primeiro ano, continuavam
atravessando a BR. Por isso, em 1991, foi
inaugurado o Grupo Escolar Sebastião
Rodrigues de Souza, onde a primeira diretora foi
a Professora Leni Xavier Velho Rodrigues dos
Santos, resolvendo a solicitação dos moradores
e no ano de 1993 o Pré-Escolar Estrelinha foi
integrado a Escola Sebastião. Neste período
houveram construções importantes de
infraestrutura, como o Ginásio Modesto Torteli,
Estádio Municipal, o Parque de Exposições e a
Igreja Assembleia de Deus.
O terceiro e atual momento de ocupação,
acontece influenciado pelas sucessivas
ampliações de emprego nas empresas de
reflorestamento, terceirizadas e principalmente
para trabalhadores da Empresa Celulose Irani.
Neste período, houve a implantação de muitas
empresas como: Serraria, supermercados, hotel,
lojas de vestuários, bazar, escritório contábil,
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Entrevistados:
Irineu Staggmeier, Lurdes Staggmeier, Lacir
Zenaro, Margarida Zenaro, Raimundo Zampieri, Luis
Antonio Vidi, Zeferino Amadei, Lourdes Furlanetto,
Adelino Maziero, Tereza Pereira Domingos, Angela
Pinheiro, Orides Pinheiro, Idalina Dilma Lopes, Anair
dos Passos Lemos, Ivania Zamarki, Lucinda Vieira
Machado, Armides Zamarki.
Alunos entrevistadores:
Adrian Sganzerla, Eduardo Lemos, Tainara
Palinski, Marieli Trentin, Daniela Amadei, Lucas
Pasquali, José Neuri de Lima, Joana Guareski, José
Vinícios, Jeison Trindade, Vanessa Fatima, Gabriele
Maciel, Carol Ribeiro, Deisy Gonzalez, Ana Paula
Ribeiro, Gabriel Biondo, Leandro da Silva, Ronaldo
Kuitel, Andressa Tamanho, Gabriely de Morais,
Andréia Wesp, Elen Maier, Alana Deola, Marcela
Trindade, Natanael de Mello, Cleiton Teixeira, Ana
Paula Zenatti, Vanessa Guimarães.
Coordenação e organização:
Professor Jucemar Antonio Souza da Luz
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