EXPLORANDO A TRILHA ......................................•
A Filosofia nasce do espanto
Aristóteles (384 a.C. - 322 a.C.), filósofo da Grécia Antiga nascido em Estagira,
foi quem afirmou que a filosofia nasce do assombro, isto é, da capacidade
humana de se espantar, de se impressionar com as ocorrências do mundo.
Vejamos um trecho do que o autor diz:
[…] De fato, os homens começaram a filosofar, agora como na origem, por causa
da admiração, na medida em que, inicialmente, ficavam perplexos diante das
dificuldades mais simples; em seguida, progredindo pouco a pouco, chegaram a
enfrentar problemas sempre maiores, por exemplo, os problemas relativos aos
fenômenos da lua e os do Sol e dos astros, ou os problemas relativos à geração
de todo o universo. […] De modo que, se os homens filosofaram para libertar-se
da ignorância é evidente que buscavam o conhecimento unicamente em vista do
saber e não meramente por alguma utilidade prática.
(ARISTÓTELES. Metafisica. São Paulo, Loyola, 2002, p. 12-13)
FILOSOFIA
Junto com o pensador Aristóteles, podemos entender que a filosofia advém
de um movimento mental chamado de atitude reflexiva e ela seria, em último
caso, a atitude filosófica por excelência. Contudo, também nos diz o autor que a
atitude reflexiva inaugurada pela filosofia não se esgota em qualquer utilidade
prática. Ao contrário, podemos dizer que essa forma de reflexão é radical, isto
é, busca ir às raízes dos problemas. E também é sistemática, isto é, ela é
contínua e busca organizar o pensamento, já que toda dúvida pode gerar um
novo conhecimento e desse conhecimento aparecerão novas dúvidas.
Filosofia e Senso-Comum
Figura 4. Tira de Bicudo, o Pombo
Fonte:Veras, Nelson. (1987)
Você já parou para pensar o quanto nós nos deixamos levar por ideias, valores
e visões de mundo recebidos de nossa convivência social? Esse conhecimento
passado de geração em geração, enraizados na experiência, que herdamos em
nossa vida social ficou conhecido como senso-comum.
E Antônio Gramsci (1891-1937), filósofo italiano, pensou muito acerca da relação
entre o senso comum e a filosofia. Sua primeira constatação é que o senso-