d) Natureza do chifre pequeno - conforme a profecia, este chifre seria “quebrado
sem esforço de mãos humanas” (v. 25). Isto mostra a maneira singular com que
o chifre seria derrotado. Ou seja, o próprio Deus intervirá para colocar um fim à
perseguição de Seu povo, produzida por este poder blasfemo e arrogante. O que
não ocorreu com Antíoco, que morreu de causas naturais durante uma
campanha pelo Oriente.
e) Origem do chifre pequeno - como mencionado acima, há um problema na
tradução do início do verso 9, pois o original hebraico afirma que o chifre
pequeno sairia “de um deles”, fazendo referência aos 4 ventos citados no final
do verso 8.
A tradução correta do início do v. 9 (ou seja, "de um deles"), sugere que o chifre
pequeno sairia de um dos 4 "ventos" (é só ler o final do v. 8), ou seja, de um dos
4 pontos cardeais. Roma veio do lado Oeste, e cumpre todos os demais
requisitos para que o chifre pequeno seja identificado com sua fase pagã e papal,
principalmente.
II. Algumas Características Importantes (Dn 8:19-26)
1. Ele sobe no meio dos 10 chifres do animal, após derrubar 3 deles – o chifre
surgiria do império romano, e abateria 3 dos 10 reinos que formaram este
império (foram 3 destes 4 reinos: Visigodos, Vândalos, Hérulos e Ostrogodos).
2. Ele possuía olhos, como os de homem, bem como uma boca “arrogante” e
“insolente” – o poder representado pelo chifre pequeno é um poder temporal,
religioso e com pensamentos arrogantes e orgulhosos relativos ao seu alcance de
dominação mundial.
3. O chifre pequeno parecia mais “robusto” do que os seus “companheiros” – ele
conseguiria em certo momento dominar até mesmo o poder temporal, bem
como o religioso.
4. Fazia guerra contra os santos e prevalecia contra eles – seria um perseguidor
daqueles que desejassem permanecer fiéis às leis de Deus, e rejeitarem a
contrafação que o chifre pequeno apresentaria ao mundo.
5. Proferiria palavras contra Deus – sua pretensão seria tal que até mesmo as
prerrogativas divinas este poder tomaria para si.
6. Magoaria os santos de Deus – a perseguição seria feroz e grande.
7. Mudaria os tempos e a lei – o sábado da lei de Deus seria alterado por um
outro dia de guarda, em obediência total ao poder do chifre pequeno.
8. Dominaria os santos por 3,5 tempos (ou seja, por 1260 anos - cf. Dn 4:16,
23, 25, 32; 7:25; 11:13; 12:7; Ap 11:2, 3; 12:6, 13; 13:5) - durante este
período de tempo, os santos estariam quase que totalmente à mercê das
sangrentas perseguições do chifre pequeno (isso ocorreu de 538 d.C. a 1798
d.C.).
9. Seria julgado pelo tribunal divino, e destruído – chegará o momento em que
Deus mesmo intervirá definitivamente, e o chifre pequeno, com todos os seus
seguidores, será destruído ante a autoridade do Deus Eterno.
Não há como fugir da realidade histórica de que apenas um poder encaixa-se