Feridas e Curativos assistência de enfermagem

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About This Presentation

Aula de enfermagem sobre feridas e curativos, estomaterapia.


Slide Content

TIMBIRAS-MA 2023 GENOMA ESCOLA TÉCNICA PROFESSOR ESP.: MÁGNO CÉSAR [email protected] / (99) 992157466 FERIDAS E CURATIVOS

PELE A pele consiste em uma estrutura altamente especializada e multifuncional, sendo o maior órgão do corpo humano; COMPOSIÇÃO Epiderme Derme Hipoderme

PELE FUNÇÕES Proteção (barreira); Percepção (sensorial); Termorregulação ; Identificação (autoimagem); Comunicação; Cicatrização de feridas; Absorção e excreção; Produção de vitamina D. FUNÇÕES

CICATRIZAÇÃO Processo de reparação tecidual que substitui o tecido lesado por um tecido novo OBJETIVO: restabelecer a integridade da pele através de diversos meios utilizados pelo organismo

CICATRIZAÇÃO FATORES QUE INTERFEREM NO PROCESSO CICATRICIAL: Perfusão tecidual Desequilíbrios nutricionais Patologias associadas Câncer e tratamento oncológico Tecido inviável (necrose) Infecção

CICATRIZAÇÃO - CLASSIFICAÇÃO CICATRIZAÇÃO POR PRIMEIRA INTENÇÃO: caracterizadas pelo reparo cirúrgico primário, que se dá através da aproximação das margens fechamento (suturas, fitas, grampos) de uma ferida não infectada, sem que evolua com complicações. A completa cicatrização se dá de 8 a 10 dias.

CICATRIZAÇÃO - CLASSIFICAÇÃO CICATRIZAÇÃO POR SEGUNDA INTENÇÃO: Ocorre em lesões que permaneceram abertas, de forma intencional ou não, evoluíram com tecido de granulação e cicatrizaram por contração tecidual e crescimento secundário de tecido de epitelização .

CICATRIZAÇÃO - CLASSIFICAÇÃO CICATRIZAÇÃO POR TERCEIRA INTENÇÃO: designa a aproximação das margens da ferida (pele e subcutâneo) após o tratamento aberto inicial. Isto ocorre principalmente quando da existência de infecção, que deve ser tratada primeiramente, para então ser suturada posteriormente.

FERIDAS  Ruptura estrutural (solução de continuidade) e fisiológica do tegumento cutâneo, da membrana mucosa ou de qualquer parte do corpo, causada por agentes físicos, químicos ou biológicos.

FERIDAS CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Etiologia; Processo de cicatrização; Comprometimento tecidual; Espessura e contaminação/infecção.

FERIDAS - CLASSIFICAÇÃO ETIOLOGIA Patológica Ocorre como consequência de uma patologia (lesão por pressão, neoplasia, úlcera venosa e arterial)

FERIDAS - CLASSIFICAÇÃO ETIOLOGIA Iatrogênica Resultantes de procedimentos ou tratamentos (radioterapia)

FERIDAS - CLASSIFICAÇÃO ETIOLOGIA Cirúrgica ou Traumática Resultantes de uma cirurgia ou trauma

FERIDAS - CLASSIFICAÇÃO ETIOLOGIA Lacerantes Margens irregulares provocados por lesão por tração evidenciando um rasgo ou arrancamento tecidual (mordedura de cão)

FERIDAS - CLASSIFICAÇÃO ETIOLOGIA Perfurantes Pequenas aberturas na pele com um predomínio da profundidade sobre o comprimento. (FAB ou FAF)

FERIDAS - CLASSIFICAÇÃO PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO Aguda Ferida que persiste até 14 dias depois de intervenção cirúrgica ou trauma (lacerações, lesões por esmagamento, queimaduras) Crônica Ferida que continua a necessitar de tratamento depois de seis semanas do seu aparecimento. São exemplos: úlceras de pressão, feridas traumáticas, feridas cirúrgicas, feridas neoplásicas.

FERIDAS - CLASSIFICAÇÃO COMPROMETIMENTO TECIDUAL Estágios I, II, III, IV ESPESSURA Superficial Profunda superficial Profunda total

FERIDAS - CLASSIFICAÇÃO CONTAMINAÇÃO/INFECÇÃO Limpa Não apresentam sinais de infecção e em que não são atingidos os tratos respiratórios, digestivo, genital ou urinário (feridas produzidas em ambiente cirúrgico); Limpa – contaminada Ocorridas no ambiente doméstico ou feridas cirúrgicas que atingem tratos respiratórios, digestivo, urinário e genital. No entanto, em situações controladas.

FERIDAS - CLASSIFICAÇÃO CONTAMINAÇÃO/INFECÇÃO Contaminada Feridas acidentais com mais de seis horas do trauma ou que tiveram contato com substâncias contaminadas como terra e fezes (cirurgias que não respeitaram a técnica asséptica) Infectada Presença de agente infeccioso local; que apresentam sinais nítidos de infecção

FERIDAS - CLASSIFICAÇÃO FERIDA LIMPA FERIDA CONTAMINADA

FERIDAS - CLASSIFICAÇÃO FERIDA LIMPA CONTAMINADA FERIDA INFECTADA

FERIDAS – TIPOS DE TECIDOS TECIDOS VIÁVEIS Granulação (rosa, vermelho, aparência brilhante, úmida e granulosa)

FERIDAS – TIPOS DE TECIDOS TECIDOS VIÁVEIS Epitelização (formação de um novo tecido; rosa, que se desenvolve a partir das bordas ou como “ilhas” na superfície da lesão)

FERIDAS – TIPOS DE TECIDOS TECIDOS INVIÁVEIS Esfacelo (coloração amarela ou branca que adere ao leito da ferida e apresenta-se como cordões ou crostas grossas)

FERIDAS – TIPOS DE TECIDOS TECIDOS INVIÁVEIS Tecidos necróticos (preta, marrom ou castanha que adere firmemente ao leito ou às bordas da ferida e pode apresentar-se mais endurecido ou mais amolecido

LESÃO POR PRESSÃO Lesão localizada na pele e em tecidos subjacentes, geralmente sobre uma proeminência óssea, como resultado da pressão prolongada ou da pressão em combinação com cisalhamento. FATORES RELACIONADOS CONTRIBUEM PARA SEU DESENVOLVIMENTO: Intensidade da pressão: > 15-32 mmHg; Duração da pressão; Tolerância dos tecidos.

LESÃO POR PRESSÃO FATORES QUE POSSIBILITAM A FORMAÇÃO: Percepção sensorial prejudicada; Mobilidade prejudicada; Alteração do nível de consciência; Atrito (cisalhamento); Fricção; Umidade.

ESCALA DE BRADEN

LESÃO POR PRESSÃO - ESTÁGIOS

LESÃO POR PRESSÃO - ESTÁGIOS

LESÃO POR PRESSÃO - ESTÁGIOS

LESÃO POR PRESSÃO - ESTÁGIOS

LESÃO POR PRESSÃO - ESTÁGIOS

LESÃO POR PRESSÃO - ESTÁGIOS

LESÃO POR PRESSÃO - ESTÁGIOS

LESÃO POR PRESSÃO - ESTÁGIOS

LESÃO POR PRESSÃO - ESTÁGIOS

LESÃO POR PRESSÃO O tecido necrótico deve ser desbridado ou removido para expor a base da ferida de modo a permitir a avaliação.

LESÃO POR PRESSÃO DESBRIDAMENTO: remoção do tecido desvitalizado, infectado presente na ferida. AUTOLÍTICO - usa as enzimas do próprio organismo humano para dissolver o tecido necrótico. Para melhorar a ação é útil a realização de “cortes” paralelos com bisturi no tecido necrosado duro e seco

LESÃO POR PRESSÃO DESBRIDAMENTO: remoção do tecido desvitalizado, infectado presente na ferida. ENZIMÁTICO - utiliza agentes químicos que são seletivos para o tecido necrótico e causam danos mínimos em tecidos saudáveis.

LESÃO POR PRESSÃO  DESBRIDAMENTO MECÂNICO – usada a força física para remover o tecido necrótico sendo produzido pela fricção com pinça e gaze, pela retirada da gaze aderida ao leito da ferida ou pela hidroterapia que força a remoção. DEBRIDAMENTO CIRÚRGICO OU COM INSTRUMENTAL CORTANTE – utiliza métodos cirúrgicos para remoção do tecido necrótico.

FERIDAS E CURATIVOS - ASSISTÊNCIA CURATIVO: tem finalidade de propiciar um meio adequado para a cicatrização FUNÇÕES Manter a umidade entre a ferida e o curativo, favorecendo a rápida epitelização , diminuição da dor e aceleração da destruição de tecidos necrosados; Remover o excesso de exsudação com a finalidade de evitar a maceração de tecidos circunvizinhos;

FERIDAS E CURATIVOS - ASSISTÊNCIA FUNÇÕES Permitir troca gasosa; Propiciar isolamento térmico. A temperatura ficará constante e em torno de 37ºC, fator que estimula a divisão celular e consequentemente o processo de cicatrização; Funcionar como barreira mecânica contra a entrada de bactérias.

FERIDAS E CURATIVOS - ASSISTÊNCIA O QUE OBSERVAR E ANOTAR SOBRE AS FERIDAS Localização anatômica; Túnel: canais se espalhando a partir da lesão central. Registrar tamanho e direção (2 cm em direção a 3 horas). Medidas da Ferida – mensurar (linear e bidimensional) em centímetros na admissão e semanalmente para observar a evolução do tratamento;

FERIDAS E CURATIVOS - ASSISTÊNCIA O QUE OBSERVAR E ANOTAR SOBRE AS FERIDAS Exsudato: pode indicar complicações, classificar quanto: Quantidade : pouco, moderado ou abundante Cor: seroso (amarelado/transparente); sanguinolento (vermelho), serosanguinolento (amarelado com vestígios de vermelhos) Consistência: fluido, espesso, purulento.

FERIDAS E CURATIVOS - ASSISTÊNCIA O QUE OBSERVAR E ANOTAR SOBRE AS FERIDAS Odor: poderá ser indicativa do seu estado de colonização ou infecção. Classificação: Ausente, discreto e acentuado Indicador de Teler CARACTERÍSTICA SCORE Sem odor 5 Odor é detectado ao remover a cobertura 4 Odor é evidente na exposição da cobertura 3 Odor é evidente na distância de um braço do paciente 2 Odor evidente ao entrar no quarto 1 Odor é evidente ao entrar na residência

FERIDAS E CURATIVOS - ASSISTÊNCIA O QUE OBSERVAR E ANOTAR SOBRE AS FERIDAS Dor Aguda Crônica Incindental

FERIDAS E CURATIVOS - ASSISTÊNCIA O QUE OBSERVAR E ANOTAR SOBRE AS FERIDAS Leito da ferida Avaliar os tecidos presentes. No caso de presença de diferentes tipos de tecido ou cores no leito da ferida, classificar pela cor que apresenta situação mais crítica.

FERIDAS E CURATIVOS - ASSISTÊNCIA O QUE OBSERVAR E ANOTAR SOBRE AS FERIDAS Área perilesional (4cm da borda) importantes para a resolução da ferida. Observar maceração, hiperqueratose , enduração , alterações na coloração, sinais flogísticos (calor, rubor, edema e dor), dermatites e descamação.

FERIDAS E CURATIVOS - ASSISTÊNCIA O QUE OBSERVAR E ANOTAR SOBRE AS FERIDAS Área perilesional (4cm da borda) importantes para a resolução da ferida. Observar maceração, hiperqueratose , enduração , alterações na coloração, sinais flogísticos (calor, rubor, edema e dor), dermatites e descamação.

FERIDAS E CURATIVOS - ASSISTÊNCIA Quem poderá avaliar as feridas, e indicar o tipo de tratamento, é o enfermeiro, onde o mesmo realiza o exame físico e a anamnese. O técnico de enfermagem as executa, de forma correta, anota os aspectos e características da ferida, e acompanha juntamente com o enfermeiro a evolução da mesma.

FERIDAS E CURATIVOS - ASSISTÊNCIA PREPARAÇÃO DO CARRO DE CURATIVOS deve ser completamente limpo; verificar a validade de todo o material a ser utilizado; quando houver suspeita sobre a esterilidade do material que deve ser estéril, este deve ser considerado não estéril e ser descartado.

FERIDAS E CURATIVOS - ASSISTÊNCIA PREPARO DO PACIENTE avisar previamente que o curativo será trocado; os curativos não devem ser trocados no horário das refeições; garantir a privacidade; informar sobre melhora da ferida.

FERIDAS E CURATIVOS - ASSISTÊNCIA A limpeza das mãos com água e sabão, que deve ser feita antes e depois de cada curativo; O instrumental a ser utilizado deve ser esterilizado.

FERIDAS E CURATIVOS - ASSISTÊNCIA Entre os materiais deve conter pelo menos uma pinça anatômica (par de ferro); duas hemostáticas e um pacote de gaze.  Toda a manipulação deve ser feita através de pinças e gazes, evitando o contato direto e consequentemente menor risco de infecção.

FERIDAS E CURATIVOS - ASSISTÊNCIA A técnica de limpeza ideal para a ferida é aquela que respeita o tecido de granulação, preserva o potencial de recuperação, minimiza o risco de trauma e/ou infecção. A irrigação em jatos é utilizada somente para tecidos de granulação. O soro fisiológico deve ser morno, em torno de 37º. Limpar a ferida com soro frio provoca um atraso na cicatrização. Recomenda-se técnica estéril em UBS e limpa domiciliar.

FERIDAS E CURATIVOS - ASSISTÊNCIA Deve ser feita uma limpeza da pele adjacente à ferida, utilizando uma solução que contenha sabão, para desengordurar a área, o que removerá alguns patógenos e vai também melhorar a fixação do curativo à pele. A limpeza deve ser feita da área menos contaminada para a área mais contaminada, evitando-se movimentos de vai-e-vem.

FERIDAS E CURATIVOS - ASSISTÊNCIA Nas feridas cirúrgicas, a área mais contaminada é a pele localizada ao redor da ferida, enquanto que nas feridas infectadas a área mais contaminada é a do interior da ferida.

FERIDAS E CURATIVOS - ASSISTÊNCIA Deve-se remover as crostas e os detritos com cuidado; Lavar a ferida com soro fisiológico em jato, ou com PVPI aquoso (em feridas infectadas, quando houver sujidade e no local de inserção dos cateteres centrais); Fixar o curativo com atadura ou micropore .

FERIDAS E CURATIVOS - ASSISTÊNCIA A atadura deve ser colocada de maneira que não afrouxe nem comprima em excesso; O enfaixamento dos membros deve iniciar-se da região distal para a proximal e não deve trazer nenhum tipo de desconforto ao paciente.

PRODUTOS MAIS UTILIZADOS PVPI CLOREXIDINA SORO FISIOLOGIO

FERIDAS E CURATIVOS - COBERTURAS PONTOS PARA OBSERVAÇÃO Indicação (para qual tipo de ferida a cobertura serve?) Mecanismo de ação (o que a cobertura promove quando é utilizada?) Contraindicação (quando é proibido utilizar a cobertura?) Período de troca (quanto tempo a cobertura pode ficar no leito da ferida) Composição (quais materiais compõe a cobertura?) Vantagens e Desvantagens

FERIDAS E CURATIVOS - COBERTURAS Ácidos Graxos Essenciais (AGE) ideal para prevenção de úlcera de pressão; indicada para todos os tipos de feridas; Apresenta melhor resultado quando é realizado o curativo depois de desbridamento prévio das lesões.

FERIDAS E CURATIVOS - COBERTURAS Papaínas enzima proteolítica extraída do látex das folhas e frutos do mamão verde adulto; ideal para feridas abertas com presença de tecido necrosados e desvitalizados; promove a limpeza de tecidos necróticos, micro-organismos e secreções que podem estar presentes na lesão.

FERIDAS E CURATIVOS - COBERTURAS Hidrocolóide indicados para feridas com pouca exsudação, podendo ficar até 7 dias; impermeáveis á água e micro-organismos pois isolam o leito da ferida do meio externo; evita o ressecamento, a perda de calor e mantém o meio úmido.

FERIDAS E CURATIVOS - COBERTURAS Sulfadiazina de prata 1% Ação bactericida Indicação: tratamento de queimaduras Contra-indicações : gestantes, crianças menores de 2 meses de idade e RN prematuro

FERIDAS E CURATIVOS - COBERTURAS Carvão ativado Ação de inativação das bactérias por meio da prata, reduzindo odores desagradáveis Indicação: feridas infectadas ou colonizadas, com drenagem de exsudato moderado ou abundante Contra-indicações : Feridas secas e recobertas por escara