Bicho Bichinhos e Bicharocos.pdf

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About This Presentation

Livro infantil


Slide Content

£eltura indicada
paa 07
de escolaridade

Esta colegio concret.

übjeitres dus Metas €

de Portugués do 1
de

n LOS as

1° ne
+ Aquela nuvem € autras
As cancóccinhas da Tila

2: ono
- Selegio de Contos populares portugueses
2 chos, bichinhos e bicharocos.

+0 1épluqué e outras historias

+0 rouxinol e à sua namorada

- Fala bicho

+A menina Gotinha de Agua

=. ano
- Selego de Contos para a infancia
- A cor das vogais

2 As aventuras de Pinóquio

+ As Fadas Verdes

"ano
-0 Gigante Egoista e O Principe Feliz
+ Selegiio de Contos de Andersen

een
Al

IN Porto
il { J ee,

Pica Técnica

re
Bichos, bichinhos
+ bicharocos
Sidénio Muratha
sueros.

Elsa Fernandes
caera.

Porto Editora

Este lworespeitaasegras do Acad.
Ortogrfia da Lingua Portuguesa.

LEA

csi HS
Kaas ara ora

ponen

|

contou
que um dia

se enrolou

e parecia

um berlinde pequenino
de tal maneira

qué um menino
de brincadeira
‚com ele jogou...

Bichinho-de-conta
conta...

Eo bichinho-de-conta
contou.

O papagaio é,
é, como muitas pessoas,
um bicho que faz banzé

€ que poe no mesmo pé

coisas más e coisas boas...

E como tudo o que diz,

o diz gritando, é pedante,
e é um bichinho feliz
talvez por ser ignorante.

Diz nao, mas repete sim.
Diz sim, mas repete nao.
Só pensa no amendoim
€ € um grande comiläo.

i
|
i

E como poe energia
quando diz tudo e diz nada
faz parte da academia

da ilustre bicharada.

E nos discursos que faz,

faz uma tal confusäo,

que nenhum bicho é capaz
de saber quem tem razáo.

Porque o papagaio é,

é, como multas pessoas,
um bicho que faz banzé
€ que poe no mesmo pé
coisas más e coisas boas.

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Certa manha

fol eng marre

meu bones
que dizia
Papa... Mami

due arrelis

Era táo pequenino o me
banec

que foi engolido pelo pate
marrecc

Eno dia

seguinte, de manha,

to marrec
mal abria
dizia:

que tinha no bueho o meu bones

Eu te

muito pequenino
que me.cabe na má
nao € Ladin

56 se poe a correr

mesmo que o deixe
Nem trinca chocolates e bolos
omo os cies tolos.

Nem sopini

or mais que tha dé

E nao bebe leite

que coma agorda
ingu&m se recorda:
Nem papa tarinha.

Vinguém adivinha’

que o patetinha

é um cho de corda

4 joaninha bonita
que mora a mejo do caminho
da rua das violetas

tem um vestido de chita

todo ele encarnadinho

e chelo de bolinhas pretas

E quando a gente Ihe diz:
—Joaninha voz, voa,

nao me digas que tens medo,
se voas serás feliz

que 0 teu pai está em Lisboa
fof 1á comprar um brinquedo...

A joaninha responde:

—Se és amigo verdadero

nao me digas voa, von,
—vour sim, mas para onde? =
© meu pai nao tem dinhelro
para ter ido a Lisboa...

Ea joaninia bonita

lá se fica no camino

da rua das violetas

com um vestido de chita
todo ele envarnadiaho

e chelo de bolinhas pretas...

ar

Motdcos

© macaco viu-se ao espelho,

'chamou os outros macacos,
todos quiseram o espelho,

© 0 espelho ficou em cacos...
O macaco, zangadinho,

Sapo sapinho

Sapo sapinho doutor

€ vaidoso até mais nao,
desde que o chamam senhor
despreza o pai cavador

€ 0 avô sapo sapäo.

Detesta os bichos vizinhos

€ a propria dona cegonha,
pensa Com grande vergonha
nos irmäos sapos sapinhos

€ sonha que € sábio, sonha...
E como se julga sbio

ndo se ri para ninguém,

e desfolha um alfarräbio
que Ihe custou um vintém
com um ar bem carrancudo,
ar maldisposto de quem
sente desprezo por tudo...

Ora a menina formiga,
vendo o seu ar de mistério,
pensou: “Sapo duma figa

has de deixar de ser sério!”

}
1

E altas horas, vejam 14,
sapo sapinho doutor
acordou = Ah! Ah! Ah! Ah! —
a rir, a rir com furor,

ea gritar como um danado,
porque a menina formiga
fazia sapateado

na sua gorda barriga.

Chegam as portas das casas
bichos, bichinhos, bichöes,

a cegonha bate as asas,

canta o gaio: ladrôes! ladrôes!
O tira-olhos vem ver

se se trata duma rixa

e a senhora lagartixa

tem o rabinho a tremer...

Mas no meio do clamor
grita o bichinho-de-conta:
— É o sapinho doutor

que tem à cabeca tonta!

~ Que foi, que foi que Ihe deu
que ele a cabeça perdeu?
— pergunta a todos o cuco.

Diz o galo: - Que sei eu?
Diz o esquilo: - Está maluco!

Está maluco, senhor cuco,
© sapinho endoideceul

Ea espernear com furor,
sapo sapinho doutor,
de pijama de flanela,
saltou a rir pela janela

€ Correu, correu, correu!

E a nir, a rir € à gritar,
teve enfim que mergulhar
no riacho bem gelado
para poder acabar

a partida da formiga

=o doido sapateado
que ela Ihe fez na barriga.

O grilo do moinho a
perdeu a casa numa derrocada f
£ logo de madrugada

meteu pernas ao caminho ñ
€ foi bater à porta

do seu vizinho.

© grilo do moinho

tem uma perna torta

e € 0 grilo mais velho do lugar,
Devagar bateu à porta,
devagar, devagarinho,

como quem pede a chorar:

= Senhor vizinho, perdäo,
sucedeu-me uma desgracal

Mas o vizinho, um grilo toleiräo,
geitou de lá: = Nao bata ao meu portao
que eu nao sou da sua raga!

suplicasse,
o toleiräo abriu a porta e disse:

- Passe!

Passe, mas passe só para me ouvir...
Voct € filho de enferma,
sem distinçäo e sem estilo,

é um basbaque, um palerma!
EU... SOU UM GRILO!

O grilo do Pinöquio € meu avd.
O grilo do Pinóquio, percebeu?
E vocé está debaixo do meu teto
como se acaso eu

fosse, como você, analfabeto!
Aqui tem a verdade nua

€ crua:

Eu sou fidalgo e näo me dou consigo!
E agora, meu amigo,

RUA!

comegou a gritar:

- Venha cä!

Vocé que é pobre

que é táo pobre e orgulhoso
vou-Ihe provar quanto sou nobre
© tenho um coracáo bondoso.

tentée

Se o deixo dormir ao leu

eu perco a oportunidade

de fazer uma obra de caridade

e de ganhar um lugarzinho no céu.
Venha ca! Muito bem. Agora passe.
Nao posso perder tempo. Passe! Passe!
E embora vocé nada valha,

nada valha, com franqueza,

eu dou sempre, a quem trabalha,
um bocadinho de alface

das sobras da minha mesa...

Siga là o corredor
e no se engane na porta,

lá ao fundo € que é a horta,

e € lá que vai trabalhar,

€ faz favor

de considerar

que eu sou o seu benfeitor....

- Trabalhe com afinco, com ardor,

que em minha casa o grilo que náo trabalha
näo come alface, come palha!

©
o

Eo grilo do moinho,

lá se foi, trabalhar

entre grilos e grilöes,

sempre a suar, a suar,

para ganhar uns tostöes!

E nada de protestar

que o fidalgo faz de mouco

e bate, e ralha, e arremessa,

e logo a história recomega,

e até causa calafrios,

até causa comoçôes,

que ele fica como louco

e berra: - Grilos vadios

tristes grilos mandrides,

que ganham tanto e ainda acham pouco...
Aqui, o grilo que nao trabalha,
näo come alface, come palhal

Eos dias foram passando
eos pobres grilos suando,
trabalhando, trabalhando,
dia e noite, noite e dia,

que tudo é difícil quando
se tem a barriga vazia.

Mas unt día
um homens ali passou
eo grilo nobre gritou:

= Oi lá, senhor que passa
eu sob um grilo de raga
náo sou um grito banal,
talvez o senhor ım: faga
um artigo pata o jornal.
Mesmo que seja trapaga,
naa faz mal

Os grilos da minha raca
estao habiruados a tal

Eo homem teve unr pequeno sorriso
edisse: ~ Tenha {ufzo!

Maso grilo nem sequer corou
e mais casmurro

do que um burro

continuou:

Ösenhot, senhor que passa,
eu sou uin grilo de raga
nao sou um grilo banal,
talvez. sentior me faga
um artigo para o jornal

Fechou o grilo na mao
com tamanha violéncia
que ele perdeu a respiragäo.
E depois, como licáo,
meteu-0 numa gaiola

sem respeito ao seu brasao,
e logo um rapaz da escola
0 comprou por meio tostäo
para depois o vender...

E assim andou
feira em feira,

até que um dia foi ter

ao cantinho da lareira,

e no cantinho ficou,

entre cinzas e entre brasas,

e aimportáncia da horta
onde o homem o apanhou
©o mandou

à avé torta!

+» E 14 na horta, na horta,
entre dangas e cangóes
vivem grilos e grildes...
eri-cril eri-cril cri-cri! cri-cri

E A HISTÓRIA ACABA AQUI.
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