Descolonização da Ásia e da África

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About This Presentation

Aula elaborada para os alunos e alunas do terceiro ano do Colégio Militar de Brasília. Liberado o uso com os devidos créditos.


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DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA 1 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes

INTRODUÇÃO O colonialismo é uma das expressões do imperialismo e se manifesta em termos políticos, militares, culturais e econômicos. Os movimentos de descolonização ganharam forte impulso no pós-guerra: Enfraquecimento das antigas potências coloniais ; 2 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes

INTRODUÇÃO Desenvolvimento de idéias nacionalistas nas áreas coloniais → Pan-Arabismo e Pan-Africanismo . Experiência militar na II Guerra, seja lutando com tropas da metrópole , ou em guerrilhas contra alemães, italianos e japoneses . Interesses dos EUA e da URSS em ganhar as áreas de influência; 3 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes Imagem do hoje polêmico Tintin no Congo (1931), uma celebração do colonialismo belga .

DOIS MODELOS DE DESCOLONIZAÇÂO Guerras → Instalação de regimes socialistas . Ex.: Indonésia, Vietnã do Norte, Argélia, Angola, Moçambique, etc. Acordos → Concessão de independência com a transferência de poder para elites locais e a manutenção de fortes vínculos e dependência capitalista . Ex.: Egito, Nigéria, etc. Casos de exceção → África do Sul, Índia . 4 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes

ÁSIA 5 Europeus tinham colônias na Ásia → muitas foram ocupadas pelos japoneses . Tropas coloniais lutaram na II Guerra e, depois, a luta de Independência de acelera . Índia → 1947 → Dividida. Israe l e Palestina → dois Estados → Decisão da ONU → 1947 → só um Estado se constituiu em 1948 . Vietnã → 1954 → Dividido. 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes Sukarno líder da independência da Indonésia → 1945 → guerra → contra os holandeses até 1949.

PAPEL DE UM BRASILEIRO NA CRIAÇÃO DO ESTADO DE ISRAEL 6 Oswaldo Aranha, chefe da delegação brasileira na ONU, presidiu a Assembléia Geral que votou o Plano de partição da Palestina de 1947, atuando para angariar os votos necessários. Foram 33 votos a favor, 13 contra ( Liga Árabe, Grã Bretanha, Grécia, Turquia, Argentina, China, México, Colômbia, Chile e Cuba ) e 10 abstenções 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes Praça Oswaldo Aranha em Jerusalém .

ÍNDIA (1947) 7 A Independência da Índia foi um processo longo . O seu maior líder, Mahatma Gandhi , focou nos valores tradicionais , na desobediência civil e na não violência . Uniu temporariamente hindus (Partido do Congresso) e muçulmanos (Irmandade Muçulmana). Por fim, os britânicos cederam, porém... 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes Mahatma Gandhi ( 2/10/1869-30/01/1948)

8 A retirada britânica condicionou-se a repartição do país → Índia e Paquistão ( 1947) , Sri Lanka (1948) e Bangladesh (1971). A Caxemira continua sendo motivo de litígio entre Índia, Paquistão e China. 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes

9 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes Cronologia das Independências das nações asiáticas.

CONFERÊNCIA DE BANDUNG 10 Objetivo: promover a cooperação econômica e cultural, como forma de resistência a todas as formas de colonialismo e neocolonialismo. 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes Ocorreu em 1955 e contou com a presença de 29 países afro-asiáticos .

Reuniu-se na Indonésia e dela participaram 23 países asiáticos e seis africanos ; Foram lançados os princípios políticos do não-alinhamento ( Terceiro Mundismo ) → uma postura diplomática e geopolítica de equidistância das superpotências. Criada a noção de conflito norte-sul . Apesar do não-alinhamento, todos os países se declararam socialistas ; Em um contexto de Guerra Fria , essa autonomia era difícil de concretizar. 11 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes CONFERÊNCIA DE BANDUNG

Respeito aos direitos fundamentais, de acordo com a Carta da ONU. Respeito à soberania e integridade territorial de todas as nações. Reconhecimento da igualdade de todas as raças e nações, grandes e pequenas. Não-intervenção e não-ingerência nos assuntos internos de outro país. ( Autodeterminação dos povos ) Respeito pelo direito de cada nação defender-se, individual e coletivamente, de acordo com a Carta da ONU 12 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes PRINCÍPIOS DE BANDUNG

Recusa na participação dos preparativos da defesa coletiva destinada a servir aos interesses particulares das superpotências. Abstenção de todo ato ou ameaça de agressão, ou do emprego da força, contra a integridade territorial ou a independência política de outro país. Solução de todos os conflitos internacionais por meios pacíficos, de acordo com a Carta da ONU. 13 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes PRINCÍPIOS DE BAND UNG

Estímulo aos interesses mútuos de cooperação. Respeito pela justiça e obrigações internacionais. O Espírito de Bandung prevaleceu por aproximadamente dez anos, mas não resistiu à ação das superpotências – EUA e URSS – e aos interesses políticos e econômicos de grupos nacionais. 14 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes PRINCÍPIOS DE BANDUNG

Cronologia das Independência das nações Africanas. 15 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes

ARGÉLIA X FRANÇA 16 Guerra de independência se estendeu de 1954-1962 → ações da Front Libérale Nationale (FLN ) → formada por muçulmanos nacionalistas → começam em 1945. Franceses resistem → esquadrões da morte, tropas formais → número de mortos argelinos entre 400 mil e 1 milhão de argelinos. 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes Acelera-se a migração → “ pied noir ” e “ harkis ” → França reconhece a ação como guerra em 1999 e a colocou em seus livros didáticos de história.

COMUNIDADE FRANCESA 17 Em 1956 , o presidente francês promete às colônias francesas direito de voto. Os colonos decidiriam a independência e manteriam laços culturais e comerciais privilegiados com a metrópole. O objetivo era evitar uma nova Argélia. A Guiné foi a única a recusar. A Comunidade foi formada com países como Madagascar, Costa do Marfim, Mali, etc. 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes Charles de Gaulle (1890-1970 ), governou de 1958-69.  

CONGO BELGA 18 “Chegará um dia quando a História irá falar... A África escreverá a sua própria história e será uma história de glória e dignidade.” 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes

19 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes Congo Livre, um feudo do Rei Leopoldo II. Crianças mutiladas por não cumprirem cotas.

CONGO BELGA 20 1957 → fracasso das eleições acirra a luta pela independência. 1958 → Conferência dos Estados Africanos Independentes em Accra → Destaque para Patrice Lumumba , líder da luta de independência do Congo. Em 1960, uma conferência em Bruxelas cede a independência → Lumumba , socialista, torna-se primeiro-ministro e entre em conflito com o presidente pró-EUA → governa 12 dias → caçado, sequestrado, e assassinado em 1961. Mobuto se torna ditador em 14/09/1960 apoiado pelos EUA → em 1971 muda o nome do país para Zaire → fica no poder até 1997. 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes

21 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes Meninos soldado na República Democrática do Congo. Crianças soldado são comuns nas guerras na Ásia e na África.

22 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes O general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz liderou a missão da ONU no Congo entre 2013 e 2015 . Pela primeira vez na história da ONU, foi dada a permissão para que as tropas de paz agissem como forças de agressão, isto é, que atirassem primeiro, se necessário.

ÁFRICA PORTUGUESA 23 A independência de Moçambique foi liderada pela FRELIMO ( Frente de Libertação de Moçambique ) → em 1960 começou como guerrilha → guerra de independência de 1964-74 . Entre 1977-92 → guerra civil entre a FRELIMO e a RENAMO (Resistência Nacional Moçambicana), anti-comunista e apoiada pela África do Sul. Em 1956 é fundado o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (P AIGC ) → No ano de 1974 foi reconhecida a independência da Guiné e em 1975 do Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe. 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes

ÁFRICA PORTUGUESA 24 Movimento Popular pela Libertação de Angola ( MPLA ), comunista, foi criado em 1956 → guerra civil de 1961-74 → posteriormente surgem a Frente Nacional de Libertação de Angola ( FNLA ), com o apoio do Zaire, e a União Nacional para a Independência Total de Angola ( UNITA ), esta última recebe apoio dos EUA e da África do Sul . Independência é firmada no Acordo de Alvor/1975) → guerra civil → 1974-2002 → tropas brasileiras participam das missões da ONU de pacificação.  21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes

ÁFRICA PORTUGUESA 25 Portugal usou de toda a força para impedir a independência de suas colônias. A queda do regime Salazarista com a Revolução dos Cravos ( 1974 ) precipitou os reconhecimentos de independência (1974/75) e a redemocratização da antiga metrópole. A década de 1950 marca o início dos movimentos separatistas em Angola (caso mais dramático), Moçambique e Guiné portuguesa . 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes

26 Fotos da Revolução dos Cravos – 25 de abril de 1974 . 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes O Exército foi fundamental para a derrubada da ditadura.

27 Pelo Acordo de Alvor ( 15/01/1975), Portugal reconhecia a independência de Angola e cabia ao MPLA, FNLA e UNITA partilharem o poder. 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes

1910 → os ingleses fundam a União da África do Sul como domínio do Império Britânico → negros ficam sem direitos políticos e sociais . 1912 → Fundação do Congresso Nacional Africano ( CNA) → Resistência negra. Lei de Terras Nativas → os brancos , 1/5 da população, tinham direito a mais de 90% das terras . 1961 → a União da África do Sul conquista a independência da Inglaterra , formando a República da África do Sul. 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes ÁFRICA DO SUL - EXCEÇÃO

Sistema de segregação racial iniciado oficialmente em 1948 . Em 1990 , o presidente Frederik Willem de Klerk negociou o fim do regime . Plebiscito → 17/03/1992 → término oficial ao sistema → mas todas as leis só foram abolidas no governo de Nelson Mandela , em 1994 . 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes O APARTHEID

21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes IMAGENS DO APARTHEID

Protesto pela libertação de Mandela, preso em 1962, condenado à 5 anos , foi julgado novemente e recebeu prisão perpétua em 1964. 21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes

21/09/2016 Prof.ª Valéria Fernandes 32 Em 1994, Mandela tornou-se o primeiro presidente negro da África do Sul. Governou o país até 1999 e foi responsável pelo fim do apartheid e pela reconciliação de grupos internos. Cena real ocorrida em 1995 e reproduzida no filme Invictus (2009).