Ciência e Tecnologia no Século XXI
Atualmente, vivemos em um século onde a tecnologia tá em tudo, impactando
vários aspectos das nossas vidas. A ciência tem evoluído muito rápido,
principalmente com a inteligência artificial e a robótica, que são tecnologias
muito úteis para a sociedade. Além disso, a medicina tem avançado cada vez
mais, proporcionando melhor qualidade de vida para as pessoas. É importante
ressaltar que a ciência e a tecnologia têm lados bons e ruins, pois ao mesmo
tempo que facilitam a vida das pessoas, também podem trazer riscos como o
desemprego causado pela automação.
Desde o começo dos tempos, a humanidade sempre buscou evoluir
tecnologicamente. Se pararmos para pensar, a Revolução Industrial já foi um
grande marco nesse sentido. E atualmente, as redes sociais são um exemplo
claro do quanto a tecnologia avançou e se tornou essencial. Não dá para
negar que hoje em dia todo mundo usa celular para tudo, seja para estudar,
trabalhar ou se comunicar. Além disso, a internet tem um papel fundamental,
pois facilita o acesso a informações e agiliza processos burocráticos, como
pagar contas e fazer compras online.
Por fim, ciência e tecnologia são áreas que continuarão evoluindo, e devemos
estar preparados para essas mudanças. No entanto, é essencial que esse
progresso seja utilizado de maneira responsável e ética, garantindo que os
benefícios sejam aproveitados por todos e não apenas por uma parcela da
população. A sociedade precisa estar atenta para que a tecnologia não acabe
trazendo mais problemas do que soluções.
“Não consigo nos imaginar separados da natureza. A gente pode até se
distinguir dela na cabeça, mas não como organismo. A possibilidade de
sobrevivermos com esse corpo em Marte ou em qualquer outro planeta vai
depender de um aparato tão complexo que será mais fácil arrumarmos
máscaras e respiradores e continuarmos aqui (e olha que não estamos dando
conta nem disso). Essas incríveis tecnologias que a gente utiliza hoje, que nos
põem em conexão, têm uma boa dose de ilusão. São como um troféu que a
ciência e o conhecimento nos deram e que usamos para justificar o rastro que
deixamos na Terra.
[...] O sistema capitalista tem um poder tão grande de cooptação que
qualquer porcaria que anuncia vira imediatamente uma mania. Estamos,
todos nós, viciados no novo: um carro novo, uma máquina nova, uma roupa
nova, alguma coisa nova. Já disseram: ‘Ah, mas a gente pode fazer um
automóvel elétrico, sem gasolina, não será poluente’. Mas será tão caro, tão
sofisticado, que se tornará um novo objeto de desejo. Nós sabemos que
precisamos renunciar às coisas que estão estragando a nossa vida no planeta,
o problema é que as pessoas querem renunciar a elas por outras coisas mais
novas e bonitas. Será que teriam coragem de simplesmente instalar um motor
elétrico naquele carro que já existe? Por que fabricar mais 1 milhão de carros?
Esse povo não deve conhecer Havana, porque lá tem carro dos anos 1950, de
1947, de 1936, de não sei quando, e todo mundo se vira com eles. Ou só
vamos renunciar quando não pudermos mais pegar o próximo brinquedo?
[...] Continuamos usando todos os artifícios da tecnologia, da ciência, para
endossar a fantasia de que todo mundo vai ter comida, todo mundo vai ter
geladeira, todo mundo vai ter leito hospitalar e todo mundo vai morrer mais
tarde. As pessoas hoje querem nascer em hospitais e depois viver blindadas
quanto à possibilidade de morrer. Isso é uma falsificação da vida. Se
queremos mudar nossos hábitos de alimentação, podíamos pensar também
em mudar nossos hábitos de nascer e morrer. Eu não sou eterno e não quero
me eternizar. A ciência e a tecnologia acham que a humanidade não só pode
incidir impunemente sobre o planeta como será a última espécie sobrevivente
e a única a decolar daqui quando tudo for pelo ralo.”
(KRENAK, 2020, p. 20-22).