[...] condição para
utilização, com segurança, total ou assistiva,
dos espaços, mobiliários e equipamentos
urbanos, das edificações, dos serviços de
transporte e dos dispositivos, sistemas e
meios de comunicação e informação, por
pessoa com deficiência ou mobilidade
reduzida. (MANZINI, 2004, p. 282 apud
FIEGENBAUM, p. 15).
O que mais causa transtorno são as barreiras que surgem quando uma instituição se
recusa a receber um aluno por não ter capacidade de atendê-lo isso muitas das vezes se dá
pelo não investimento em obras para facilitar o acesso desses alunos. Existe a escola que só
vai pensar na solução do problema quando se depara com o mesmo, somente pensa em
construir uma rampa quando aparece um aluno cadeirante e isso se tornou um discurso
utilizado por várias instituições. Em contrapartida existe a escola que planeja de modo a
reorganizar suas estruturas para atender todos os alunos, escola na qual pode-se encontrar
motivação na ideia de inclusão mostrando que quando existe vontade mesmo com várias
dificuldades é possível mudar a realidade. A questão da acessibilidade arquitetônica tem sido
um dos maiores desafios para as escolas à legislação desde 1997 dá seu parecer sobre as
escolas já existentes (FIEGENBAUM, 2009).
Nos casos das edificações e dos equipamentos existentes, portanto, há que investir
em obras para as adaptações físicas necessárias ao acesso dos alunos, dos mestres e da
comunidade, incluindo instalações complementares, tais como sinais sonoros e de trânsito,
rampas, elevadores, móveis ou salas de recursos. Sobretudo, no caso das grandes redes físicas
escolares, para que estes novos investimentos sejam economicamente viáveis, em prazos
aceitáveis, a diretriz mais sensata, certamente, será o aproveitamento sistemático e gradual das
oportunidades que vão surgindo para as intervenções de manutenção corretiva, ou seja, para
as obras de recuperação e reforma. (EDIFICAÇÕES, 1997. p.8).
A proposta já possui 18 anos de criação e muitas coisas já deveriam ter sido mudadas
nas escolas, notamos que ainda poucas escolas fizeram suas reformas para a acessibilidade. O
que nota-se é que as estruturas arquitetônicas apresentadas pelas escolas nos dias de hoje
ainda são voltadas para alunos que não apresentam nenhum problema com barreiras físicas e
essa escola não pode ser considerada como uma escola para todos. As adequações mais
evidentes, esta pautada na questão arquitetônica a qual deve possibilitar acesso físico a todos
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