ESTUDO 13 - A ADORAÇÃO EM ESPÍRITO E EM VERDADE.docx

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About This Presentation

Estudos Biblicos voltados a Escolas Bíblicas Batistas


Slide Content

A ADORAÇÃO EM ESPÍRITO E EM VERDADE
ESTUDO 13
João 4.1-30
1
Quando Jesus soube que os fariseus tinham ouvido dizer que ele fazia e
batizava mais discípulos do que João
2
— se bem que Jesus mesmo não batizava, e sim os seus discípulos —,
3
deixou a Judeia, retirando-se outra vez para a Galileia.
4
E era-lhe necessário passar pela região da Samaria.
5
Assim, Jesus chegou a uma cidade samaritana, chamada Sicar, perto das
terras que Jacó tinha dado a seu filho José.
6
Ali ficava o poço de Jacó. Cansado da viagem, Jesus sentou-se junto ao
poço. Era por volta do meio-dia.
7
Nisso veio uma mulher samaritana tirar água. Jesus lhe disse:
— Dê-me um pouco de água.
8
Pois os seus discípulos tinham ido à cidade comprar alimentos.
9
Então a mulher samaritana perguntou a Jesus:
— Como, sendo o senhor um judeu, pede água a mim, que sou mulher
samaritana?
Ela disse isso porque os judeus não se dão com os samaritanos.
10
Jesus respondeu:
— Se você conhecesse o dom de Deus e quem é que está lhe pedindo água
para beber, você pediria, e ele lhe daria água viva.
11
Ao que a mulher respondeu:
— O senhor não tem balde e o poço é fundo. De onde vai conseguir essa
água viva?
12
Por acaso o senhor é maior do que Jacó, o nosso pai, que nos deu o poço,
do qual ele mesmo bebeu, assim como os seus filhos e o seu gado?
13
Jesus respondeu:
— Quem beber desta água voltará a ter sede,
14
mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo
contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida
eterna.
15
A mulher lhe disse:
— Senhor, quero que me dê essa água para que eu não mais tenha sede,
nem precise vir aqui buscá-la.
16
Jesus disse:
— Vá, chame o seu marido e volte aqui.
17
Ao que a mulher respondeu:
— Não tenho marido.
Então Jesus disse:
— Você tem razão ao dizer que não tem marido.

18
Porque já teve cinco, e esse que agora tem não é seu marido. O que você
disse é verdade.
19
A mulher então lhe disse:
— Agora eu sei que o senhor é um profeta!
20
Nossos pais adoravam neste monte, mas vocês dizem que em Jerusalém é
o lugar onde se deve adorar.
21
Jesus respondeu:
— Mulher, acredite no que digo: vem a hora em que nem neste monte
nem em Jerusalém vocês adorarão o Pai.
22
Vocês adoram o que não conhecem; nós adoramos o que conhecemos,
porque a salvação vem dos judeus.
23
Mas vem a hora — e já chegou — em que os verdadeiros adoradores
adorarão o Pai em espírito e em verdade. Porque são esses que o Pai
procura para seus adoradores.
24
Deus é Espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em
espírito e em verdade.
25
A mulher respondeu:
— Eu sei que virá o Messias, chamado Cristo. Quando ele vier, nos
anunciará todas as coisas.
26
Então Jesus disse:
— Eu sou o Messias, eu que estou falando com você.
27
Naquele momento, chegaram os discípulos de Jesus e se admiraram ao vê-
lo falando com uma mulher. Mas nenhum deles perguntou: “O que você
está querendo?” Ou: “Por que o senhor está falando com ela?”
28
Quanto à mulher, deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse ao povo:
29
— Venham comigo e vejam um homem que me disse tudo o que eu já fiz.
Não seria ele, por acaso, o Cristo?
30
Então saíram da cidade e foram até onde Jesus estava.
O Propósito da Lição – A Igreja precisa reconhecer que adoração em
espirito e em Verdade é transformação de vida.
A Igreja Precisa Saber - Que a adoração verdadeira supera barreira e
transpõe obstáculos.
A Igreja Precisa Sentir - O desejo de anunciar o Amor de Jesus.
A Igreja Precisa Decidir - Abandonar o pecado e anunciar a Cristo, e ver
a mudança que Ele faz.
Aplicação: Quando permitirmos o transbordar de Deus em nossa vida
através da atuação do Espírito Santo, experimentaremos a
transformação.
CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Uma mulher se encontrou com Jesus e teve sua vida mudada. A mulher
era samaritana e o encontro foi no poço de Jacó, próximo à cidade de
Sicar.
1.UM PEDIDO FEITO POR QUEM MAIS PODE DAR
“Dá-me de beber!” (João 4.7) - Através de um pedido muito simples e
básico, Jesus, o que mais podia dar e de quem sempre se espera receber,
expressa uma necessidade comum a todos os seres humanos. As
primeiras palavras de Jesus falam de todos os homens e derrubam pelo
menos 3 barreiras à verdadeira adoração:
O Preconceito de Gênero - para um rabi, era inadmissível qualquer
contato público com uma mulher. Ainda mais com uma mulher que se
encontrava em um poço a mais de 100 metros da cidade.
O Preconceito Racial - como podia Jesus dirigir-se assim a uma mulher
que era samaritana? Os judeus não se associavam com os samaritanos
que eram um povo de sangue e religião misturados, apesar de possuírem
o Pentateuco e professarem adorar o Deus de Israel, um judeu não
poderia sequer tocar no vaso de um samaritano, quanto mais usá-lo para
beber.
O Preconceito Social - considerando que a aldeia de Sicar tinha água, é
provável que a caminhada solitária da mulher samaritana ao poço
indicasse uma espécie de ostracismo imposto pela intolerância de outras
mulheres da comunidade.
Aquela mulher tinha uma vida moralmente irregular: tivera 5 maridos e
o homem com o qual agora vivia não era seu marido. Com certeza, era
desprezada pelos homens e vista como uma ameaça pelas mulheres.
Chamada à ação: Jesus foi até os mais marginalizados, discriminados e
indesejados e os alcançou com o seu amor, sua palavra e sua companhia.
Que tal tratar com as pessoas, vendo-as como alvos do amor de Cristo sem
considerar sua condição social, racial ou seu gênero?
2.UM CONHECIMENTO QUE TRANSFORMA SEDENTOS EM FONTES
DEVIDA
“Se tu conheceras o dom de Deus” (João 4.10) - Esta é a segunda fala de
Cristo, e diz respeito a ele mesmo. O fato de não conhecermos o Dom de
Deus é que nos leva:

a buscar fontes que não podem saciar;
a alimentar preconceitos que impedem a verdadeira adoração.
Embora aparentemente em situação desfavorável frente à vida, aquela
mulher ainda estava dominada por uma certa arrogância (não era ela
quem tinha o cântaro?), por isso sua palavra é de dúvida: “Senhor, tu não
tens com que tirar [ ... ] Será que és maior do que Jacó, o construtor do poço?” (João
4.11-12).
Jesus não perde a paciência, Ele não estava ali para condenar e sim
para salvar e conduzir à adoração, por isso, apresenta uma água capaz de
matar definitivamente a sede e ainda produzir vida eterna (João 4.13-14).
Em atitude de rendição, a mulher suplica – “Senhor, dá-me dessa água ... “,
mas o seu entendimento ainda não é completo. Mais uma barreira há de
ser derrubada. Para entender o que significa adoração, ela precisava
compreender o quão desesperadamente necessitava daquela água viva.
Chamada à reflexão: A mulher samaritana, como muitos em nossos dias,
pensa que é Jesus quem precisa dela. Afinal, não é Ele quem está pedindo
“dá-me de beber?” Por isso, aquela pobre mulher vai demonstrar mais uma
barreira a ser derrubada: a ideia de superioridade por ter alguma coisa que
o outro não tem. Quantas vezes não nos deixamos levar por este
pensamento infantil!
3.UM CONVITE À MUDANÇA
“Vai, chama o teu marido, e vem cá.” (João 4.16) - O foco então é
magistralmente voltado para a samaritana.
A terceira fala de Jesus, discorre sobre a mulher. E demonstra a miséria
de sua situação. O que fazia uma pessoa que levava uma vida fora dos
padrões da própria religião, e que, por isso, era vítima de intolerância até
pelos seus concidadãos, a manter barreiras no trato com os de fora?
Havia ainda um obstáculo a ser transposto:
A intolerância religiosa - talvez o maior problema da intolerância é que
ela se torna via negativa de mão dupla: as pessoas odiadas passam a odiar
as que as odeiam e ainda elegem outros alvos para a sua animosidade. A
samaritana, tão preconceituosa e discriminatória com os judeus, era, por
sua vez, vítima de intolerância por parte dos seus compatriotas.
Subsídio histórico: Os samaritanos eram descendentes de colonos gentios
que os reis assírios haviam enviado para a Palestina, depois da queda de
Samaria, em 721 a.C.. Eles haviam desenvolvido um culto paralelo
centralizado no monte Gerizim, que consideravam sagrado. Esta era uma

forma de rivalizar com o monte Sião dos Judeus. Assim, Judeus eram
intolerantes com os samaritanos por causa do seu culto e os Samaritanos
eram intolerantes com os Judeus por causa da sua intolerância. Mas ambos
os povos tinham dentro de seus próprios territórios alvos de sua
intolerância: romanos, publicanos, doentes, pecadores e mulheres de vida
irregular.
Faz-se necessário o entendimento de que, mesmo não concordando,
não corroborando e não sendo coniventes com práticas e cultos
contrários às Escrituras Sagradas, ainda precisamos amar as pessoas que
as praticam. Como Deus amou o mundo e deu prova de seu amor por nós
quando ainda éramos praticantes de coisas abomináveis (Romanos 5.9).
4.A ADORAÇÃO EM ESPÍRITO E EM VERDADE
No pensamento da samaritana se debatiam duas correntes religiosas: a
dos que afirmavam que a verdadeira adoração só era possível em
Jerusalém e a corrente dos que defendiam a adoração no monte Gerizim.
Ambas viam a possibilidade do culto em termos de lugar. O “onde” se
tornara mais importante que a adoração em si.
Ao perceber sabedoria em Jesus, a mulher imediatamente traz à tona a
sua questão. Era mais uma barreira à adoração. Como levar algo a Deus,
na dúvida sobre o local em que ELE está?
Jesus introduz a única possibilidade de mudança a esta mentalidade
impeditiva ao culto autêntico: a adoração “em espírito e em verdade”
(João 4.19-24).
O Deus Espírito não se limita a uma localidade ou outra, não está
condicionado, como os seres humanos e não se influencia por uma
configuração topográfica, uma construção ou um templo.
A adoração de fato se dá quando o espírito do ser humano consegue se
comunicar com o Espírito Divino, independentemente de hora, lugar ou
ritual. Neste sentido, adoração é mais que culto formal, louvor, liturgia.
Mas a adoração também será “em verdade”, ou seja, em conformidade
com a verdade do Pai, que se revela no Filho e se recebe mediante o
Espírito Santo, por isso, a afirmação de Jesus no verso 26: “Eu o sou.”
Qualquer um que se proponha a uma adoração diferente, despreza no
seu todo o único alicerce da verdadeira adoração. Qualquer que adora em
espírito e em verdade não abriga em seu coração nenhuma dúvida a
respeito de ser um verdadeiro adorador.

Chamada à reflexão: Para a mulher samaritana e para os moradores de
Sicar, Jesus é o que derruba preconceitos, transpõe barreiras, supera
obstáculos e conduz os seres humanos à adoração “em espírito e em
verdade”. Quem é Jesus para você?
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A mulher samaritana, vítima de preconceitos, mas também dominada por
eles, diante de barreiras e obstáculos difíceis de serem transpostos, após o
encontro com Jesus, transforma-se numa testemunha eficaz:
abandona o seu cântaro;
vai à cidade e anuncia o Cristo;
seu testemunho provoca um movimento na cidade (João 4.39-42).
Sua palavra aos moradores de Sicar demonstram espírito de verdadeira
adoração: “Yinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito.
Porventura não é este o Cristo?” (João 4.29).
A samaritana, na tradição da Igreja Ortodoxa, é conhecida como Fotina, que
significa “a luminosa”, ou seja, a que, ao conhecer Jesus, leva luz a muitos.
Graças a este encontro, houve transformação, proclamação e confissão. Mas o
mais importante para nós é aprendermos que:
“ ... os verdadeiros adoradores adorarão o Pai, em espírito e em verdade;
pois são esses que o Pai procura para seus adoradores.
Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o
adorem em espírito e em verdade.”
João 4.24-25
SUPORTE PARA PEQUENOS GRUPOS
1.Você já parou para pensar sobre a adoração em espírito e em verdade?
2.Neste estudo, vimos que a mulher samaritana só pôde adorar
verdadeiramente quando se livrou dos seus preconceitos. Comente a
respeito.
3.A transformação ocorrida com a samaritana levou-a a testemunhar de
Jesus ao povo de sua cidade. Você entende que o adorado r em espírito e
em verdade precisa compartilhar com outras pessoas a mudança em sua
vida?