PROTEÇÃO RADIOLÓGICAaaaaaaa - AULA 1.pdf

jarlyferreira1 47 views 73 slides Sep 08, 2025
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About This Presentation

saúde radiologia


Slide Content

PROTEÇÃO
RADIOLÓGICA
PROFA. JARLEANE BRITO

RADIOPROTEÇÃO
•Consiste em um conjunto de medidas que visam resguardar o homem e
o ecossistema de possíveis efeitos indesejáveis causados pelas radiações
ionizantes.
•O principal objetivo da proteção radiológica é fornecer um padrão
adequado de proteção contra os efeitos nocivos das radiações, sem
inibir as atividades humanas benéficas à sociedade.
•Outra medida importante é contar com supervisão profissional
qualificada, todo departamento de radiologia precisa de um supervisor
que entenda profundamente do assunto, para orientar e cuidar da
equipe.

O QUE É RADIAÇÃO?
•A radiação pode ser definida como uma propagação de energia em
forma de ondas eletromagnéticas ou de partículas.
•Vários materiais radioativos estão disponíveis na natureza.
Dominamos e começamos a usar as radiações ionizantes em 1895.

TIPOS DE FONTES
•Equipamentos emissores de radiação ionizante: fornecer energia
para o funcionamento.
•Materiais radioativos: Naturais ou produzidos artificialmente.
•Emitem radiação continuamente.

PRINCIPAIS TIPOS DE RADIAÇÃO
•CORPUSCULARES
1.Alfa (α)
2.Beta (β)
3.Elétron
4.Pósitrons
5.Nêutrons (n)
•ELETROMAGNÉTICAS
6. Raios X
7. Radiação gama (γ)

PRINCIPAIS ELEMENTOS RADIOATIVOS
•1. Carbono-14 (C14)
•2. Césio-137 (Cs137)
•3. Cobalto-60 (Co60)
•4. Estrôncio-90 (Sr90)
•5. Iodo-131 (I131)
•6. Plutônio-244 (Pu244)
•7. Polônio-210 (Po210)
•8. Rádio-226 (Ra226)
•9. Radônio-222 (Rn222)
•10. Tório-191 (Th191)
•11. Urânio-238 (U238)
•12. Tecnécio-99m (Tc99m

APLICAÇÕES DA RADIAÇÃO IONIZANTE
•1. Produção de imagens radiográficas e diagnósticos por imagem;
•2. Tratamentos terapêuticos contra o câncer e outras doenças;
•3. Produção de radiofármacos e aplicações em Medicina Nuclear;
•4. Irradiação de alimentos, obras de arte e insumos diversos;
•5. Inspeção de pessoas, bagagens e volumes;
•6. Ensaios não-destrutivos na área da indústria.

RADIAÇÃO IONIZANTE E NÃO IONIZANTE
•O tipo de radiação que é capaz de arrancar elétrons de um átomo faz
com que eles se tornem íons é conhecida como a RADIAÇÃO
IONIZANTE.
•RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES, por outro lado, não têm energia
suficiente para causar esta mudança de estado.

RADIAÇÃO IONIZANTE
Consiste em ondas
eletromagnéticas com energia
suficiente para (arrancar elétrons
de um átomo) fazer com que os
elétrons se desprendam de átomos
e moléculas, alterando sua
estrutura – num processo
conhecido como ionização.

Imagine um círculo. Agora dentro do circulo,
coloque algumas bolas de gude.

Lance uma outra bola de gude em direção às que
estão dentro da circunferência, se você acertou o
alvo e retirou bolas de gude de dentro do circulo,
criou-se uma região vazia: isso se chama
IONIZAÇÃO.
Podemos comparar esse modelo simplificado de
ionização com o que ocorre na natureza, para se
retirar um elétron do átomo, é necessário ter
energia suficiente para ionizar as moléculas, ou
seja, é necessário ter energia suficiente para
arrancar um elétron do átomo. Isso é o que
define se a radiação é ionizante ou não.

O risco de câncer proveniente
dessa exposição depende da
dose, da duração da
exposição, da idade em que
se deu a exposição e de
outros fatores como, por
exemplo, a sensibilidade dos
tecidos frente aos efeitos
carcinogênicos da radiação.

Radiação não ionizante
•As evidências sugerem que a exposição crônica à radiação não ionizante
de baixa frequência e fontes de campos eletromagnéticos de frequência
extremamente baixa pode aumentar o risco de câncer em crianças e
adultos (WORLD HEALTH ORGANIZATION, c2019).
•A exposição aos campos não ionizantes observou um grande aumento a
partir do século XXI em função das demandas por eletricidade, do
aprimoramento tecnológico, como o uso de smartphones e tablets, e
também mudanças no comportamento social (INCA, 2021).
Principais efeitos à saúde

•A radiação Ionizante penetra de acordo com seu tipo e energia.
•Partículas alfa podem SER BLOQUEADAS por uma folha de papel.
•Partículas beta requerem alguns milímetros de, por exemplo,
alumínio, para bloqueá-las,
•A radiação gama de alta energia requer materiais densos para
bloqueá-la, como por exemplo, chumbo ou concreto.

•Em Novembro de 1895, Wilhelm Conrad RoentgenP,
fazendo experiências com raios catódicos (feixe de
elétrons), notou um brilho em um cartão colocado a
pouca distância do tubo.
•Notou ainda que o brilho persistia mesmo quando a
ampola (tubo) era recoberta com papel preto e que a
intensidade do brilho aumentava à medida que se
aproximava o tubo do cartão. Este cartão possuía em
sua superfície uma substância fosforescente (platino
cianeto de bário). Roentgen concluiu que o
aparecimento do brilho era devido a uma radiação que
saia da ampola e que também atravessava o papel
preto. A esta radiação desconhecida, mas de existência
comprovada, Roentgen deu o nome de raios-X,
posteriormente conhecido também por raios
Roentgen.
OS RAIOS X

•Roentgen constatou também que estes
estranhos raios podiam atravessar
materiais densos, em um desses
resultados ele pode visualizar os ossos
da mão de sua mulher.
•A primeira radiografia foi realizada em22
de dezembro de 1895. Neste dia,
Roentgen pôs a mão esquerda de sua
esposa Anna Bertha Roentgen no chassi,
com filme fotográfico, fazendo incidir a
radiação oriunda do tubo por cerca de
15 minutos.

O TUBO DE RAIOS X
•É montado dentro de uma calota
protetora de metal forrada com
chumbo, projetada para evitar
exposição à radiação fora do feixe
útil e possíveis choques elétricos.
•Os raios-X produzidos dentro do
tubo, são emitidos em todas as
direções (feixe divergente).
•Os raios-X utilizados em exames são
emitidos através de uma janela (feixe
útil ou primário).

CATODO
•a) Filamento Catódico
•Tem forma de espiral, construído em tungstênio e
medindo cerca de 2mm de diâmetro, e 1 ou 2 cm de
comprimento. Através dele são produzidos os elétrons,
quando uma corrente atravessa o filamento.
•A ionização nos átomos de tungstênio ocorre devida ao
calor gerado e os elétrons são emitidos. O tungstênio é
utilizado porque possui um alto ponto de fusão,
suportando altas temperaturas (cerca de 3.400 °C).
• Normalmente os filamentos de tungstênio são acrescidos
de 1 a 2% de tório, que aumenta eficientemente a
emissão termiônica e prolonga a vida útil do tubo.
•É o pólo (ou eletrodo) negativo do tubo de raios-X.
•Dividindo-se em duas partes:
•Filamento catódico e capa focalizadora ou copo de foco (cilindro de Welmelt).

•b) Capa Focalizadora ou Copo de Foco
•Sabe-se que os elétrons são carregados
negativamente havendo uma repulsão
entre eles. Ao serem acelerados na
direção do anodo, ocorre uma perda,
devido à dispersão dos mesmos. Para
evitar esse efeito, o filamento do catodo
é envolvido por uma capa carregada
negativamente, mantendo os elétrons
unidos em volta do filamento e
concentrando os elétrons emitidos em
uma área menor do anodo.

•c) Foco Duplo
•A maioria dos aparelhos de raios-X diagnóstico
possui dois filamentos focais, um pequeno e
um grande. A escolha de um ou outro é feita
no seletor de mA, no painel de controle.
•Ambos os filamentos estão inseridos no copo
de foco. O foco menor e associado ao menor
filamento e o maior, ao outro.
•O foco menor ou foco fino (2), permite maior
resolução da imagem, mas também, tem
limitado a sua capacidade de carga ficando
limitado as menores cargas . O foco maior ou
foco grosso (1), permite maior carga, mas em
compensação, tem uma imagem de menor
resolução.

ANODO
•É o eletrodo ou pólo positivo do tubo de raios-X.
•Existem dois tipos de anodo: anodo fixo e anodo rotatório (ou
giratório).
•O anodo recebe os elétrons emitidos pelo catodo. Além de ser um
bom condutor elétrico, o anodo é também um bom condutor
térmico. Quando os elétrons se chocam contra o anodo, grande parte
de suas energias cinéticas são transformadas em calor. Este calor deve
ser conduzido para fora rapidamente, para não derreter o anodo.
•O material mais usado no anodo é tungstênio em base de cobre por
ser adequado na dissipação do calor.

a) Anodo fixo
•É encontrado normalmente em tubos onde não é utilizada corrente
alta, como aparelhos de raios- X dentários, unidades portáteis ou
unidades de mamografia.

b) Anodo giratório ou rotatório
•A maioria dos tubos de raios-X
utiliza este, devido a sua
capacidade de resistir a uma
maior intensidade de corrente
em tempo mais curto, e com
isso, produzir feixes mais
intensos.

AMPOLA DE ENCAPSULAMENTO
•É um recipiente hermeticamente fechado que serve de blindagem,
isolante elétrico e de suporte estrutural para o anodo e catodo. Ajuda
na refrigeração da ampola. O sistema de encapsulamento serve para
manter o vácuo no interior do tubo. A presença de ar dentro do tubo
é indesejável, pois, além de interferir na produção de raios X,
permitiria que eletricidade percorresse o tubo, na forma de pequenos
raios e centelhas, danificando o sistema.

PRODUÇÃO DE RAIOS X
•De um modo geral os Raios X são produzidos quando elétrons
(partículas elementares de carga negativa) em alta velocidade
colidem violentamente contra alvos metálicos.
•No tubo de Raios X os elétrons obtêm alta velocidade devido a alta
tensão aplicada entre o anodo (eletrodo positivo) e o catodo
(eletrodo negativo).
•Os elétrons que atingem o alvo (anodo) interagem com sua estrutura
atômica, transferindo suas energias cinéticas para os átomos da
estrutura atômica do alvo. Os elétrons interagem com qualquer
elétron orbital ou núcleo dos átomos do anodo. As interações
resultam na conversão de energia cinética em energia
eletromagnética (calor, cerca de 99% e Raios X, cerca de 1%)

1. O filamento catódico é aquecido devido à passagem de uma corrente elétrica
(corrente de filamento – mA) de uma fonte de baixa voltagem, controlada por um
seletor de mA. Aumentando-se o mA, maior será a corrente, elevando a temperatura e
produzindo mais elétrons por efeito termiônico, criando uma nuvem negativa (nuvem
catódica) em torno do catodo.

2. A aplicação de uma diferença de potencial elevada (tensão ou campo elétrico) (kV) ao
conjunto catodo-anodo, acelera os elétrons da nuvem catódica em direção ao anodo.
3. Os elétrons com grande velocidade (e Energia Cinética) “colidem” com o anodo, no
ponto de foco ou na pista focal, causando um desarranjo na estrutura atômica do
objetivo, produzindo Raios X e calor.

ELEMENTOS DE UM CONJUNTO GERADOR DE
RAIOS X
•a) Transformador que recebe 110/220V e fornece ao filamento
aproximadamente 10V e ao conjunto catodo-anodo uma tensão variável
entre 40kV e 150kV (ou mais).
•b) Painel de controle que possuem os controles
•b.1) Liga/desliga;
•b.2) Seletor de kV;
•b.3) Seletor de mA;
•b.4) Seletor de mAs
•c) Ampola.
•d) Mesa para o paciente

CONTAMINAÇÃO E IRRADIAÇÃO
•A contaminação é a
presença de um
material indesejável
em determinado local.
•A irradiação é a
exposição de um
objeto ou de um corpo
à radiação. É possível
haver irradiação sem
existir contaminação.

•Contudo, é necessário ter cuidado: a mesma radiação
ionizante que utilizamos para o bem pode fazer mal para a
saúde, se não for utilizada com responsabilidade e
supervisão adequada.
•Porque, ao ionizar os átomos e as moléculas, os raios x
podem causar danos ou alterações no material genético do
indivíduo.
•Os efeitos biológicos das radiações ionizantes podem ser de
curto, médio e longo prazo, podendo se estender até o DNA
de descendentes e gerações futuras. Por isso, quem
trabalha com radiação ionizante precisa de proteção
radiológica.

•O maior problema dos riscos relacionados aos
profissionais da área é que eles são silenciosos e os
efeitos podem começar a surgir depois de anos. Este é
o principal motivo pelo qual o uso correto de EPIs para
a Radiologia torna-se indispensável.
•Não é a toa que estes profissionais tenham uma
jornada de trabalho reduzida e também o direito ao
adicional de insalubridade/periculosidade aos seus
salários, sejam eles da área da Medicina, Engenharia
ou até mesmo Indústria de alimentos.
EFEITOS BIOLÓGICOS DA RADIAÇÃO

EFEITOS BIOLÓGICOS DAS RADIAÇÕES
IONIZANTES
•O nosso organismo é formado por moléculas, tais como água, proteínas, lipídios,
DNA, RNA, glicose, etc., e elas são formadas por átomos, tais como carbono,
hidrogênio, oxigênio e nitrogênio. Nós vimos, no capítulo anterior, que a
interação da radiação com a matéria acontece com o átomo, podendo interagir
com o seu núcleo atômico ou com os seus elétrons. Desta forma, quando um
indivíduo é irradiado, ou seja, quando a radiação atravessa o seu corpo, os
elétrons que serão arrancados pela radiação fazem parte dos átomos do seu
organismo.
•Um aspecto importante que devemos levar em consideração é o fato de a
radiação atravessar o nosso corpo e não sentimos absolutamente nada. Ninguém
sente dor ao fazer uma radiografia. A ausência de dor não significa que a radiação
é inofensiva e que não produz efeito biológico. Quando um ser vivo é irradiado,
recebe energia da radiação. Os átomos do corpo irradiado absorvem essa energia
e dá-se início a uma série de eventos físicos, químicos e biológicos

EFEITOS BIOLÓGICOS DA RADIAÇÃO
A CURTO PRAZO OU
AGUDO:
Náuseas
Perda de peso
Perda de apetite
Febre
Hemorragias
dispersas
Queda de cabelo
Forte diarreia
Morte.
A LONGO PRAZO OU TARDIO
(ESTOCÁSTICOS):
Genéticos: mutações nas células
reprodutoras.
Somáticos: aumento na incidência
do cancro, anormalidade no
desenvolvimento do embrião.

•O mecanismo de interação da radiação com a célula pode ser
de dois tipos:
•1) DO TIPO DIRETO: no qual a radiação interage diretamente
com alguma molécula vital do nosso organismo tal como o
DNA, proteína ou
•2) DO TIPO INDIRETO: no qual a radiação interage com a
molécula da água promovendo a formação de radicais livres
e estes, por sua vez, afetam o DNA ou proteínas.

Tempo de latência
•O tempo de latência é o tempo de decorre entre a exposição
à radiação e o aparecimento visível dos danos biológicos.
Este tempo depende da dose de radiação recebida, ou seja,
quanto maior a dose de exposição menor será o tempo de
latência. Imagine uma situação em que o indivíduo entrou
em contato com uma fonte radioativa e depois de 5 dias
apresentou vômitos e diarréia severos. Qual é o tempo de
latência? Cinco dias.

•Baseado no tempo de latência os efeitos das radiações são classificados em
agudos ou tardios (crônicos).
•EFEITO AGUDO - apresenta um tempo de latência curto. Geralmente, os
efeitos aparecem com um tempo de latência de 2 meses. Podem aparecer
em decorrência de uma exposição a uma dose alta de radiação em um
intervalo de tempo muito curto.
•EFEITO TARDIO OU CRÔNICO – são considerados tardios os efeitos que se
manifestam no indivíduo após 3 meses da exposição à radiação. Podem
aparecer decorrente de uma exposição de dose baixas por um longo tempo
(Ex. radiologista, que recebe doses baixas de radiação diariamente no seu
trabalho durante muitos anos) ou podem aparecer decorrente de uma
dose alta com um tempo de exposição pequeno (Ex. indivíduo envolvido
em um acidente radioativo, recebeu uma alta dose de radiação, sobreviveu
aos efeitos agudos, mas manifestou um efeito crônico após meses ou anos
da exposição).

Reversibilidade
•Nós vimos que o nosso organismo tem mecanismos de
defesa contra a radiação. Este mecanismo consiste,
principalmente, na remoção e neutralização dos íons e
radicais livres formados pela radiação. Desta forma, os
efeitos biológicos podem ser reversíveis.

Dose limiar
•Certos efeitos biológicos somente se manifestam se o indivíduo
receber uma dose de radiação acima de um valor determinado, acima
de um limiar. Por exemplo, para um indivíduo apresentar vômitos e
diarréia é necessário que ele se exponha a uma dose de 6 Sv de
radiação. Para este tipo de efeito (vômitos e diarréia) existe um limiar
de dose já conhecido para o efeito se manifestar. Existem alguns
efeitos biológicos provocados pela radiação que não apresentam dose
limiar.
•Para termos uma noção da dose equivalente, a Comissão
Internacional de Proteção Radiológica estabeleceu que o limite
máximo permissível para os indivíduos do público é de 1 mSv ao ano.

•DOSE ABSORVIDA: É a quantidade de energia depositada pela
radiação em uma massa. A massa pode ser qualquer coisa: àgua,
rocha, ar, pessoas, etc. a dose absorvida é expressa em miligrays
(mGy).
•DOSE EQUIVALENTE: A dose equivalente é calculada para órgãos
individuais. Baseia-se na dose absorvida por um órgão, ajustada para
levar em conta a eficácia do tipo de radiação.
•DOSE EFETIVA: É calculada para todo o corpo. É a adoção de doses
equivalentes a todos os órgãos, cada uma ajustada para levar em
conta a sensibilidade do órgão à radiação. Ela soma qualquer número
de exposições diferentes em um único número que reflete, de forma
geral, o risco total.

•A dose de radiação absorvida é a energia total absorvida por unidade
de massa. No SI (Sistema Internacional) a unidade para dose de
radiação absorvida é o Gray (Gy) e corresponde à absorção de um
Joule por quilograma de tecido vivo atingido.

Transmissibilidade - efeitos somáticos e efeitos
hereditários.
•Os somáticos são os efeitos que ocorrem em células somáticas (não
reprodutoras) e se manifestam no indivíduo irradiado não sendo possível
ser transmissível aos descendentes. Por exemplo, uma queimadura na mão
pela radiação que evoluiu para uma necrose seguida de amputação do
membro. Apenas o indivíduo que foi irradiado é que sofreu os efeitos da
radiação. Este efeito somático jamais será observado nos seus
descendentes.
•O efeito só é transmissível ou hereditário aos descendentes, ou seja, passa
de geração a geração, quando as células sexuais (óvulo ou espermatozóide)
forem irradiadas e usadas na concepção. Estes efeitos são chamados de
hereditários. A maior parte das alterações causadas pela radiação é
somático, ou seja, não é transmissível. Isto se deve ao fato do nosso
organismo ser formado por um número bem maior de células somáticas
quando comparado às células sexuais.

EFEITOS ESTOCÁSTICOS E DERTEMINÍSTICOS.
•Os EFEITOS ESTOCÁSTICOS são efeitos que se manifestam no
indivíduo irradiado e não apresentam dose limiar.
•Qualquer dose de radiação, mesmo muito pequena, pode resultar em
efeito estocástico. Entretanto, quanto maior a dose maior a
probabilidade de ocorrência.
•O aumento da dose somente aumenta a probabilidade e não a
severidade do dano.
•Causam uma alteração aleatória no DNA de uma única célula que,
continua a reproduzir-se.
•Levam a transformação celular.
•Efeitos hereditários são estocásticos.

•Os EFEITOS DETERMINÍSTICOS são efeitos que só se manifestam no indivíduo
irradiado acima de um determinado limiar de dose. Desta forma, a dose deve
exceder um valor mínimo para que os efeitos sejam observados. (A
intensidade da resposta aumenta com o aumento da dose.
•Levam a morte celular.
•Probabilidade de ocorrência e
a severidade do dano estão
diretamente relacionadas com
o aumento da dose.
•As alterações são somáticas.
•Efeito determinístico: uma vez
que o limiar de dose que as
células do tecido suportam, foi
ultrapassado

SÍNDROME AGUDA DA RADIAÇÃO
•A síndrome aguda da radiação caracteriza-se por um conjunto de sinais e
sintomas apresentados pelo paciente que recebeu uma dose elevada de
radiação em um curto intervalo de tempo. Como a dose recebida foi
elevada, o indivíduo apresentará efeitos agudos que são aqueles que se
manifestam em um período de latência de horas ou dias.
•Segundo Conde-Garcia (1998) a gravidade da síndrome aguda da radiação
depende da dose de radiação recebida, da extensão da área irradiada, do
órgão irradiado, da resposta biológica do indivíduo e da presença ou não
de fatores radiossensibilizadores.
•A síndrome aguda das radiações apresenta as formas hematopoética,
gastrointestinal e cerebral e só é observada em doses elevadas de radiação
ou em caso de um acidente envolvendo material radioativo.

Existe uma norma
Regulamentadora dedicada
só a essa parte de proteção.
É a NR-06 e ela diz respeito
ao EPI – Equipamento de
Proteção Individual.
A NR-06 estabelece que
toda empresa é obrigada a
fornecer gratuitamente o
EPI completo aos seus
trabalhadores.

•O objetivo do EPI é garantir a saúde, a integridade física e a
segurança do trabalhador. O EPI deve ser aprovado pelo
órgão nacional competente e estar de acordo com o risco
que o profissional se submete.
•O uso do EPI é obrigatório e fica a cargo do empregador
orientar e treinar o funcionário para a conservação,
armazenamento e uso correto do equipamento.
•Cada atividade requer um EPI específico.

EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO
•Cada especialidade exige Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)
de acordo com a nocividade dos procedimentos que são realizados
cotidianamente. De maneira geral, os principais EPIs para a área da
Radiologia são:
•1. Avental;
•2. Óculos;
•3. Luvas;
•4. Protetor de tireoide;
•5. Biombo.

DOSIMETRIA
•O dosímetro é um dispositivo que
deve ser usado na altura do tórax,
por fora do avental.
•Serve para medir a exposição de um
indivíduo à radiação durante um
período de tempo.
•Mensalmente, o equipamento deve
ser enviado para leitura e, caso as
doses constatadas estejam acima do
limite permitido, o profissional deve
ser afastado, até o restabelecimento
dos índices normais.

SUPERVISÃO PROFISSIONAL
•Além de disponibilizar dosímetros e EPIs adequados, cada
departamento de Radiologia deve ter um Supervisor das Aplicações
das Técnicas Radiológicas (SATR), que é responsável por:
•1. Supervisionar e orientar a aplicação das técnicas radiológicas, para
garantir a eficiência dos procedimentos, o bom funcionamento do
serviço e para assegurar a proteção radiológica de profissionais e de
pacientes;
•2. Atuar na área de saúde de forma interdisciplinar e
multiprofissional, estabelecendo interfaces com os demais
profissionais, seguindo princípios éticos e de segurança;

•3. Coordenar, supervisionar e gerenciar equipes e processos de trabalho
nos serviços de radiologia e diagnóstico por imagem;
•4. Conferir as escalas de trabalho, para verificar o cumprimento da jornada
especial e para checar se o número de profissionais é suficiente para a
operação do serviço;
•5. Acompanhar permanentemente as condições dos equipamentos de
trabalho e dos equipamentos de proteção radiológica;
•6. Analisar o relatório mensal de dosimetria e tomar providências cabíveis
em caso de irregularidades ou de anormalidades que coloquem em risco a
vida das pessoas;
•7. Supervisionar o estágio dos alunos que são aprendizes no
departamento;
•8. Verificar as condições dos materiais e do espaço físico
permanentemente;
•9. Orientar e cobrar o uso correto da proteção radiológica.

PRINCÍPIOS DA PROTEÇÃO RADIOLÓGICA
•1. JUSTIFICAÇÃO: nenhuma prática deve ser autorizada, a menos que produza
suficiente benefício para o indivíduo exposto ou para a sociedade, de modo a
compensar os efeitos deletérios que possam ser causados pela exposição às
radiações ionizantes;
•2. OTIMIZAÇÃO: dentro de uma prática, o valor das doses individuais, o número
de pessoas expostas e a probabilidade da ocorrência de exposições devem ser
mantidas nos níveis mais baixos possíveis, considerando os fatores econômicos e
sociais. É o que chamamos de Princípio ALARA (As Low As Reasonably
Achievable), que em bom português significa tão baixo quanto razoavelmente
exequível;
•3. LIMITAÇÃO DA DOSE: as doses individuais de trabalhadores e indivíduos do
público não podem ultrapassar os limites primários de doses anuais estabelecidos
pela órgãos governamentais;
•4. PREVENÇÃO DE ACIDENTES: os profissionais devem minimizar a probabilidade
de ocorrência de acidentes e implementar as ações estratégicas para minimizar
exposições acidentais.

OBJETIVOS DA PROTEÇÃO RADIOLÓGICA
•1. Proteger o homem e o meio ambiente dos efeitos nocivos
das radiações ionizantes e das substâncias radioativas;
•2. Promover um padrão de proteção adequado, aos
indivíduos e à humanidade como um todo, dos malefícios
causados pela exposição à radiação ionizante e possibilitar
que as pessoas possam desfrutar dos benefícios que podem
advir do uso da energia atômica;
•3. Prevenção ou diminuição dos efeitos somáticos das
radiações e redução da deterioração genética das
populações.

CUIDADOS DE PROTEÇÃO RADIOLÓGICA
•No exercício da profissão, o trabalhador e
a trabalhadora devem aplicar três
princípios básicos em todas as operações:
•1. O tempo de exposição está diretamente
relacionado com a exposição às radiações.
Quanto menor o tempo, menor a dose. Se
o tempo for dobrado, a exposição é
dobrada. Portanto, permaneça perto das
fontes o menor tempo possível;

2. A distância entre a fonte e o
sujeito é determinante para o nível
de exposição à radiação. O dobro da
distância significa reduzir a
exposição a 1/4. Portanto, fique o
mais longe possível das fontes;

•3. A blindagem é
determinante para reduzir
ainda mais as doses de
exposições. Use os
equipamentos de proteção e
fique atrás do biombo
durante os exames.

LIMITAÇÃO DE DOSES
•A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) estabeleceu os
limites de dose anuais, tanto para trabalhadores quanto para
indivíduos do público, por meio da norma CNEN-NE 3.01, conforme
valores abaixo discriminados:

EVOLUÇÃO DOS LIMITES ANUAIS DE DOSE
EQUIVALENTE
•1924: 2.520 mSv
•1935: 360 mSv
•1946: 150 mSv
•1956: 50 mSv
•1990: 20 mSv
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