Aula sobre Relações Ecológicas - Biologia

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Aula sobre Relações ecológicas


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AULA 1 Relações Ecológicas Prof. Giselle Marques Goes

Objetivos: Entender como os seres vivos interagem entre si e com o ambiente. Relacionar esses conceitos com questões reais que aparecem no ENEM.

"Vocês já imaginaram o que aconteceria se todas as abelhas sumissem? Além do mel acabar, o que mais poderia acontecer?"

"Sem abelhas, a polinização de milhares de plantas não acontece. Sem essas plantas, herbívoros não se alimentam. Sem herbívoros, carnívoros ficam sem comida. É um efeito dominó!"

Os seres vivos não estão distribuídos de maneira uniforme pelo planeta; Dos 200 países – 17 reúnem aproximadamente 70% das espécies de mamíferos, aves, répteis, anfíbios e plantas do mundo. Países MEGADIVERSOS – alta concentração de biodiversidade .

O Brasil é o país mais megadiverso. Alterações na biodiversidade podem causar desde mínimas até profundas mudanças nos ecossistemas, comprometendo processos essenciais: polinização, purificação da água, regulação do clima, criação e estabilização do solo, etc. Afetam direta ou indiretamente as espécies.

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1) Introdução A interação dos diversos organismos que constituem uma comunidade biológica são genericamente denominadas relações ecológicas , e costumam ser classificadas pelos biólogos em intra-específicas, interespecíficas, harmônicas e desarmônicas. Relações intra-específicas: São as que se estabelecem entre indivíduos de uma mesma espécie. Relações interespecíficas: São as que se estabelecem entre indivíduos de espécies diferentes. Relações harmônicas: Pelo menos uma das espécies se beneficia e não há prejuízo para nenhuma das partes associadas. Relações desarmônicas: Uma ou ambas as espécies são prejudicadas.

2) Resumo Relações Harmônicas Intra-Específica Colônias Sociedades Interespecífica Mutualismo Protocooperação Comensalismo Relações Desarmônicas Intra-Específica Competição intra-específica Canibalismo Interespecífica Competição interespecífica Predatismo Parasitismo Amensalismo Esclavagismo

Relações harmônicas intraespecíficas São relações entre indivíduos de mesma espécie nas quais nenhum indivíduos é prejudicado. Colônia: A colônia é um tipo de interação harmônica intraespecífica na qual organismos de uma mesma espécie são fisicamente unidos e trabalham por objetivos comuns à coletividade. Colônia isomorfa: As colônias são denominadas isomorfas quando todos os indivíduos apresentam a mesma forma e não há divisão de trabalho. Um exemplo de colônias isomorfas é encontrado nos corais. Colônia heteromorfa: Já as colônias constituídas por indivíduos que apresentam diferenciação morfológica relacionada à atividade que desempenham, são denominadas heteromorfas. Um exemplo de colônia heteromorfa é encontrado no celenterado Physalia physalis, popularmente conhecido como caravela-portuguesa. Sociedade: A sociedade é um tipo de interação harmônica intraespecífica que constitui-se da associação de indivíduos da mesma espécie não ligados anatomicamente e que executam suas funções de forma cooperativa. Na sociedade, há divisão de trabalho e, em geral, a morfologia dos organismos é relacionada à função que o indivíduo desempenha. Exemplos de sociedade são abelhas em colméias, cupins em cupinzeiros e formigas em formigueiros.

Relações harmônicas interespecíficas São relações entre indivíduos de espécies diferentes, sendo que ninguém sofre prejuízo. Como exemplos de relações harmônicas interespecíficas cita-se o comensalismo, o inquilinismo, o mutualismo e a protocooperação. Comensalismo: O comensalismo é o tipo de interação harmônica interespecífica na qual uma das espécies envolvidas obtém vantagem ao se aproveitar de restos alimentares da outra, sem, entretanto, causar prejuízo. O organismo que se alimenta dos restos é chamado comensal e o outro, que provê tais restos, é chamado anfitrião. Exemplos de comensalismo Um exemplo de comensalismo é encontrado na relação entre o homem e Entamoeba coli, um protozoário que habita o intestino grosso humano e se nutre de seu restos digestivos, sem, no entanto, prejudicá-lo. A relação entre a rêmora (ou peixe-piolho) e o tubarão também é de comensalismo: a rêmora se fixa ao tubarão através de uma ventosa dorsal e se alimenta daquilo que foi descartado pelo tubarão.

Inquilinismo: O inquilinismo é o tipo de interação harmônica intraespecífica no qual uma das espécies obtém, sem prejuízo da outra, vantagem relacionada a abrigo ou sustentação/suporte. Como exemplos, podemos citar a interação entre bromélias e orquídeas com as árvores nas quais as primeiras se fixam, visando obter luminosidade adequada, sem causar danos. Mutualismo: O mutualismo é um tipo de interação harmônica interespecífica, na qual a associação entre os seres proporciona troca de benefícios mútuos em tal nível que a associação é obrigatória para a sobrevivência de ambas. Como exemplo, cita-se um protozoário do gênero Trichonympha que vive no intestino de cupins e degradam a celulose por eles ingerida, enquanto recebem abrigo e alimento. O cupim não conseguiria aproveitar a celulose da madeira que comem não fosse pela presença deste protozoário. Protocooperação: A protocooperação é também um tipo de interação harmônica interespecífica na qual ambas as espécies são beneficiadas, mas nesse caso, trata-se de uma associação facultativa, pois ambas as espécies podem viver independentemente. Como exemplo, cita-se as aves conhecidas como pássaropalito, que removem restos de comida presos entre os dentes e também sanguessugas da boca de crocodilos. As aves obtêm alimentos e livram-se dos predadores, enquanto os répteis vêem-se livres dos “incômodos dentários” e dos parasitas, mas ambos podem sobreviver sem esta associação.

Relações desarmônicas intraespecíficas São relações entre indivíduos de mesma espécie nas quais ao menos um deles é prejudicado. Como exemplos de relações desarmônicas intraespecíficas podemos citar o canibalismo e a competição. Canibalismo O canibalismo é uma relação desarmônica intraespecífica na qual indivíduos comem outros de sua própria espécie. Como exemplos, cita-se a aranha popularmente conhecida como viúva-negra e o inseto louva-a-deus, espécies cujas fêmeas, logo após o acasalamento, devoram os machos, visando obtenção de nutrientes para o desenvolvimento dos ovos.

Competição: A competição é a interação desarmônica na qual indivíduos disputam algo, como alimento, território ou luminosidade, por exemplo. Pode ser intraespecífica ou interespecífica (veja abaixo), mas, nos dois casos, essa interação favorece uma seleção que, em geral, preserva as formas de vida melhor adaptadas e extingue os indivíduos com baixa capacidade de adaptação. Dessa forma, a competição constitui-se um importante fator regulador do nível e da densidade populacional, contribuindo para evitar a superpopuIação das espécies. Na competição intraespecífica, indivíduos da mesma espécies disputam entre si fatores ambientais que, eventualmente, encontrem-se em quantidade limitada, como alimento e água ou, ainda, pode haver disputa por acasalamento.

Relações desarmônicas interespecíficas Amensalismo : O amensalismo é um tipo de relação desarmônica interespecífica na qual uma espécie é prejudicada sem que haja qualquer prejuízo ou benefício para a outra. Neste tipo de interação, indivíduos de uma espécie secretam substâncias que prejudicam ou mesmo impedem o desenvolvimento de outras espécies. Como exemplos, podemos citar os fungos que secretam antibióticos bactericidas ou plantas que liberam no solo substâncias inibidoras do desenvolvimento de plantas de outras espécies. Competição: A competição, quando interespecífica, acontece entre indivíduos de espécies diferentes e também é fruto da disputa pelos mesmos recursos do ambiente. Como exemplo, podemos citar árvores de espécies distintas que, ao crescerem próximas umas das outras, podem vir a competir pelo espaço para que suas copas possam se desenvolver e, assim, obter luz solar em quantidade suficiente. Parasitismo: O parasitismo é uma interação desarmônica interespecífica na qual um dos seres, denominado parasita, habita o organismo do outro, denominado hospedeiro, do qual retira alimento e abrigo. Apesar dos parasitas poderem ser letais aos hospedeiros, de modo geral essa associação tende ao equilíbrio, já que a morte do hospedeiro é nociva ao parasita. Assim, nas espécies que convivem com determinadas associações parasitárias há muito tempo, raramente verifica-se a morte do hospedeiro pelo parasita. Exemplos de parasitismo, podemos citar o protozoário intracelular Trypanosoma cruzi, que tem o tatu como um de seus hospedeiros naturais e a quem geralmente não causa lesões graves ou morte, ao passo que, ao parasitar humanos, causa a Doença de Chagas, patologia com alta morbidade e óbitos relativamente freqüentes. Os parasitas também podem viver no exterior do hospedeiro e, neste caso, são chamados ectoparasitas. Como exemplos deste tipo de parasitas, bastante comuns, citamos carrapato, piolho e pulga.

Predatismo: O predatismo é uma relação desarmônica interespecífica na qual um ser vivo captura e mata um indivíduo de outra espécie para se alimentar. Todos os carnívoros são animais predadores. Algumas espécies desenvolveram adaptações para se defenderem do predatismo. Confira algumas dessas adaptações: Mimetismo: espécies que apresentam características, como coloração, textura, forma ou comportamento, que os confundem com um outro grupo de organismos; Camuflagem: adaptação morfológica pela qual uma espécie procura confundir suas vítimas ou seus agressores revelando cor e/ou forma semelhante ao ambiente; Aposematismo: médoto que espécies empregam para alertar sobre suas defesas, exibindo cores de advertência, vivas e marcantes, indicando seu veneno e/ou gosto desagradável, a fim de afastar seus possíveis predadores.

Mimetismo Camuflagem Aposematismo

O esclavagismo , no contexto ecológico, refere-se a uma relação em que uma espécie se beneficia ao explorar outra, utilizando-a como mão de obra ou fonte de recursos. Um exemplo clássico é a relação entre algumas formigas e pulgões. As formigas "escravizam" os pulgões, levando-os para seus formigueiros e protegendo-os, em troca da produção de substâncias açucaradas que os pulgões excretam. Embora as formigas se beneficiem, os pulgões podem ser prejudicados pela perda de energia e pela dependência da proteção das formigas.  Essa interação é considerada desarmônica porque uma das espécies sofre um prejuízo, seja direto ou indireto, como consequência da relação. Portanto, embora haja benefício mútuo em alguns casos, a exploração e a dependência de uma das espécies caracterizam o esclavagismo como uma relação desarmônica.  As abelhas são insetos que, além de realizarem o importante trabalho da polinização, também fornecem ao homem diversos produtos. Para isso, o homem cria abelhas, atividade denominada apicultura, para a obtenção de produtos como mel, geleia real, própolis, cera e veneno, que são utilizados em larga escala pelas indústrias, como a farmacêutica e alimentícia.

(ENEM 2024) A abelha mamangava (Xylocopa sp.) é a mais eficiente polinizadora do maracujazeiro, por causa do seu tamanho. A abelha europeia (Apis mellifera) não é uma polinizadora eficiente do maracujazeiro, pois coleta o pólen sem realizar a fecundação e seu tamanho pequeno não permite que alcance o estigma da flor, por causa da distância da base de pouso. RAMOS, L. A. Dicas para começar e melhorar sua produção. Revista Globo Rural, n. 296, jun. 2010 (adaptado). A relação ecológica entre os insetos mencionados é: A) predação. B) mutualismo. C) competição. D) inquilinismo. E) comensalismo.

C) competição. ✅ Justificativa da Alternativa Correta (C): As duas espécies de abelhas disputam o pólen/néctar do maracujazeiro, caracterizando competição. ❌ Análise das Alternativas Incorretas: A (Predação): Não há morte de um organismo para alimentar outro. B (Mutualismo): Não há benefício mútuo entre as abelhas. D (Inquilinismo): Uma espécie não vive “hospedada” na outra. E (Comensalismo): Uma não se beneficia sem afetar a outra; elas disputam o mesmo recurso.
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