Resumo Fordismo Toytismo e Volvismo

CADUCOC1 3,477 views 6 slides Apr 21, 2017
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FORDISMO E TOYOTISMO


Slide Content

 
RESUMO DE GEOGRAFIA 
PROF. CADU 
FIQUEM ATENTOS 
 
 
Fordismo: a organização como máquina  
Toyotismo: a organização como organismo 
Volvismo :  A organização como cérebro 
  
A Organização como  Máquina 
A mecanização do trabalho trouxe uma grande transformação aos métodos de 
produção,  não  só  em  termos  quantitativos  e  qualitativos,  mas  também  uma 
mudança  estrutural,  que  consistiu  na  superação  do  conceito  de  organização 
como  associações humanas objetivando a realização predeterminada de algo, 
para  que  estas  se  transformassem  em  fins  em  si  mesmas.  Por  exemplo:  o 
objetivo  da  Empresa  X,  montadora  de  automóveis,  deixa  de    ser  montar 
automóveis, para ser a  busca do lucro máximo que essa atividade pode lhe 
trazer. 
O  homem  passa  então  a  ser  usado  como  acessório  da  máquina,  devendo 
assim,  obedecer  o  ritmo  daquela,  com  horários  rígidos,  mecanização  da 
atividade e controle rígido.  
Esse  processo    trouxe  sérias  conseqüências  não  só  à  produtividade,  que 
aumentou enormemente, mas à toda sociedade em si. 
Mesmo  dentro  das  empresas  ela  não  restringiu-se  à  linha  de  produção, 
chegando também à administração, em forma de burocratização: divisão rígida 
de tarefas, supervisão hierárquica e regras e regulamentos detalhados. 
  
A Teoria Clássica 
Os  preceitos  gerais  da  Teoria  Clássica  (também  chamada  Administração 
Científica) são: 
-  Trabalhadores são motivados pela recompensa monetária 
-  Divisão de trabalho  detalhada 
-  Hierarquia de autoridade, com definição clara de responsabilidade 

 
RESUMO DE GEOGRAFIA 
PROF. CADU 
FIQUEM ATENTOS 
 
Dentro  dela,  o  engenheiro  Frederick  Taylor  desenvolveu    uma  série  de 
princípios, objetivando separar o trabalho mental do trabalho físico, que foram 
reunidos  numa  “Teoria  da  Motivação”.  Com  ela,  procurava-se  explorar  ao 
máximo o trabalho humano, buscando o limite da fadiga.  
 
Características Gerais do Fordismo 
Ford  conseguiu  reduzir  drasticamente  os  custos  e  melhorar  radicalmente  a 
qualidade, numa época em que o volume de produção era baixo e aumentos 
quantitativos não reduziam esses custos. 
O  conceito  chave  da  produção  em  massa  era  na  verdad e,  a 
intercambiabilidade  de  partes,  que  reduziu  o  ciclo de  tarefas  radicalmente, 
sendo melhorado pela linha contínua. Reduziu-se o esforço humano e facilitou-
se a operação e manutenção dos carros. 
O trabalhador na linha de montagem tinha apenas uma tarefa, o que tendia a 
uma  desabilitação  total  do  mesmo.  As  decisões  era  centralizadas  e  seu 
sistema  completamente  inflexível.  Outras  conseqüências  negativas  eram  : 
imobilidade e  lentidão  para associar mudanças  sócio-culturais  e econômicas, 
que  têm  ocorrido  cada  vez  mais  rápido;  alienação  o trabalhador  que  resulta 
numa falta geral de autocontrole; não-interação com o meio-ambiente, limitação 
da  capacidade  humana,  individualidade  combinada  à  competitividade,  que 
podem trazer conseqüências negativas à produtividade. 
Ainda hoje são estudadas as causa do declínio do sistema fordista. Algumas 
são facilmente identificáveis como a crise do petróleo, e os defeitos do próprio 
sistema. Mas quais foram as condições externas que fizeram com que esses 
problemas  viessem  à  tona?  Alguns  deles  são:  a  falta  de  políticas  industriais 
melhores, o declínio na qualidade de educação, o fenômeno do capitalismo de 
papel e os movimentos sociais em geral.  
 
Organizações como organismos 
A evolução da produção trouxe a percepção de que era preciso enfocar o lado 
humano  da  produção.  Teorias  como  a  dos  Sistemas,  a da  Contingência  e  a 
Estruturalista  tratam  de  novas  idéias,  que  acabaram  por  priorizar  diferentes 
dimensões  dentro  da  produção,  como  a  compreensão  das  relações 
organização-meio,  sobrevivência  como  objetivo  central,  importância  da 
inovação  e  acima  de  tudo,  busca  de  harmonia  entre  estratégia,  estrutura, 

 
RESUMO DE GEOGRAFIA 
PROF. CADU 
FIQUEM ATENTOS 
 
tecnologia  e  dimensões  humanas.  Surgem  ainda  as  idéias  de  Recursos 
Humanos e a  Teoria das Relações Sociais, que davam um novo enfoque ao 
trabalhador  em  si  e  seu  papel  na  produção  enquanto ser  humano,  não 
máquina. 
Coloca-se  em  análise  a  dicotomia  competição  –  colaboração.  A  primeira, 
focalizando a sobrevivência do mais apto, na verdade significa uma “ameaça à 
gerenciabilidade do mundo social” (de acordo com o próprio autor), enquanto a 
segunda proporciona uma cooperação em busca de resultados melhores, uma 
associação de esforços e interesses que traz melhores resultados à todos. 
  
O Toyotismo 
Sua  principal característica  é a  flexibilização. Ao analisar o sistema fordista e 
criar  seu  próprio,  os  japoneses  tiveram  de  superar vários  obstáculos  para 
poderem  competir  em  larga  escala,  como  por  exemplo:  seu  mercado 
doméstico,  sua  mão  de  obra  que  não  se  adaptaria  ao esquema  taylorista,  a 
busca por tecnologia e a dificuldade de exportar.  
Eles desenvolveram assim uma série de inovações técnicas, que acabaram por 
facilitar  a  modificação  de  características  de  seus produtos  e 
conseqüentemente, facilitavam o reparo de defeitos.  
Em  conseqüência  de  uma  demissão  me  massa  após  a  Segunda  Guerra, 
desenvolveu-se  em  suas  fábricas  uma  particularidade  também  na  relação 
capital  –  trabalho,  acabando  por  tornar-se  característica  do  sistema  japonês: 
emprego  vitalício,  promoções  por  critérios  de  antigüidade  e  participação  nos 
lucros.  A  partir  desta  mão-de-obra  diferenciada  foram  realizadas  diversas 
tarefas. 
A primeira foi reunir vários trabalhadores em torno de um só líder, dando-lhes 
responsabilidades  sobre  diversas  tarefas;  então  passam  a  ser  mercados 
diversos encontros para discussão de melhorias no processo de produção.  
Os operários são habilitados para agir em caso de detecção de problemas na 
linha  de  montagem,  fazendo  com  que  a  quantidade  de defeitos  caísse 
bastante. O sistema Just-in-Time reduz os estoques, obrigando cada membro a 
antecipar os problemas e evitar que eles ocorram.  
O  sistema  tem  por  pontos  fortes  captar  as  necessidades  do  mercado 
consumidor e adaptar-se às mudanças tecnológicas. O sistema de vendas cria 

 
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FIQUEM ATENTOS 
 
com  os  fornecedores    uma  relação  de  longo  termo,  numa  cadeia  produtiva, 
funcional e ágil. 
Porém os mesmos problemas que atacaram o sistema fordista-taylorista está 
atacando o sistema toyotista. Mas é difícil prever suas conseqüências, pois o 
sistema é bastante particular do meio em que foi implantado; é difícil separá-las 
do “quadro mais amplo que as gerou e as sustenta”. 
O modo de produção é então compararado com o feudalismo, em que a base 
da pirâmide, constituída por milhares de pequenas empresas e empregando a 
maior  parte  da  mão-de-obra  existente,  faz  o  papel  do  servo,  continuamente 
submetido a pressões para redução de custos, trabalhando com margens de 
lucro insuficientes e praticamente impedido de abandonar seu clã.  
E  graves  problemas  têm  surgido,  sendo  o  mais  estrutural  queda  relativa  do 
padrão  de  devoção  dos  empregados  às  empresas,  conseqüência    talvez  de 
mudanças  culturais  e  comportamentais,  surgindo  uma nova  atitude  e 
expectativa em relação à vida e ao trabalho. 
 
Conclusão 
Uma  visão  mais  ampla  sustenta  que  o  toyotismo  seria  nada  mais  que  uma 
evolução  do  fordismo,  e  que  esse  sistema  estaria  exposto  às  mesmas 
contradições de seu antecessor.  
 
O  conjunto  de  contradições  internas  seria  potencializado  pelas  mudanças 
sociais, enfraquecendo a flexibilidade e adaptabilidade do sistema, seus dois 
trunfos competitivos em relação ao sistema fordista.  
 
A Organização como Cérebro 
Sumariamente,  aqui  o  processo  de  produção  é  visto  como  um  processo  de 
informação,  com  capacidade  de  auto-regulação,  onde os  membros  tem  um 
acesso  muito  maior  à  totalidade  do  processo  produtivo,  que  entre  outras 
conseqüências,  tem:  descentralização  das  decisões, dando  mais  autonomia 
aos  componentes do processo e  inserindo mais  o operário  (  o  que  dá  muito 
mais  flexibilidade  ao  sistema,  ao  aumentar  a  conexão  e  capacidade  dos 
diversos setores) e aumenta a capacidade de inovação .  

 
RESUMO DE GEOGRAFIA 
PROF. CADU 
FIQUEM ATENTOS 
 
E  é  por  causa  dessa  habilidade  de  se  auto  renovar  é  que  o  sistema  é  visto 
como  um  cérebro,  em  que  cada  neurônio  é  conectado  aos  outros,  tendo 
funções específicas e com grande possibilidade de intercambiabilidade. Além 
disso,  o  grau  de  conexão  entre  os  diversos  centros de  controle  é  altíssimo, 
gerando  uma  habilidade  extra  em  movimentos  complicados  e  a 
descentralização  de  controle  e  execução  gera  o  que o  autor  chama  de 
intersubstituição e independência simultânea. Os procedimentos são bastantes 
simples e as especificações, mínimas. 
O Volvismo      
Em linhas gerais, a indústria sueca é caracterizada endogenamente altíssimo 
grau de informatização e automação e exogenamente pela forte presença dos 
sindicatos  trabalhistas  e  mão-de-obra  altamente  qualificada.  No  caso  das 
fábricas da Volvo, é ainda marcada por um alto grau de experimentalismo, sem 
o qual talvez não fosse possível ter introduzido tantas mudanças. 
O Volvismo surgiu como resultado de várias inovações conjuntamente postas 
em prática, com a particularidade da participação constante dos trabalhadores. 
A  exigências  do  mercado  competitivo  forjaram  melhorias,  mas  o  que  fez  a 
diferença  no  caso  da  Volvo  foi  claramente  características  particulares  da 
sociedade  sueca.  Além  dos  sindicatos  fortes,  o  alto  grau  de  automação  das 
fábricas no país faz com que desde há tempos os jovens rejeitem serem vistos 
como “acessórios das máquinas”, como no taylorismo o seriam.  
 
Isso  gerou  mudanças  estruturais:  nessa  linha,  o  operário  tem  um  papel 
completamente  diferente  daquele  que  tem  no  fordismo,  e  ainda  mais 
importante  que  no  toyotismo:  aqui  é  ele  quem  dita  o  ritmo  das  máquinas, 
conhece todas as etapas da produção, é constantemente reciclado e participa, 
através  do  sindicatos,  de  decisões  no  processo  de  montagem  da  planta  da 
fábrica ( o que o compromete ainda mais com o sucesso de novos projetos).  
Conclusão 
As tendências apontadas pelo autor para o sistemas do futuro são: estruturas 
mais  simples,  menos  níveis  hierárquicos  e  alta  flexibilização  .  Mais  do  que 
melhorias  na  produtividade  e  melhor  gerenciamento, essa  nova  visão  gera 
novas  estruturas  do  trabalho,  com  conseqüências  já citadas,  como:  maior 
inserção  do  trabalhador  na  totalidade  do  processo,   caracterização  da  vida 
social do operário não mais num meio excessivamente competitivo, e sim de 
cooperação, entre outras. 

 
RESUMO DE GEOGRAFIA 
PROF. CADU 
FIQUEM ATENTOS 
 
Desde séculos atrás as sociedades são caracterizadas pelos seus modos de 
produção,  e  estudamos  o  intercâmbio  entre  as  particularidades  de  cada 
civilização, as nuances sociais e ecológicas, étnicas etc., que faziam com que 
elas plantassem de uma forma ou de outra, numa época do ano determinada, e 
assim os modos de produção evoluíam e se modificavam ao longo do tempo. 
O conjunto dessas mudanças, quando generalizado e aperfeiçoado se refletem 
em mudanças na sociedade, que são, ao mesmo tempo, resultado e condição 
da  renovação  dos  sistemas  de  produção.  Ou  seja,  uma  nova  forma  de  se 
encarar  o  trabalhador  é  uma  nova  forma  de  se  encarar  o  homem  como 
elemento  social  e  vice  versa,  restando-  nos  refletir  o  quão  profundas  e 
definitivas são essas inovações  
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