Bipolaridade
O transtorno bipolar é um transtorno do humor com
oscilações entre episódios de depressão e de
euforia/irritabilidade (mania ou hipomania),
intercalados por períodos de estabilidade emocional.
Essas mudanças não são “variações normais de
humor”: são intensas, impactam funcionamento social
e profissional e podem exigir tratamento contínuo
Tipos principais
Tipo I: pelo menos um episódio de mania,
frequentemente com depressão; pode
requerer internação em casos graves.
Tipo II: episódios de hipomania e episódios
depressivos maiores, sem mania plena;
depressão costuma ser mais frequente
Sintomas
Mania/hipomania:
Aumento de energia, redução da necessidade de
sono, fala acelerada, impulsividade e
comportamentos de risco; na mania, podem ocorrer
sintomas psicóticos.
Hipomania é um quadro mais brando que pode
aumentar produtividade, mas ainda altera
julgamento e rotina de forma relevante
Sintomas de depressão
Tristeza persistente, perda de interesse,
fadiga, alterações de sono/apetite,
dificuldade de concentração e, em casos
graves, ideação suicida.
Episódios depressivos podem durar
semanas a meses e costumam ser a fase
mais frequente ao longo do curso da
doença.
Epidemiologia e início
Acomete a população, com primeiros
sintomas geralmente entre 16 e 25 anos,
embora possa surgir em outras idades.
Homens e mulheres são afetados, com
variações no curso e na apresentação clínica
ao longo da vida.1%–2,5%
Causas e fatores de risco
Interação de fatores genéticos, neurobiológicos
(neurotransmissores e circuitos cerebrais) e
ambientais explica o risco e a expressão clínica do
transtorno.
Estresse intenso, privação de sono, uso de
substâncias e eventos de vida podem precipitar
episódios em pessoas vulneráveis.
Diagnóstico
O diagnóstico é clínico, baseado em critérios (DSM/ CID) para episódios de
mania/hipomania e depressão, e no curso longitudinal.
Diferenciar depressão bipolar da unipolar é essencial, pois o manejo é distinto e
antidepressivo em monoterapia não é recomendado na bipolaridade
Transtorno Unipolar
Os principais sintomas do transtorno unipolar incluem tristeza persistente, perda de
interesse em atividades que antes eram prazerosas, alterações no apetite e no sono,
fadiga, dificuldade de concentração e sentimentos de inutilidade ou culpa. Esses
sintomas podem variar em intensidade e duração, levando a períodos de crise que
podem durar semanas ou meses. A gravidade da condição pode exigir intervenções
terapêuticas e, em alguns casos, medicação para controle dos sintomas.
Tratamento e autocuidado
Tratamento combina estabilizadores do humor,
antipsicóticos atípicos e intervenções psicossociais; o
acompanhamento psiquiátrico contínuo melhora o
prognóstico.
Estratégias de rotina do sono, manejo de estresse,
psicoeducação, redução de substâncias e rede de
apoio são pilares para reduzir recaídas.
sindrome X Transtorno
Síndrome
Conjunto reconhecível de sinais e
sintomas que aparecem em
associação, podendo ter múltiplas
causas e nem sempre uma etiologia
única definida.
Exemplos clássicos incluem
Síndrome do Pânico e Síndrome de
Down; o foco está no “padrão de
manifestação”, não necessariamente
em uma única causa.
Transtorno
Condição definida por perturbação
clinicamente significativa na
cognição, regulação emocional ou
comportamento, indicando
disfunção de processos mentais e
gerando sofrimento e/ou prejuízo
funcional.
Usado amplamente em saúde
mental (ex.: transtorno bipolar,
transtornos de ansiedade, TDAH),
com critérios diagnósticos
operacionais para padronizar
avaliação e tratamento.
Burnout
é uma síndrome ligada ao trabalho marcada por exaustão emocional, física e mental,
cinismo/desapego e queda de eficácia profissional, decorrente de estresse crônico
ocupacional.
Diferente de “cansaço comum”, envolve comprometimento funcional significativo e,
sem cuidado, pode agravar ansiedade e depressão; requer atenção clínica quando
sinais persistem
Profissionais sob alta pressão e responsabilidade
contínua (saúde, educação, segurança, jornalismo) e
pessoas em múltiplas jornadas apresentam risco
elevado.
Metas inalcançáveis, cultura de hiperprodutividade e
dificuldade de se desconectar do trabalho
aumentam a vulnerabilidade ao esgotamento.
Sintomas
Exaustão intensa, irritabilidade,
redução de energia, dificuldades
cognitivas (atenção e concentração)
e queda de desempenho são comuns.
Também podem ocorrer alterações
de sono/apetite, queixas físicas
(cefaleia, tontura, dores musculares)
e sentimentos de ineficácia ou
negativismo
Diagnóstico e avaliação
O diagnóstico é clínico, considerando história ocupacional,
persistência dos sintomas e exclusão de outras condições
médicas/psiquiátricas.
Instrumentos de triagem podem apoiar, mas não substituem a
avaliação profissional; buscar cuidado ao perceber impacto no
funcionamento diário.
Tratamento e manejo
Intervenções incluem psicoterapia, reorganização do
trabalho, higiene do sono, manejo de estresse e, quando
indicado, afastamento temporário; casos associados a
transtornos comórbidos podem requerer medicação.
Acompanhamento contínuo e estratégias graduais de
retorno ao trabalho reduzem recaídas e melhoram o
prognóstico.
Prevenção e autocuidado
Limites saudáveis (carga horária, pausas, desconexão
digital), apoio social e prática regular de atividade física e
relaxamento ajudam a proteger.
No nível organizacional, metas realistas, divisão justa de
tarefas e cultura de saúde mental são medidas-chave de
prevenção
Conceitos relacionados
Burnout: sobrecarga e estresse excessivo levando à exaustão e
desapego.
Burnon: engajamento excessivo com produtividade preservada,
mas com sinais de estresse e dificuldade de parar.
Boreout: tédio e subutilização causando desmotivação e
adoecimento.
Pesquisa aponta 83% dos profissionais de saúde
com Síndrome de Burnout: ‘Desgastante’ “A gente trabalha o tempo todo em risco. (…) Comecei com distúrbios
gastrointestinais, tremendo as mãos, pés. Sentia pânico”
Em Manaus, a doutora Anne, de 27 anos, faz o segundo ano de residência e
trabalha em três hospitais. Os números e a curva de casos da cidade
sugerem que o auge da pandemia passou, mas a rotina segue pesada.
Cuidar da mente é fundamental para manter o equilíbrio emocional e a
qualidade de vida. Assim como o corpo precisa de atenção, a saúde
mental também deve ser prioridade, pois influencia diretamente
nossas atitudes e decisões. Uma mente saudável contribui para
relações mais harmoniosas e para lidar melhor com desafios.
Ignorar sinais de estresse, ansiedade ou tristeza pode levar a
problemas mais graves.
Práticas como conversar sobre sentimentos, descansar e buscar ajuda
profissional são essenciais.
Cuidar da mente fortalece a autoestima e a autoconfiança. Isso
também favorece o aprendizado e a produtividade. Investir na saúde
mental é investir em bem-estar e felicidade.