Características do Curativo de feridas Ideal.pdf

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About This Presentation

Curativo feridas


Slide Content

O “curativo”
ideal

para que ocorra o processo de
cicatrização
Condições
ideais

Condições Ideais
O processo de cicatrização
das feridas pode ser retardado
por diversos fatores, incluindo
questões do paciente e dos
cuidados prestados ou
cuidados inadequados.
Tanto as condições que
evitam como as
condições que mantém a
fase inflamatória no leito
da lesão, podem ser
responsáveis pelo
“atraso” no processo de
cicatrização.

Condições Ideais
Estas condições incluem
presença de tecido necrótico,
infecção, manipulação
inadequada, imunidade
comprometida, nutrição,
aspectos sociais.
Como resultado de uma
cicatrização
comprometida, podemos
ainda ter cavitação,
tunelização e fístulas.

A temperatura ideal, para que ocorram as
reações químicas, (metabolismo, síntese de
proteínas, fagocitose, mitose) é em torno de 36,4°
C a 37,2° C. Se houver variações de temperatura,
o processo celular pode ser prejudicado ou até
interrompido. Por este motivo devemos realizar:
limpeza da lesão com soro fisiológico se possível
aquecido, menor exposição da lesão no momento
da limpeza e cobertura adequada, para
mantermos a temperatura local;
Temperatura

O pH do tecido de uma ferida é ligeiramente
ácido (5,8-6,6) para que as funções celulares
ocorram adequadamente; este pode ser
afetado por secreções (urina, fezes) e alguns
anti-sépticos. Deve-se avaliar criteriosamente o
uso destes produtos.
pH do tecido lesional
OBS: Valores de pH de urina maiores ou igual a 7 podem indicar
a presença de bactérias que alcalinizam a urina. Outros
fatores que podem deixar a urina mais alcalina são uma dieta
pobre em proteína animal, dieta rica em frutas cítricas ou
derivados de leite, e uso de medicamentos como
acetazolamida, citrato de potássio ou bicarbonato de sódio.

O controle da colonização nas feridas depende da limpeza
adequada, uso de técnica adequada na troca do curativo,
uso de curativos que promovam barreira e que ajudem no
controle microbiano
Níveis bacterianos
▶ Contaminadas: presença de microrganismos, porém,
sem proliferação (bactérias não patogênicas).
▶ Colonizadas: presença e proliferação de
microrganismos, sem provocar reação no hospedeiro.
▶ Infectadas: bactérias invadem o tecido sadio e
desencadeiam resposta imunológica do hospedeiro.

A atividade celular adequada ocorre em meio
úmido. O tratamento recomendado em todos
os consensos internacionais é pela
manutenção de um leito de ferida úmido e
pela manutenção da umidade da pele
circundante.
Umidade no leito da lesão
A impossibilidade de manter estas condições
também lentifica a cicatrização, causando
dessecação, hipergranulação ou maceração.

Nutrição
Em idosos, a cada grama de
albumina sérica reduzida
triplica a chance do
desenvolvimento de lesões por
pressão. Os usuários
anêmicos, por sua vez,
apresentam retardo no
processo cicatricial porque os
níveis baixos de hemoglobina
reduzem a oxigenação do
tecido lesado. No caso de
lesões por pressão, a
inabilidade do organismo de
lançar mão de nutrientes
específicos para cicatrização
favorece o seu aparecimento.

Nutrição
Fase inflamatória: requer
nutrientes como
aminoácidos
(principalmente arginina,
cisteína e metionina),
vitamina E, vitamina C e
selênio, para fagocitose e
quimiotaxia; vitamina K
para síntese de
protrombina e fatores de
coagulação.

Nutrição
Fase proliferativa: requer
nutrientes como aminoácidos
(principalmente arginina),
vitamina C, ferro, vitamina A,
zinco, manganês, cobre, ácido
pantotênico (B5), tiamina (B1)
e outras vitaminas do
complexo B.
Fase de maturação: requer
nutrientes como aminoácidos
(principalmente histidina),
vitamina C, zinco e magnésio.

Técnica limpa: A técnica limpa envolve o uso de luvas limpas e materiais/instrumentos não
estéreis, porém existe a discussão acerca do uso da luva limpa tocando diretamente a lesão no
cuidado a ferida, pois alguns autores defendem o uso de materiais estéreis no contato direto a
lesão para reduzir o risco de infecção.
Técnicas de curativos
Técnica estéril: A técnica estéril envolve o uso de luva estéril, materiais/instrumentos e
produtos estéreis, e rigor na execução da técnica minimizando riscos de infecção.
Técnica asséptica non-touch/sem tocar: A técnica asséptica sem tocar, introduzida
recentemente, pode ser realizada com luvas limpas e/ou estéreis, porém a mão do profissional
não deve tocar diretamente a ferida. A técnica asséptica sem tocar é recomendada por
instituições internacionais que regulam e orientam serviços de saúde, como o National Institute
for Health and Care Excellence (Reino Unido) e o Australian National Safety and Quality Health
Service Standards (Austrália).
Neto, M. G. D. S., Pereira, Ângela L., Martins, M. A., Dias, J. L., Bueno, L. R. A., Assis, C. C., Miranda, C. C., Reis, J. L. D. S., & Silva, S. A. D. (2024). TÉCNICAS DE
CURATIVO: ATUALIDADES E CONTROVÉRSIAS. Congresso Paulista De Estomaterapia. Recuperado de https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/1068

Técnicas de
curativos
O Wound, Ostomy and Continence
Nurses Society recomenda
avaliação criteriosa do paciente,
ambiente e lesão para escolha da
técnica de curativo, da mesma
forma que orienta a técnica estéril
na realização de desbridamento
instrumental conservador.
O International Wound Infection
Institute recomenda como critérios
para escolha da técnica limpa:
pessoas sem
imunocomprometimento, cuidado
com objetivo de manutenção ou
paliativo, procedimentos simples,
feridas menores e procedimentos
com tempo de duração menor que
20 minutos; para a técnica estéril,
recomenda: pessoas
imunocomprometidas, procedimentos
complexos, feridas extensas,
procedimentos com tempo de
duração superior a 20 minutos e
lesões cavitarias.
Neto, M. G. D. S., Pereira, Ângela L., Martins, M. A., Dias, J. L., Bueno, L. R. A., Assis, C. C., Miranda, C. C., Reis, J. L. D. S., & Silva, S. A. D. (2024). TÉCNICAS DE
CURATIVO: ATUALIDADES E CONTROVÉRSIAS. Congresso Paulista De Estomaterapia. Recuperado de https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/1068

Técnicas de
curativos
Conclusão: Não há consenso
quanto a uma técnica de curativo a
ser seguida, e ainda são escassos
os estudos sobre as técnicas de
curativo e o risco de infecção.
Recomenda-se a avaliação
criteriosa quanto ao risco de
infecção na escolha da técnica a
ser utilizada.
Assim, cabe ao profissional
responsável, realizar avaliação
minuciosa do ambiente, habilidades
requeridas para o procedimento,
insumos disponíveis, políticas e
procedimentos da instituição,
fatores de risco relacionados a
pessoa (comorbidades, imunidade),
fatores relacionados a ferida
(tecidos acometidos, localização) e
fatores relacionados ao
procedimento (desbridamento,
complexidade).
Neto, M. G. D. S., Pereira, Ângela L., Martins, M. A., Dias, J. L., Bueno, L. R. A., Assis, C. C., Miranda, C. C., Reis, J. L. D. S., & Silva, S. A. D. (2024). TÉCNICAS DE
CURATIVO: ATUALIDADES E CONTROVÉRSIAS. Congresso Paulista De Estomaterapia. Recuperado de https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/1068

Características do Curativo Ideal
Manter a umidade no leito da ferida;
Manter a temperatura em torno de 37o C no leito da ferida,
fornecer isolamento térmico;
Absorver o excesso de exsudato, mantendo uma umidade ideal;
Prevenir a infecção, devendo ser impermeável a bactérias;
Permeável a gases permitindo as trocas gasosas;
Permitir sua remoção sem causar traumas no tecido
neoformado, não aderentes;
Não deixar resíduos no leito da ferida;
Limitar a movimentação dos tecidos em torno da ferida;
Proteger contra traumas mecânicos;
Custo-benefício.

O Curativo Ideal é aquele que você escolhe
após minuciosa avaliação de todos os
aspectos.
Econômicos, sociais, psicológicos, físicos.