Apresentação da semana cívica da EM "Dr Jair Mendes de Barros"
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Added: Sep 02, 2014
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Entendendo o Hino da Independência EM “ Dr Jair Mendes de Barros” – Semana Cívica 2014 Professora Elisa Rodrigues
História Se a arte imita a vida, podemos notar que a história do Hino da Independência foi tão marcada de improviso como a ocasião em que o príncipe regente oficializou o fim dos vínculos que ligavam Brasil a Portugal. No começo do século XIX, o artista, político e livreiro Evaristo da Veiga escreveu os versos de um poema que intitulou como “Hino Constitucional Brasiliense”. Em pouco tempo, os versos ganharam destaque na corte e foram musicados pelo maestro Marcos Antônio da Fonseca Portugal (1760-1830).
História Aluno do maestro, Dom Pedro I já manifestava um grande entusiasmo pelo ramo da música e, após a proclamação da independência, decidiu compor uma nova melodia para a letra musicada por Marcos Antônio. Por meio dessa modificação, tínhamos a oficialização do Hino da Independência. O feito do governante acabou ganhando tanto destaque que, durante alguns anos, Dom Pedro I foi dado como autor exclusivo da letra e da música do hino.
História Abdicando do governo imperial em 1831, observamos que o “Hino da Independência” acabou perdendo prestígio na condição de símbolo nacional. Afinal de contas, vale lembrar que o governo de Dom Pedro I havia sido marcado por diversos problemas que diminuíram o seu prestígio como imperador. De fato, o “Hino da Independência” ficou mais de um século parado no tempo, não sendo executado em solenidades oficiais ou qualquer outro tipo de acontecimento oficial.
História No ano de 1922, data que marcava a comemoração do centenário da independência, o hino foi novamente executado com a melodia criada pelo maestro Marcos Antônio. Somente na década de 1930, graças à ação do ministro Gustavo Capanema, que o Hino da Independência foi finalmente regulamentado em sua forma e autoria. Contando com a ajuda do maestro Heitor Villa-Lobos, a melodia composta por D. Pedro I foi dada como a única a ser utilizada na execução do referido hino.
O Hino verso a verso Já podeis, da Pátria filhos, Ver contente a mãe gentil; Já raiou a liberdade No horizonte do Brasil. Evaristo da Veiga se dirige aos (filhos da Pátria) brasileiros. Agora a Pátria está contente, pois a liberdade (rompimento com a nação portuguesa) faz parte de nossa realidade. Chama a Pátria de “mãe gentil”, à semelhança de Osório Duque Estrada, no Hino Nacional. Há nestes primeiros versos um hipérbato, assim, vejamos a ordem direta: Filhos da Pátria, (vós) já podeis ver a mãe gentil contente; a liberdade já raiou no horizonte do Brasil. Nos dois últimos versos, compara o sentimento de liberdade com o nascer do sol, ou seja, constrói uma metáfora. Hipérbato: inversão da ordem direta dos termos da oração. Metáfora : comparação poética, em que se usa uma palavra em sentido figurado, por semelhança real ou imaginária. Ex.: Na noite da minha vida (para indicar dificuldades ).
O Hino verso a verso Brava gente brasileira! Longe vá temor servil: Ou ficar a Pátria livre, Ou morrer pelo Brasil. Este trecho é o estribilho, que é repetido depois de cada estrofe do hino. O termo brava aqui tem o sentido de corajosa , valente . Temor servil significa o medo que as p e ss oas subservientes , aquelas que servem a alguém, sentem . Este temor agora (com a declaração da Independência) está distante. Não podemos mais, diz Evaristo da Veiga, estar sob o domínio português; portanto, corajosos brasileiros, que desapareça o medo existente naqueles que são dominados, visto que a partir de agora somos livres e, para mantermos esta liberdade, nós estamos dispostos a morrer.
O Hino verso a verso Os grilhões que nos forjava Da perfídia astuto ardil... Grilhões são algemas , correntes que prendem , prisão . Forjar é inventar , falsificar . Perfídia significa deslealdade , traição . Astuto ardil é cilada astuta , armadilha de caráter matreiro , enganador . Aqui encontramos uma redundância com fins expressivos. Chama-se pleonasmo. Como se dissesse cilada enganadora, ardilosa, quando por si só o termo “cilada” já significa engano, armadilha, que para dar certo deve ser bem construída. São as riquezas da poesia! Compreendendo melhor: As algemas que nos faziam prisioneiros (eram) hábil cilada da deslealdade, da traição. Vejamos na ordem direta: Os grilhões que (o) ardil astuto da perfídia nos forjava...
O Hino verso a verso Houve mão mais poderosa; Zombou deles o Brasil! Zombar é debochar , desdenhar . Sendo assim, diante do astuto ardil da perfídia, o Brasil, pelas mãos de D. Pedro I, desdenhou, debochou desta cilada armada pela traição e tratou de declarar a Independência.
O Hino verso a verso Não temais ímpias falanges Que apresentam face hostil: Vossos peitos, vossos braços São muralhas do Brasil. Ímpia significa cruel , desumana. Falanges são legiões , grupos marginais , entre outras definições. Hostil significa inimiga , agressiva . O autor usa a segunda pessoa do plural e incita os brasileiros a não terem medo de grupos desumanos, pois os corações e a coragem deste povo defenderão o Brasil, sendo assim, qualquer movimento contrário à independência do País será neutralizado por nosso amor à Pátria. Outra metáfora é construída quando compara “vossos peitos, vossos braços” a “muralhas”.
O Hino verso a verso Parabéns , ó brasileiros! Já, com garbo juvenil, Do universo entre as nações Resplandece a do Brasil. Garbo denota elegância , porte . O autor felicita os brasileiros. A jovem nação brasileira já está caminhando como país independente, da mesma forma que as outras nações. Observem como ficariam os versos na ordem direta: Ó brasileiros, parabéns! Com garbo juvenil, a (nação) do Brasil já resplandece do universo entre as nações.