encomenda. É provavel que a pintura tenha começado como um retrato da esposa do
nobre, mas acabou se tornando algo muito maior - a imagem da idéia que Leonardo fazia
da beleza perfeita.
Atualmente, o quadro fica exposto no Museu do Louvre, em Paris, França. Mona Lisa é,
quase que certamente, a mais famosa e importante obra de arte da história, sendo
avaliada, na década de 1960, em cerca de 100 milhões de dólares americanos, lhe
conferindo, também, o título de objeto mais valioso, segundo o Guinness Book.
A Última Ceia
Leonardo da Vinci começou a trabalhar a pintura “A Última Ceia” no ano de 1495. Esta
obra é considerada sua pintura mais ambiciosa e é tão famosa quanto o retrato da Mona
Lisa, a mais notável e conhecida obra de Da Vinci. O trabalho pode ser visitado no
Convento Santa Maria Delle Grazie, Milão, onde foi concebida em uma parede do
refeitório dos monges. Porém, a pintura não pode ser apreciada em sua totalidade. Isso
se deve a um equívoco cometido por Leonardo da Vinci na época.
Da Vinci, que passou mais de dois anos trabalhando em “A Última Ceia”, decidiu aplicar a
técnica da têmpera, que consistia em misturar pigmentos coloridos com gema de ovo. A
pintura foi feita em gesso seco e, para a infelicidade dos apreciadores da obra do artista,
entrou em estado de deterioração em 20 anos, sendo que no ano de 1560 já estava
arruinada.
Uma história bastante lembrada sobre a produção de “A Última Ceia” é sobre a perplexidade
de um prior do convento, que não se conformava em ver Da Vinci parado na frente da obra,
observando-a durante tanto tempo. Em resposta às críticas do prior, o pintor afirmou que
“os homens de gênio às vezes produzem mais quando menos trabalham, pois esta é a hora
em que elaboram invenções e formam em suas mentes as ideias perfeitas que depois
expressam e reproduzem com as mãos”. Além disso, Leonardo ameaçou basear -se na figura
do prior para criar o rosto de Judas.
A história em que a obra baseia-se é encontrada no Novo Testamento. “A Última Ceia”
ocorreu quando Cristo revelou, em meio a uma refeição, que um dos apóstolos ali presentes
iria traí-lo. Na história bíblica, foi Judas Iscariotes o apóstolo a trair Jesus Cristo. Leonardo
da Vinci retratou o perfil de Judas inclinado para trás, com o rosto em uma sombra.
Na obra, o olho direito de Jesus é o ponto de fuga para a perspectiva, tendo sua cabeça
emoldurada pela janela ao fundo, que apresenta uma paisagem. Afastado de ambos os
grupos, é o único que tem um semblante sereno, ao contrário dos 12 apóstolos que o
ladeiam.
Uma curiosidade sobre “A Última Ceia” é que o mosteiro no qual se localiza passou por um
bombardeiro durante a Segunda Guerra Mundial. A obra, mesmo deteriorada, manteve-se
firme após este bombardeio e ainda pode ser apreciada pelos amantes da arte.