a buscar fontes que não podem saciar;
a alimentar preconceitos que impedem a verdadeira adoração.
Embora aparentemente em situação desfavorável frente à vida, aquela
mulher ainda estava dominada por uma certa arrogância (não era ela
quem tinha o cântaro?), por isso sua palavra é de dúvida: “Senhor, tu não
tens com que tirar [ ... ] Será que és maior do que Jacó, o construtor do poço?” (João
4.11-12).
Jesus não perde a paciência, Ele não estava ali para condenar e sim
para salvar e conduzir à adoração, por isso, apresenta uma água capaz de
matar definitivamente a sede e ainda produzir vida eterna (João 4.13-14).
Em atitude de rendição, a mulher suplica – “Senhor, dá-me dessa água ... “,
mas o seu entendimento ainda não é completo. Mais uma barreira há de
ser derrubada. Para entender o que significa adoração, ela precisava
compreender o quão desesperadamente necessitava daquela água viva.
Chamada à reflexão: A mulher samaritana, como muitos em nossos dias,
pensa que é Jesus quem precisa dela. Afinal, não é Ele quem está pedindo
“dá-me de beber?” Por isso, aquela pobre mulher vai demonstrar mais uma
barreira a ser derrubada: a ideia de superioridade por ter alguma coisa que
o outro não tem. Quantas vezes não nos deixamos levar por este
pensamento infantil!
3.UM CONVITE À MUDANÇA
“Vai, chama o teu marido, e vem cá.” (João 4.16) - O foco então é
magistralmente voltado para a samaritana.
A terceira fala de Jesus, discorre sobre a mulher. E demonstra a miséria
de sua situação. O que fazia uma pessoa que levava uma vida fora dos
padrões da própria religião, e que, por isso, era vítima de intolerância até
pelos seus concidadãos, a manter barreiras no trato com os de fora?
Havia ainda um obstáculo a ser transposto:
A intolerância religiosa - talvez o maior problema da intolerância é que
ela se torna via negativa de mão dupla: as pessoas odiadas passam a odiar
as que as odeiam e ainda elegem outros alvos para a sua animosidade. A
samaritana, tão preconceituosa e discriminatória com os judeus, era, por
sua vez, vítima de intolerância por parte dos seus compatriotas.
Subsídio histórico: Os samaritanos eram descendentes de colonos gentios
que os reis assírios haviam enviado para a Palestina, depois da queda de
Samaria, em 721 a.C.. Eles haviam desenvolvido um culto paralelo
centralizado no monte Gerizim, que consideravam sagrado. Esta era uma