Fatos do período de transição do feudalismo para o capitalismo
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Language: pt
Added: Sep 16, 2025
Slides: 43 pages
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A Baixa Idade Média e as Transformações para a Idade Moderna Revisando o feudalismo: Economia agropastoril e auto-suficiente, baseada na exploração do trabalho dos servos. Sociedade estamental sem mobilidade social O pensamento teocêntrico através do domínio ideológico da Igreja
Sociedade Estamental
Catedral de San Vito em Praga, exemplo de arte gótica.
Vitrais da catedral de Charles em Paris. Iluminação e doutrinação católica através da imagem.
Transformações do mundo feudal, caracterizado pela produção agrícola, auto-suficiente, pelo poder dos nobres, da Igreja e por relações de servidão. De uma Europa “fechada” na auto-suficiência do feudo, para uma Europa moderna, baseada no comércio.
Principais Transformações Desenvolvimento técnico –rotatividade de culturas, moinho, utilização da tração animal, gerando excedente. Aumento populacional na Europa Ano População 1050 46 milhões 1150 50 milhões 1200 61 milhões 1300 73 milhões
Desenvolvimento do comércio e feiras livres Formação dos burgos, destaque para as cidades italianas Novos setores sociais como a burguesia. As Cruzadas e a abertura do Mar Mediterrâneo para o comércio com o Oriente
Os slides a seguir são fotografias extraídas da Casa do Infante, na cidade do Porto em Portugal. Hoje museu, a Casa do Infante abrigava uma alfândega. Nela encontramos uma série de imagens e objetos importantes como documentação para este momento do renascer do comércio na Baixa Idade Média.
Medir e pesar O uso de medidas padrão é essencial para o funcionamento da economia. Na Idade Média usaram-se unidades de medida da tradição romana (palmo, pé, onça), como também árabe (alqueire, almude, arrátel). Devido ao fato de existirem particularismos regionais, houve diversas tentativas de uniformizar o sistema, a mais significativa das quais surge em 1499 por iniciativa do Rei D. Manuel I.
Na alfândega era indispensável o recurso aos pesos e medidas, pois o cálculo do imposto aduaneiro fazia-se de acordo com a quantidade dos produtos apresentados a despacho.
Através da alfândega entravam produtos utilizados no dia-a-dia das pessoas das cidades, uns vindos de longe – Oriente, Brasil ou Norte da Europa – outros dos centros da produção do país. A produção nacional é, nesta época, naturalmente influenciada pelas novas formas e motivos decorativos importados.
As cruzadas foram responsáveis pela abertura do mar mediterrâneo para o comércio com o oriente, pelo desenvolvimento das principais cidade italianas como Gênova e Veneza. As cidades italianas criaram um monopólio de comércio com os árabes pelo Mar Mediterrâneo. Desenvolvimento da burguesia e das cidades portuguesas por se tornarem rotas para o Mar do Norte.
Mapa das cruzadas
Cruzada financiada por mercadores de Veneza
As especiarias comercializadas eram pimenta, cravo, canela, noz moscada, açúcar que além de melhorarem o gosto dos alimentos, ajudavam na sua conservação, tecidos como a seda, porcelanas, perfumes e o couro. Nas feiras e cidades realizavam-se trocas de produtos, letras, moedas, impostos e bancos. Houve ainda o aumento da circulação monetária e a sedentariazação do comércio.
"0 modesto comércio medieval ao desenvolver-se lentamente ao longo das rotas terrestres entre os séculos XI e XIV e ao aventurar-se aos mares pelas rotas do Mediterrâneo, do Atlântico do canal da Mancha, do mar do Norte e do Báltico, preparava a expansão comercial da Europa moderna”. (LE GOFF)
Crise do século XIV Os índices de mortalidade aumentaram sensivelmente e, no século XIV, uma população debilitada pela fome teve que enfrentar uma epidemia de extrema gravidade: a Peste Negra , que chegou a dizimar cerca de 1/3 dos habitantes da Europa.
Principais Conseqüências Baixa produtividade agrícola Alta dos preços Superexploração dos senhores feudais Revoltas Camponesas Aumento do fluxo migratório para as cidades Revoltas Urbanas
Imagem de revolta camponesa na região francesa, conhecida como Jacquerie.