Descreve sobre os tratos culturais da cultura da cenoura.
Size: 7.8 MB
Language: pt
Added: Oct 09, 2025
Slides: 43 pages
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Cenoura
1 FAMÍLIA: Apiaceae GÊNERO: Daucus NOME CIÊNTÍFICO: Daucus carota L CLASSIFICAÇÃO BOTÂNICA
2 ~Ásia central (Afeganistão) 5.000 anos atrás CENTRO DE ORIGEM
3 Ásia menor – Leste da Turquia; Ásia central. Planta medicinal - Tempero Tipos primitivos Raízes púrpuras e amarelas Coloração alaranjada Norte da Europa Selecionada a partir de material asiático ~500 anos atrás DOMESTICAÇÃO
4 Realizada por portugueses no Sul do Brasil Coloração laranja Século XVII Planta de horta doméstica INTRODUÇÃO DA CENOURA NO BRASIL Introdução da cenoura de inverno - Grupo Nantes Durante a década de 50 – outono/inverno - Dependência nacional de cultivares europeias
5 UTILIZAÇÃO
6 França – Século XIX – Louis de Vilmorin ( melhorista ) Grupo Nantes Grupo Chantenay EUA Tipo Imperador Hibrida – Nantes x Chantenay 1980 - Brasil Grupo Brasília PRINCIPAIS TIPOS DE CENOURA
7 Folhagem verde escura - 30 cm de altura Raiz com formato cilíndrico 15 a 18 cm de comprimento Alta produtividade e qualidade de raízes GRUPO NANTES Coloração laranja intensa Adaptada a épocas frias Ciclo produtivo de 110 a 130 Suscetível a doenças
8 Folhagem vigorosa -50 cm de altura Raiz cônica - Coloração laranja intensa Película delicada Comprimento de 15 a 20 cm GRUPO KURODA Tolerante a temperaturas elevadas Cultivo de verão Tolerância à queima das folhas Qualidade inferior ao grupo Nantes Ciclo vegetativo - 100 a 120 dias
9 Desenvolvida pela EMBRAPA -Hortaliças & ESALQ Visando condições brasileiras Tolerância à queima das folhas e a nematoide-das-galhas GRUPO BRASÍLIA Comprimento - 15 a 22 cm Coloração laranja Ciclo vegetativo – 85 a 100 dias Produção – 30 a 35 t ha-¹
10 Planta Herbácea Bianual Cenouras cultivadas para consumo 1º Ano – Ciclo vegetativo – depósito de reservas 2º Ano – Ciclo reprodutivo – uso da reserva para florescimento FENOLOGIA
11 Cores; Formatos DIVERSIDADE GENÉTICA
12 Planta Alógama ~85% de fecundação cruzada Influorescência do tipo umbrela composta Umbeletas MORFOLOGIA FLORAL
13 Pequenas e elípticas Tamanho uniforme 1 g = 500 a 1000 sementes SEMENTES
14 Pode ser cultivada todo o ano Cultivar adaptada Características edafoclimáticas da região de cultivo Tolerância a temperaturas elevadas Grupo Brasília QUAL CULTIVAR ESCOLHER Melhor adaptadas ao clima frio Grupo Nantes Resistência a doenças Exigências do mercado consumidor
15 Raiz cilíndrica Lisa Ausência de raiz secundária Colheita tardia Comprimento 15 a 20 cm Diâmetro 3 a 4 cm PREFERÊNCIA DO CONSUMIDOR BRASILEIRO Coloração laranja intensa Ausência de ombro roxo/verde Colheita tardia Baixa área foliar Xilema pequeno
16 Condições ideais 18 a 25ºC Germinação – 7 a 10 dias Temperaturas superiores a 30ºC reduz o ciclo vegetativo Temperaturas elevadas associadas a alta umidade favorece surgimento de doenças DESENVOLVIMENTO Crescimento primário Até 40 a 60 dias após a semeadura Crescimento secundário A partir desde período
17 Irrigações leves e frequentes Estimulam o crescimento primário Favorece raízes mais compridas Irrigações pesadas e com menor frequência Estimulam a passagem para o crescimento secundário Favorece raízes mais curtas DESENVOLVIMENTO DA RAÍZ Solos leves Raízes mais compridas Solos argilosos pesados Raízes mais curtas
18 Florescimento é induzido pela exposição da planta a baixas temperaturas Temperatura ideal 5ºC Faixa – 0 a 10ºC Tempo de exposição – acúmulo de frio 12 semanas para o florescimento Plântulas não respondem a baixas temperaturas FASE REPRODUTIVA
19 Solos profundos Textura média Solos argilosos Tendência a bifurcação Perda de valor comercial pH 6,0 a 6,5 SOLOS PARA PLANTIO Teor de nutrientes adequado Topografia plana Bem drenados
20 Largura 0,80 a 1,2 m dependendo do equipamento Altura 0,15 a 0, 20 m Até 30 cm em solos argilosos em períodos chuvosos Passeio 0,30 m Adubação PREPARO DO SOLO
21 Diretamente no canteiro Sistema de plantio manual Semeadura continua na linha de plantio Raleio de mudas Sistema de plantio mecanizado Semeadura de precisão 4 a 5 cm entre plantas SEMEADURA
22 Sulcos com 1 a 2 cm de profundidade Quantidade de semente utilizada – Inverno Semeadura manual – 6 kg/ha Semeadura mecânica (convencional) – 2 a 3 kg/ha Semeadura mecânica de precisão – 1 a 1,5 kg/ha Quantidade de semente utilizada – Verão (menor vigor) O dobro do inverno SEMEADURA
23 Semeadura manual 30 a 35 dias após a semeadura Espaçamento 4 a 5 cm entre plantas 18 a 20 cm entre fileiras DESBASTE
24 Fator que mais favorece o aumento da produtividade Produtividade média nacional 29 t/ha Produtividade de áreas com manejo correto de irrigação 50 a 60 t/ha Aprimoramento da qualidade da cenoura Aumento do teor de caroteno e melhoria do paladar IRRIGAÇÃO
25 Necessidade de lâmina de água 300 a 500 mm por ciclo Pode-se dividir o ciclo da cenoura em 4 estádios Inicial Vegetativo Engrossamento da raiz Maturação IRRIGAÇÃO
26 Manter o solo úmido é essencial para a boa germinação Irrigação desuniforme Formação de crostas no solo Impede a emergência das plântulas Longos períodos sem irrigação Plântula com raiz pouco desenvolvida Morte prematura de plântulas Frequência de irrigações – 1 a 2x ao dia ESTÁDIO INICIAL
27 Período entre o estabelecimento inicial das plantas e o inicio do engrossamento das raízes Período de maior demanda de lâmina de água Breves períodos de estresse hídrico pode ser revertido Irrigações com menor frequência ESTÁDIO VEGETATIVO
28 Estádio de crescimento secundário até a colheita Redução da necessidade de água pelas plantas Variação bruscas do teor de água no solo Incidência de rachaduras ESTÁDIO DE ENGROSSAMENTO DAS RAÍZES E MATURAÇÃO
29 Aspersão – Mais utilizado no Brasil Sistema convencional – pequenas áreas Sistema pivô central – grandes áreas Sulco – Raramente utilizado no Brasil Alta taxa de infiltração – solos profundos e arenosos Somente aplicável a partir do estádio vegetativo Gotejamento – Mais adequado para a cenoura Maior eficiência do uso da água Proporciona maior produtividade Maior eficiência da fertirrigação SISTEMAS DE IRRIGAÇÃO
30 Manejo de plantas espontâneas Controle mecânico – pequenas áreas Capinas superficiais Arranque de plantas Controle químico – grandes áreas Herbicidas Desbaste Ajustar o espaçamento MANEJOS DA CULTURA
31 ANOMALIAS FISIOLÓGICAS RACHADURAS Flutuação hídrica Deficiência de Boro
35 CONTROLE FITOSSANITÁRIO NEMATÓIDES – Meloidogyne incognita Amarelecimento nas folhas Inchaços ou galhas típicas Manejo Nematicidas incorporados no preparo de solo Rotação de culturas Plantas que controlam nematóides
36 80 a 120 dias Ponto de colheita Amarelecimento e secamento das folhas mais velhas COLHEITA
37 Manual Pequenas áreas Arranquio manual das raízes Semi-mecanizada Arranquio mecânico das raízes Coleta manual Mecanizada Áreas grandes Colheitadeira mecânica Arranquio e coleta das raízes COLHEITA
38 Lavagem – na fazenda Manual Mecanizada Secagem – na fazenda Retirar a água da lavagem Evitar surgimento de doenças Seleção – Fazenda/Indústria Beneficiamento – na indústria Processamento mínimo TRATAMENTO PÓS-COLHEITA
39 Classes de acordo com o comprimento da raiz Classe 10 10 a 14 cm Classe 14 14 a 18 cm Classe 18 18 a 22 cm Classe 22 22 a 26 cm Classe 26 > 26 cm CLASSIFICAÇÃO DA CENOURA Admite-se até 10% de mistura de classes, pertencentes às classes imediatamente inferior ou superior, numa mesma embalagem. A variação do diâmetro dentro da mesma classe não deverá ser superior a 10 mm.
40 CLASSIFICAÇÃO DA CENOURA
41 4 a 5 meses Temperatura ideal 0 a 1ºC Umidade ideal 90 a 95% Troca de ar na câmara Embalagens que permitem respiração ARMAZENAMENTO