Aula História e Geografia de Rondônia

LIECEEJA 18,147 views 128 slides Sep 07, 2018
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PDF história e geografia de RO.


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Considerada durante
muitotempocomouma
regiãomarcada porum
grandevaziodemográfico
e sub-povoada, a
Amazônia sempre foio
“lar” de inúmeras
sociedadesindígenasque
habitaram aregiãohá
milharesdeanosenela
desenvolveram
importantesculturasque
sómuitorecentemente
começam aserestudadas
atravésdosesforçosde
modernos arqueólogos,
historiadores e
antropólogos.
AS POPULAÇÕES INDÍGENAS.

A Pré-História da
Amazônia nos revela a
existência de
sociedades
avançadas, formada
por aldeias compostas
por milhares de
indivíduos e com
culturas sofisticadas,
capazes de produzir
excedentes
econômicos que
seriam
comercializados com
as populações que
viveram no altiplano e
na Cordilheira dos
Andes.

Osrelatosdosprimeirosviajantesquepercorreram ovale do
Amazonas,aindanoséculoXVI,falamdesociedadesimpressionantes
comoadosíndiosOmágua, Aruã,Tupinambá eTapajó.Nobaixo
Amazonas foramnotáveisaspopulações quedesenvolveram as
técnicasceramistasqueproduziramascerâmicasconhecidascomo
marajoara.
NoestadodeRondônia,ostrabalhosarqueológicoseetnológicos
evidenciamapresençamuitoantiga,datadademilharesdeanosde
diversasculturasameríndias,notadamente ligadasaospovosTupi.
Essaspopulações sempre foramdiversificadasepassaram por
grandesmudançasaolongodotempo.

DesdeaépocaemqueamaiorpartedaAmazônia pertenciaaos
estadosdoMaranhãoeGrão­Pará,oindígenafoiutilizadotambémna
empresadedominação.Comomateiros(conhecedores doterreno),
remeiros,flecheiros,participaramtambém dastropas,entradase
bandeirasquedevastaramaAmazôniaemtodosossentidosnoséculo
XVIII.
Na região dos rios
Madeira, Mamoré e
Guaporé e nos seus
afluentes, o
português encontrou
dois grupos de
indígenas: o primeiro
era formado por
populações antigas,
que ali residiam há
longo tempo, como
por exemplo os Mura,
os Tora e os
Matanawi.

Osegundogrupoéformadopelospovosqueparalámigraramem
fuga,diantedoavançodoseuropeusnolitoralbrasileirooudo
expansionismo territorialdenaçõesindígenasmaisfortes.
Desses povos que
migraram
possivelmente os
Tupi foram os
primeiros a atingir
a bacia do rio
Madeira. Estes
povos vinham
recuando de suas
povoações que até
o século XVI
estendiam-se da
foz do Amazonas
até o sul de São
Paulo.

O uso da mão-de-obra indígena pelos colonizadores
De maneira
intensiva o
indígena foi
utilizado como
mão de obra no
Madeira a partir do
século XVIII. Além
do extrativismo do
cacau, os
indígenas eram
indispensáveis
para a extração da
salsaparrilha,
banha de tartaruga
e óleo de copaíba,
nessa área
periférica.
a nação que mais ferozmente
reagiu ao avanço português na
área do Madeira no século XVIII
foi a dos Mura. O historiador
Vítor Leonardi afirma que essa
nação possuía, no século XVIII,
uma população de 40.000
pessoas que morava às
margens do Madeira, tendo
combatido o colonizador na
área compreendida entre esse
rio e o Tocantins.

No Vale do Guaporé
viveu uma ampla
gama de populações
indígenas, que
sempre despertou a
cobiça de
bandeirantes e
sertanistas que
percorriam as
imensidões dos
sertões brasileiros
em busca de
indígenas para serem
vendidos nos
mercados coloniais
de escravos.
Os indígenas do Vale do Guaporé.

Entreosgrupos preferidos
pelos sertanistas e
bandeirantes quecapturavam
indígenasparaavendano
mercadocolonialdeescravos
encontramos osBororoeos
Pareci,queeramconsiderados
demaiordocilidade,maisfácil
adaptação aos hábitos e
costumes da sociedade
colonial. Outros povos,
entretantoeramconhecidose
temidos por sua feroz
resistênciaaosavançosdos
colonizadoresedostraficantes
internosdeindígenasparaa
escravidão.Dentre esses
gruposqueviviamnacapitania
doMatoGrosso eCuiabá,
podemos destacar:osCabixi,
osCaiapóeosPaiaguá,que
habitavamovaledoParaguai.

Desde adécadade1750,ogovernadordoPará
FranciscoXavierMendonça Furtado(1700-1769)trouxe
ordensdogovernoportuguêsparainibireeliminara
escravizaçãodosíndios,dando-sepreferênciaàmão-de-
obraafricana.Nãosepodedizerquehouveuma
substituiçãodaescravidãoindígenapelaafricana,poisas
duasocorreramaomesmotempo.Oquesepercebeéque
naregiãoguaporeana, aocontráriodoMadeiraede
outrasáreasdaAmazônia;aescravidãodenegrostomou
umvultomuitomaior,fazendocomqueosnúmerosde
escravosindígenasfossempercentualmente mínimos.

Durante a expansão colonial pelos
vales do Guaporé e madeira, o
estado português planejou uma
política que tinha como objetivo o
aproveitamento da mão -de-obra
indígena, quer através da
escravização realizada pelos
sertanistas e bandeirantes, quer
pela via da catequese, realizada
pelos padres missionários. Ao
perceber o riscos da aliança entre
os indígenas do Guaporé e as
forças da vizinha colônia
espanhola, as autoridades
portuguesas eliminaram a s
práticas locais da escravidão
indígena e tentaram atrair as
populações residentes para sua
esfera de influência, armando-as
para lutar contra os inimigos
castelhanos.
Características das políticas governamentais
referentes aos povos indígenas

Entretanto, durante a
exploração da borracha as
forças do Estado Nacional do
Brasil adotaram políticas de
indiferença frente aos
massacres étnicos promovidos
pelos seringalistas, através dos
assassinatos das populações
indígenas residentes em áreas
de exploração da borracha, que
eram conhecidos como
“limpezas”. A eliminação dos
indígenas, considerados
selvagens, hostis e perigosos
foi considerada or grande parte
da sociedade nacional como
legitima e necessária ao
sucesso dos empreendimentos
extrativistas nas Amazônia.

Somente comoadventodoséculoXXasituação
começouaapresentaralgumastransformações.Com
acriaçãodoSPI(ServiçodeProteçãoaoíndio)em
1910,oEstadobrasileirocomeçou,deformamuito
tímidaadesenvolveralgumaspolíticascapazesde
asseguraralgumaproteçãoàspopulaçõesnativas.

Rondônia possui 21 Terras
indígenas, sendo 20
demarcadas e 01
interditada, ocupando
aproximadamente 20,15%
da superfície territorial do
estado o equivalente
4.807.290,42 ha.
HOJE

Existem ainda, sendo pesquisada a área de ocupação de
08 grupos de índios sem contato ,e a necessidade de
levantamento dos gruposindígenas desaldeados que se
encontram espalhados por todo estado.

Osterritóriosindígenassãoconsiderados
unidadesdepreservação cultural,tendo
comoobjetivoamanutenção daculturaea
conservação dabiodiversidade,sendoo
usufrutodeseusrecursosnaturaisum
direitoexclusivodospovosindígenas.
Rondônia é o único estado brasileiro,
que tem uma terra indígena demarcada
sem que se tenha realizado o contato
com um grupo indígena que é o caso da
Terra Indígena Massaco, sendo este um
marco na política de proteção e
respeito ao um povo e a seu território.

As etnias existentes são:
Oro Waram, Oro Waramxijein,
Oro Mon, Oro Nao‟, Oro At,
Oro Eu, Jabuti, Tupari, Canoé,
Arua, Massaká, Ajuru,
Cujubim, Cassupá, Salamãi,
Kwazá/Aikana, Arikapu,
Kampe, Makurap, Jupaú,
Amondawa, Oro Win,
Sakirabiar, Guaratira,
Kuratega, Piribibiar, Latunde,
Sabane, Surui/Painter,
Gavião, Arara, Karitianas
Kapivari, Karipuna e Cinta
Larga, Kaxarari, Cao oro
waje .

Acolonização européiateveinício,deformamais
efetiva,entreosséculosXVIIeXVIIIefoirealizadapor
portugueseseespanhóisqueocuparam,principalmente,oVale
doGuaporé.Em1734,osirmãosFernandoeArthurPaesde
Barrosdescobriramouronaregião(minasdePousoAlegre,São
JoaquimeSantanadoLivramento)eoValedoGuaporé,então
chamado deMatoGrosso,passouaseralvodaspolíticas
coloniaisportuguesas.
Processo de Ocupação (não Indígena)

ComaassinaturadoTratadode
Madri,em1750,Portugaldestacou
paraaregiãooCondedeAzambuja,
Dom Antônio Rolim deMoura,
primeirogovernadordaCapitaniade
MatoGrossoeCuiabáque,entre
outrosatos,fundouaprimeiracapital
local,acidadedeVilaBelada
SantíssimaTrindade
Nessa mesma
região, os padres
jesuítasdaEspanhajá
haviamconstruídoum
conjuntodemissões
paraacatequesede
indígenas.

OFortedeNossaSenhoradaConceição,
construídonogovernodeDomAntônio
RolimdeMoura

Nosanosseguintes,a
mineração doourojustificou
grandes investimentos
portugueses naregiãoe,no
governodeLuisdeAlbuquerque
deMelloPereiraeCáceres,foi
construídooRealFortePríncipe
daBeira(entre1776e1783).
A região guaporeana entrou
em decadência ao longo do
século XIX e passou por um
intenso processo de
despovoamento devido à
crise da mineração de ouro
e à fama de insalubridade
do lugar, sempre marcado
pelas epidemias de malária
e febres diversas.

NoséculoXIX,acolonização deslocou-se,
principalmente,paraoValedoMadeira,emfunçãoda
extraçãodaborracha.Esseprocessodesencadeou
outrasaçõesespetacularesquedefiniramasbasesdo
povoamento regional.Dentreelas,destacamos a
construçãodaEstradadeFerroMadeira-Mamoréque
tevesuasprimeiras tentativasdeconstrução
ocorridasnadécadade1870esófoirealmente
concretizadanoperíodode1907a1912.

AsregiõesdosvalesdoMadeira,Mamoré eGuaporé
passaram aserexploradosporseringalistasbolivianose
brasileiros,queutilizamamão-de-obradosindígenaslocais,
notadamente osdovaledorioBeninaBolíviaemaistardea
mão-de-obranordestinaquemigrouparaaAmazôniaapartir
décadade1870,trabalhandonosseringaiscomocoletores
delátex(seringueiros).
Os seringueiros eram
divididos em dois grupos:
•Mansos:Naturais da
Amazônia conheciam
segredos da floresta e dos
rios.
•Brabos:Naturais do
nordeste, tinham enorme
dificuldade de adaptação ao
meio ambiente.

O primeiro ciclo da borracha ocorre
no final do séc. XIX, intensificando o
processo de ocupação da região
amazônica (1877-1912).
Atendendoademanda domercado
externo,aexploraçãoecomercialização
dolátexaumentou,atraindoumgrande
contingentemigratório,amaiorparte
destesmigranteseramnordestinos.
OproprietáriodoseringalerachamadodeCoroneldoBarrancoouseringalista,
trabalhavaapartirdefinanciamentos feitospelocapitalestrangeiro.Os
trabalhadoreseramchamados deseringueiros,deorigem,condiçãoesituação
humilde,vinculavam-seaosseringalistasportrabalharememseuslatifúndios
(seringais)eporestaremdependentes doregimecontratualdoBarracão
(tambémchamadoAviamentoouHabilito).

...O CONFLITO
Comaocupação daárea,muitosbrasileiros
exploravamolátexemterritórioboliviano,oquegerou
inúmerosconflitosinternacionaisentreoBrasilea
Bolívia.
Plácido de
Castro
Luiz Galvez

ABolíviapassavaporproblemasdeescoamento deseus
produtosqueeramcomercializadoscommercadoeuropeu,Aúnica
alternativaseriaumarotafluvialpelosriosMadredeDios–Beni–
Mamoré –Madeira–Amazonas (esseúltimodandoacessoao
OceanoAtlântico).Amaiordificuldadeencontradaeraosinúmeros
obstáculosnaturaisemumtrechoentreoMamoréeoMadeira.
PormotivodeGuerradoPacifico,travada
entre1879/1883,naqualoChiletornou-sevitorioso
sobreacoligaçãoperuana-boliviana, aBolívia
perdeuoseuacessoaooceanoPacifico,feitopor
Arica.Desdeentão,haumprofundoressentimento
nacionalcontraosChilenoseumanãoaceitaçãodo
Tratadode1904,queconfirmouamutilaçãodo
territórioquedeixouopaissemumsóportodemar.

TRATADO DE PETRÓPOLES
Em 17 de Novembro de 1903 na cidade de Petrópolis no Estado
do Rio de Janeiro é assinado o TRATADO DE PETRÓPOLIS.
Em troca do Acre, o Brasil se
compromete em construir a E.F.M.M.
Barão de Rio Branco como Ministro das
Relações Exteriores, foi um dos principais
personagens nesse acordo diplomático
entre Brasil e Bolívia.

FoiquandoPercivalFarquarcontratouaempreiteiraMay-Jackil
andRandolphparadarseqüênciaàconstruçãodaferrovia,sete
quilômetrosabaixodacachoeiradeSantoAntônio,numaantigaárea
portuáriaquedariaorigemàcidadedePortoVelho.
Com a construção da
E.F.M.M.(1907-1912),
houve a necessidade
de importação de
mão-de-obra
aumentando o
contingente
populacional da
região.
Dentre os principais povos
estrangeiros estão imigrantes
turcos, sírios, gregos, libaneses,
italianos, indianos, cubanos,
panamenhos, porto -riquenhos,
barbadianos, jamaicanos, chineses,
hindus e outros, tornando assim a
região (Porto Velho/Guajará-Mirim)
em uma região cosmopolita.

A construção da
E.F.M.M. foi
marcada por
muitas
dificuldades ...
malária, ataques
indígenas... o que
gerou muitas
mortes. Mas no
ano de 1912
finalmente a linha
ferroviária chega a
vila de Guajará-
Mirim permitindo
assim o transporte
de produtos por
rotas terrestres
desviando o trecho
encachoeirado do
Mamoré e
Madeira.

Em 1910 o Brasil
perde o mercado
internacional da
borracha natural
para a Malásia. Há
uma desvalorização
do produto brasileiro
o principal
concorrente
otimizou a produção
fazendo o cultivo
sistematizado da
seringueira.
Enquanto que no
Brasil a exploração
era feita em
espécies nativas,
aumentando assim o
custo com a
produção.
O ciclo da borracha iniciou-se na segunda metade do século XIX e
prolonga-se até a segunda década do século XX, quando a produção
brasileira é superada pela produção da Malásia.

Paralelo ao
primeiro ciclo da
borracha, foi
desenvolvido e
realizado um
projeto de
integração da
Amazônia com o
resto do país
através de linhas
telegráficas à
sua frente vinha
o Coronel
Candido Mariano
da Silva Rondon.
O esvaziamento econômico e o isolamento
desta vasta região fez com que o Governo
Central decidisse construir uma linha
telegráfica entre Cuiabá(MT) e Porto
Velho(AM),

Entre1907e1915
Rondon trabalhou
utilizandomãodeobra
dosuldopaís.Estes
trabalhadores,
somados a outros
migrantesatraídospelo
avanço da linha
telegráfica, criaram
povoados noslocais
ondeseinstalaramos
postos telegráficos,
entreosquais:Vilhena,
Pimenta Bueno, Vila
Rondônia (hoje, Ji
Paraná)eAriquemes.

Coma2ªGuerraMundial(1939/45)oJapão
isolaaMalásia(1942),nãopermitindoassima
comercialização daBorracha Naturalcom os
grandespólosindustriais,comissoàumanova
procurapelaborrachanatural.
Comoosseringaisestavamabandonados enãomaisde35mil
trabalhadorespermaneciam naregião,ograndedesafiodeG.V.então
presidentedoBrasil,eraaumentaraproduçãoanualdelátexde18mil
para45miltoneladas,comopreviaoacordo.Paraissoseria
necessáriaaforçabraçalde100milhomens.

Em 13 de
Setembro de
1943, o presidente
Getúlio Vargas
cria o Território
Federal do
Guaporé,
desmembrando
áreas do estado
do Mato-Grosso e
Amazonas.
Municípios :
Lábrea; S.A.A.
Madeira; Porto
Velho e Guajará-
mirim.

Ao longo do
século XX, as
possibilidades de
exploração das
riquezas
extrativistas
como o
seringalismo, a
coleta da poaia
no vale do
Guaporé e a
mineração de
ouro, cassiterita,
pedras preciosas
e, por fim, o
diamante
definiram
inúmeras ações
colonizadoras.

Entretanto,foicomadefiniçãodeumapolíticadeassentamento de
colonosparafinsdeformaçãodeumabaseagropastorilqueoRegime
Militar(quevigorounoBrasilentreosanos1964a1985)definiu,entre
osanos1970e1990,aprincipalbasedecolonizaçãoperenedoEstado
deRondônia.Contribuíramparaosucessodacolonizaçãoagropastoril
(agriculturaepecuária)aaberturadeestradasderodagemcomoaBR
364(abertapelogovernodopresidenteJuscelinoKubtscheck em
finaisdadécadade1950einíciodosanos1960).

Acolonizaçãoagropastorilpermitiuafixaçãodeum
considerávelcontingentehumano nasterrasqueformam
Rondônia e,diferentemente dosdemais processos de
colonização,semprebaseadosematividadesextrativistas,a
colonização agropastorilfixouaspopulações deforma
permanente egarantiuacontinuidadedodesenvolvimento
econômico edocrescimentopopulacional,tantoemáreas
urbanas,quantoemáreasrurais.
Comamecanização docamponaregiãosul,eo
incentivodadopelogoverno deRondônia
atravésdadistribuiçãodetítulosdeterraa
vindadeimigrantesparanossoestadochegoua
atingir200milpessoasano.

Os processos migratórios
recentes
A construção da rodovia BR
364 (antiga BR-29) e a
implementação dos
projetos de colonização
realizados pelo INCRA
constituíram-se em fatores
decisivos para o
crescimento da população
rondoniense.
Paralelamente, os garimpos
de ouro, cassiterita e
pedras preciosas
complementaram esses
atrativos. Por fim,
destacam-se grandes obras
que atraíram mão-de-obra
ociosa para a região como
foi o caso da Usina
Hidrelétrica de Samuel,
construída nos anos 1980.

Asmigraçõesrecentesintensificaram-senosanos1970
edeclinaramapartirdosanos1990.Entreosanos1960e
1970entraramemRondôniacercade51.557migrantese,em
suamaioria,destinaram-separaospovoadossituadosao
longodaBR364.Entreosanos1970e1976,chegaramcerca
de77.924,sendoquedessetotal,cercade37.000pessoas,
aproximadamente, dirigiram-separaPortoVelhoeorestante
paraasregiõesdePimentaBueno,Cacoal,Espigãod‟Oeste,
Vilhena,PresidenteMédiceeAriquemes.Noperíodo1977a
1982,entraramemRondôniacercade220.064migrantese,
apenasnoprimeirosemestrede1983,chegaramaRondônia
outros23.240migrantesembuscadeterrasedenovas
oportunidades.

Nos anos 1970 e
1980,osprojetosde
colonização
revelaram que os
migrantes chegavam
embuscadeterras
para cultivo e
moradia.Odeclínioda
populaçãourbanado
Território de
Rondônia,de53%em
1970para46%em
1980,confirmaessa
tendência. Nesse
contexto,adisputa
porterrastornaram-
se violentaseos
choques entre
camponeses egrupos
agroindustriaisforam
inevitáveis.
Rondônia foi
marcada pela
violência
fundiária e os
assassinatos por
terra se repetiam
em todo o
Território.

Dentre os principais projetos de assentamentos e
colonização destacaram -se o PIC Ouro Preto, o projeto
Ji-Paraná, o Projeto Sidney Girão, Padre Adolpho Rohl,
Vilhena e Burareiro.
O crescimento demográfico
desse período (1970/1980)
ficou na ordem de 342%, sendo
que os migrantes que se
estabeleceram em Rondônia
perfizeram mais de 65% da
população. Assim, podemos
observar que o conjunto dos
migrantes que foram
assentados em Rondônia
nesse período foi constituído,
majoritariamente, por pessoas
vindas do Paraná, Mato
Grosso, Minas Gerais e Espírito
Santo.

Ao final dos anos
1980, com a
abertura da
rodovia BR 429, a
migração
deslocou-se para
a região da Zona
da Mata de
Rondônia e para
o vale do
Guaporé. No
período que se
estende de 1970
a 2000, o INCRA
assentou 68.154
famílias em 120
projetos de
colonização.

Noperíodoqueseestendede1970a2000,
oINCRAassentou68.154famíliasem120
projetosdecolonização.

a enorme demanda por terras
terminou por inviabilizar qualquer
projeto de assentamento
sistemático do conjunto dos
migrantes que chegavam a
Rondônia. Assim, passou -se a uma
ocupação desordenada dos
espaços e os conflitos agrários e
territoriais foram violentos e
contínuos. As disputas por terras
envolveram colonos, empresas
agroindustriais e populações
tradicionais como indígenas,
seringueiros e castanheiros. Ao
final dos anos 1990, a situação
apresentava um contorno mais
definido e as bases da
colonização já estavam
solidificadas. Os principais eixos
de assentamento das populações
rurais foram as rodovias BR 364,
BR 429 e RO 399.

As propriedades receberam, ao
longo da década de 1980,
investimentos governamentais,
sobretudo com a construção de
novas estradas pavimentadas
entre os anos 1990 e 2000 e a
implantação do “Linhão” -(cabos
de alta tensão de energia
elétrica gerada na Usina
Hidrelétrica de Samuel, que
distribuem energia para outras
regiões do estado) que levou
energia elétrica para a maior
parte do Estado, incluindo áreas
urbanas e rurais. A consolidação
desse modelo agrário permitiu o
desenvolvimento da
agroindústria e da pecuária,
transformando o Estado de
Rondônia em um dos mais
expressivos produtores rurais do
país.

O espaço urbano
OTerritórioFederaldoGuaporénasceucomquatromunicípios:
PortoVelho,SantoAntôniodoMadeira,Guajará-MirimeLábreaquefoi
devolvidaaoestadodoAmazonas em1945.Em1975,oTerritório
FederaldeRondôniapossuíaapenasdoismunicípios:PortoVelhoe
Guajará-Mirim.Em1977,ogovernodoPresidenteErnestoGeisel
autorizouacriaçãodosmunicípiosdeVilhena,PimentaBueno,Cacoal,
Ji-paranáeAriquemes, todossurgidosapartirdosprocessos
migratórioseaolongodarodoviaBR364.Noanode1981,foram
criadososmunicípiosdeColoradodoOeste,EspigãodoOeste,Ouro
PretodoOeste,PresidenteMédiceeCostaMarques.
1943
1975
1977
1981

Atualmente, Rondônia possui 52
municípios que são:
1-Alta Floresta d'Oeste
2-Alto Alegre do Parecis
3-Alto Paraíso
4-Alvorada d'Oeste
5-Ariquemes
6-Buritis
7-Cabixi
8-Cacaulândia
9-Cacoal
10-Campo Novo de Rondônia
11-Candeias do Jamari
12-Castanheiras
13-Cerejeiras
14-Chupinguaia
15-Colorado do Oeste
16-Corumbiara
17-Costa Marques
18-Cujubim
19-Espigão d'Oeste
20-Governador Jorge Teixeira
21-Guajará-Mirim
22-Jamari
23-Jaru
24-Ji-Paraná
25-Machadinho d'Oeste
26-Ministro Andreazza
27-Mirante da Serra
28-Monte Negro
29-Nova Brasilândia d'Oeste
30-Nova Mamoré
31-Nova União
32-Novo Horizonte do Oeste
33-Ouro Preto do Oeste
34-Parecis
35-Pimenta Bueno
36-Pimenteiras do Oeste
37-Porto Velho
38-Presidente Médici
39-Primavera de Rondônia
40-Rio Crespo
41-Rolim de Moura
42-Santa Luzia d'Oeste
43-São Felipe d'Oeste
44-São Francisco do Guaporé
45-São Miguel do Guaporé
46-Seringueiras
47-Teixeirópolis
48-Theobroma
49-Urupá
50-Vale do Anari
51-Vale do Paraíso
52-Vilhena

AscidadesdeRondôniacaracterizam-sepelapoucaidadee
juventude;emsuamaioria,datamdosanos1980emdiante.
Entretanto,algunsproblemassãocomunsàmaioriadelas,taiscomoa
precariedade dossistemas sanitários,ausência ouabsoluta
insuficiênciadossistemasdecoletadeesgotosedeáguaspluviais,
ausênciadesistemasdetratamentodeesgotos,ausênciadesistemas
modernos decoletaseletivadelixoedesuaindustrialização,
precariedadedaredeelétricaedailuminaçãopública,precariedadeda
pavimentação asfálticaedamalhaviáriaurbana,precariedadedos
sistemasdetransportescoletivosurbanose,ainda,insuficiênciada
redeescolarpúblicaparaEnsinoFundamental eMédio,alémda
precariedade dossistemasdesaúdepúblicaeatendimento dos
serviçossociaisàspopulaçõescarentes.

Outro grave problema vivido
pelas cidades rondonienses é o
do crescimento desordenado de
seus espaços, impossibilitando a
efetiva ação urbanizadora dos
órgãos das administrações
municipais. A violência é um dos
mais graves problemas
enfrentados pelos moradores
das maiores cidades do Estado.
A criminalidade concentra-se
nas regiões periféricas onde
reside a população mais pobre e
mais desprovida dos benéficos
da cidadania e do acesso aos
serviços que devem ser
prestados pelos poderes
públicos. O tráfico de drogas, a
prostituição, incluindo-se a
prostituição infanto-juvenil,
completam um quadro sombrio
dos problemas enfrentados por
essas cidades.

De acordo com o censo de
2000, 36% da população de
Rondônia é formada por
brancos, 4% são negros e 60%
são pardos e mestiços.
A taxa de natalidade padronizada
de Rondônia, de acordo com o
censo de 2000 é de 24,74%,
enquanto que a taxa de
mortalidade é de 4%.
Demografia:
O ritmo de crescimento da
população entre os anos 1991 e 2000
foi de 2,24%. 0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
1° Trim2° Trim3° Trim4° Trim
Leste
Oeste
Norte 0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
1° Trim2° Trim3° Trim4° Trim
Leste
Oeste
Norte

Aproximadamente 56,70% da população
rondoniense é constituída por pessoas que têm
idade entre 0 e 19 anos. Adultos, com idade
entre 20 e 59 anos somam 40% da população
do Estado. Do total da população rondoniense,
cerca de 3,30% é constituída por idosos, sendo
que o número de idosos é proporcionalmente
maior nos municípios com menos de 50.000
habitantes. De acordo com o censo de 2000,
existem em Rondônia 72.062 pessoas com
idade superior a 60 anos. A taxa de
crescimento de pessoas da terceira idade é de
6% ao ano.
Os maiores adensamentos populacionais de Rondônia aparecem
nas áreas dos mais notáveis núcleos urbanos: Porto velho, Ji -
Paraná, Cacoal, Ariquemes, Rolim de Moura, Vilhena, e Guajará -
Mirim. Já os menores adensamentos encontram -se em regiões de
população mais rarefeita, tais como os vales dos rios Abunã,
Guaporé, Mamoré e porção norte do Estado.

O Zoneamento Socio -Econômico-Ecológico
(ZSEE) do Estado de Rondônia:
O zoneamento ecológico -
econômico (ZEE) de Rondônia
foi o primeiro zoneamento
estadual a ter parte de seu
texto submetido à aprovação
do Conselho Nacional do Meio
Ambiente (Conama).
Os estudos realizados apresentam importantes dados sobre
a natureza, a economia e sobre as populações e sociedades
residentes no estado, e deveriam ser usados para a
proposição de políticas governamentais em relação a
projetos de desenvolvimento, sustentabilidade e
preservação ambiental.

O zoneamento sócio -econômico-ecológico (ZSEE) surgiu em
Rondônia em meados da década de 80, como uma
estratégia para reverter os problemas sociais e ambientais
causados pela expansão desordenada da fronteira agrícola
e para subsidiar a elaboração do Plano Agropecuário e
Florestal de Rondônia PLANAFLORO.
A primeira aproximação
ocorreu entre 1986 e
1988, visando
racionalizar a ocupação
do espaço rural do
território de Rondônia de
forma a promover o
desenvolvimento
econômico evitando
desequilíbrios
ecológicos, preservando
ecossistemas frágeis.

O relatório final da 2ª versão
do ZSEE, elaborado na escala
1:250.000, Os estudos
realizados apresentam
importantes dados sobre a
natureza, a economia e sobre
as populações e sociedades
residentes no estado, e
deveriam ser usados para a
proposição de políticas
governamentais em relação a
projetos de desenvolvimento,
sustentabilidade e
preservação ambiental.
A segunda aproximação teve
como objetivo detalhar o
conhecimento sobre os meios
físicos, biológicos e
socioeconômico, seus
estudos foram realizados em
1996 e 1998 e concluídos
1999.

Os estudos do ZSEE
constituem-se em um
instrumento técnico, e,
ao mesmo tempo,
político. Capazes de
definir, com maior
eficiência o que fazer e
onde fazer em relação às
propostas de
desenvolvimento nos
mais diversos setores.
Esses estudos levaram à
divisão do estado em
três grandes zonas e
suas respectivas
subzonas. De forma
resumida, as zonas e
subzonas definidas são
as seguintes:
Zona 1-áreas com potencial
para consolidação, expansão
e recuperação das atividades
econômicas.
Zona 2-áreas de
conservação dos recursos
naturais passíveis de uso sob
manejo sustentável.
Zona 3-áreas institucionais,
constituídas pelas áreas
protegidas de uso restrito e
controlado, prevista em Lei e
instituídas pela União,
Estados e Municípios.

Zona 1-áreas
com potencial
para
consolidação,
expansão e
recuperação das
atividades
econômicas.
Subzona 1.1 -áreas com alto nível de ocupação humana
e estabilidade ambiental, destinada à intensificação e
consolidação das atividades agropecuárias,
agroflorestais, florestais, agroindustriais, industriais e
minerais, dentre outras.
Subzona 1.2 -áreas com baixo e médio níveis de
ocupação humana, e alto potencial natural, destinadas à
expansão das mesmas atividades da subzona 1.1. A
diferença é o nível de ocupação humana, sendo
portanto áreas destinadas à expansão da atividade
sócio-econômica.
Subzona 1.3 -áreas de médio nível de ocupação humana,
médio potencial natural, e baixo e médio grau de
desmatamento e antropismo (atividade humana),
destinadas ao desenvolvimento de atividades
econômicas em geral, em áreas já antropizadas, sob
manejo sustentável dos recursos naturais.
Desmatamentos incrementais condicionam -se às
potencialidades e fragilidades naturais, e ao uso
pretendido da terra.
Subzona 1.4 -áreas com baixo nível de ocupação, alta
vulnerabilidade natural à erosão, e uma situação
fundiária definida, destinadas ao desenvolvimento das
atividades agropecuárias, agroflorestais, florestais,
agroindustriais, dentre outras, mas já antropizadas, sob
manejo sustentável dos recursos naturais.

Zona 2-áreas de
conservação dos recursos
naturais passíveis de uso
sob manejo sustentável.
Subzona 2.1 -áreas com baixo nível
de ocupação, em ambientes com
alta biodiversidade (flora e fauna),
onde o uso dos recursos naturais se
apresenta viável econômica e
ecologicamente, quando
desenvolvidos sistemas adequados
de manejo dos recursos, sem a
conversão da vegetação natural e
sem promover expansão das áreas
cultivadas.
Subzona 2.2 -áreas com baixo nível
de ocupação, alta biodiversidade e
especificidade da fauna e flora, e
bem localizadas quanto ao Corredor
Ecológico Regional e às unidades de
conservação existentes. São
destinadas à conservação da
natureza, em especial da
biodiversidade, com potencial para
atividades científicas e econômicas
alternativas, como o ecoturismo.

Zona 3-áreas
institucionais,
constituídas pelas áreas
protegidas de uso
restrito e controlado,
prevista em Lei e
instituídas pela União,
Estados e Municípios.
Subzona 3.1 -áreas formadas pelas
unidades de conservação de uso
direto, tais como: florestas estaduais
de rendimento sustentado, florestas
nacionais, reservas extrativistas, etc.,
como estabelecidas no Sistema
Nacional de Unidades de Conservação
(SNUC).
Subzona 3.2 -áreas formadas pelas
unidades de conservação de uso
indireto, tais como: estações
ecológicas, parques e reservas
biológicas, patrimônio espeleológico,
reservas particulares do patrimônio
natural e outras, como estabelecido
no SNUC.
Subzona 3.3 -áreas formadas pelas
terras indígenas, parte do território
nacional de uso limitado por lei.

AeconomiadoEstadodeRondôniaestáassentadaemuma
baseagropecuarista, tendosedesenvolvido,principalmente a
partirdadécadade1970,apartirdograndemovimentomigratório
quedefiniuaocupaçãorecentedosespaçosemRondônia.
GEOGRAFIA ECONÔMICA:
Atéoiníciodesseperíodoo
extrativismovegetalemineral
tinhasidooprincipalgeradorde
riquezas e oportunidades.
Contudo aagropecuária ea
agroindústria passaram a
dominarocenárioeconômicode
Rondôniaedefiniramasbases
daocupação territorialdo
Estado.
O processo de
industrializaçãodeRondônia
desenvolve-seportanto a
partirdaocupaçãoagrícola
edaexploração mineral,
nascendodoaproveitamento
dasmatérias-primas,entre
asquaisacassiterita,e
passandoaobeneficiamento
deprodutosagropecuários.

Atualmente o Estado de
Rondônia é um grande
produtor de gado leiteiro e
de corte, grãos como o
milho, arroz, feijão e soja,
além de mandioca, café,
frutas diversas e legumes.
A produção mineral é
marcada pela extração do
ouro, cassiterita,
diamantes e topázios. A
madeira e as resinas são
exploradas em todo o
Estado. A pesca é outro
elemento de destaque da
economia estadual,
abastecendo mercados
regionais e evidenciando
grandes possibilidades de
conquistas de mercados de
outras regiões e países.

Dados da secretaria da Agricultura Produção e do
Desenvolvimento Econômico e Social de Rondônia, constantes em
relatório de atividades referentes a 2005, revelaram um aumento
do PIB de US$ 5.023 bilhões em 1999, para US$ 8 bilhões em 2005.
O setor agropecuário foi um dos que mais cresceu a indústria teve
um crescimento de 28,8% e a administração pública de 25%.
Participação no PIB nacional: 0,6% (2004).
Composição do PIB: agropec.: 15,3%;
ind.:30,6%;
serv.:54,1% (2004).
PIB per capita:R$ 6.468 (2004).
Export.(US$ 202,7 milhões): madeiras
(83,6%), café em grão (8,7%), granito
(3,2%), carnes congeladas (3,1%).
Import.(US$ 21,7 milhões): geradores a
diesel (82%), cevada e malte (11,2%) –
(Dados de 2005).
Fonte:(http://www.portalbrasil.net/estados_ro.htm)

Recursos naturais:
Rondônia possui uma imensa quantidade de
recursos naturais que vão de minerais como o
ouro, diamantes, topázios, cassiterita; passando
por recursos vegetais como a borracha, resinas
diversas, madeira, sementes ou, ainda, produtos
animais como os pescados.

Desde os exploradores que percorreram os rios locais em busca das
drogas do sertão, até as modernas indústrias madeireiras, a
atividade extrativista tem sido um elemento determinante da
economia estadual.
O ouro do Guaporé justificou projetos
ousados por parte dos portugueses, tais
como a construção do Real Forte
Príncipe da Beira,
enquanto a exploração da borracha explica a
construção da ferrovia Madeira -Mamoré e das
cidades de Porto Velho e Guajará -Mirim.
Por sua vez, a extração de madeira é um
fator importante para entendermos alguns
dos movimentos internos de parte da
população do Estado, deslocando -se de
uma área para outra em função das
possibilidades de extração de madeira.

A mineração: as terras que forma
o Estado de Rondônia produzem
ouro desde o período colonial.
Durante as décadas de 1970 a
1990 os garimpos de ouro do rio
Madeira e do rio Mamoré
movimentaram grande quantidade
de recursos, atraindo milhares de
pessoas para a região e causando
graves problemas ambientais a
partir do uso inadequado do
mercúrio na extração do metal
precioso. Os principais garimpos
de ouro foram: Abunã, Teotônio,
Morrinhos, Caldeirão do Inferno,
Arara, Chocolatal, todos em áreas
do Madeira e do Mamoré. Os
garimpos de terra firme foram
menos expressivos do que os dos
rios e dentre eles destacam-se:
Serra Sem Calça, Serra do Top -
Less, Vaga-lume e Nova
Brasilândia.

Alémdoouroacassiteritafoioutroprodutomineraldeenorme
importâncianaeconomia doEstado.Osprimeirosgarimposde
cassiteritaforamabertosnametadedosanos1950,quandose
descobriuomineralnovaledorioMachadinho.Ograndeafluxode
garimpeiros paraaregiãofezcom queaexploração se
desenvolvesseeRondôniapassouaseromaiorprodutornacional.
Em1970,oMinistériodasMinaseEnergiaproibiuogarimpomanual
emRondônia,abrindocaminho paraainstalaçãodegrandes
mineradoras,taiscomoaBrascam,Paranapanema, OrienteNovo,
Pattinoeoutras.Em1986,umgrupodemadeireirosdescobriuno
meiodaselvaumaminadecassiterita,maistardebatizadadeBom
Futuro.Trêsanosdepois,extraía-sedeBomFuturo10%daprodução
mundialdominério,oqueequivaliaa37%daproduçãobrasileira.Os
garimposdecassiteritamovimentaram grandessomasderiquezas
emtodooEstadoepromoveram, aindaumconsideráveldano
ambientalehumano.

Em 1994, o estado assumiu um papel de liderança na região Norte
como um pólo agrícola e mostrou -se capaz de competir com outros
estados produtores de gêneros agrícolas em todo o país. Rondônia
tornou-se um dos maiores produtores brasileiros de cacau e o
quinto de café do país. Desenvolveram -se também as culturas de
milho, feijão, algodão, soja, arroz, mandioca e banana.
AGRICULTURA
Produto Produção em
tonelada
Participação
nacional %
Posição nacional
Milho 114.863 1,13 12
Arroz 197.168 0,42 14
Feijão 34.191 1,04 15
Café 135.586 6,86 4
Mandioca 866,370 3,86 7
Cacau 17.855 --- 3
Banana 56.048 0,87 19
Soja 126.396 0,24 13
Fonte: (http://www.emater-rondonia.com.br/prod%20outros%20estados14.htm) Dados de 2003.

PECUÁRIA
Rondônia possui um
considerável rebanho bovino,
calculado em mais de 11
milhões de cabeças segundo
dados disponibilizados pela
EMATER/RO(http://www.seapes.r
o.gov.br/Imprensa/12_05/0712051
.htm). A pecuária é praticada,
predominantemente, de forma
extensiva, necessitando de
grandes áreas de pastagens que
exigem, por sua vez, o continuo
desmatamento da floresta para
a ampliação da produção.
Outros rebanhos importantes
para a pecuária de Rondônia
são: suíno, eqüino, ovino,
caprino e a criação de aves para
corte e postura.

O cultivo de soja em
Rondônia:
Os primeiros registros de
cultivo de soja em Rondônia
datam de 1986, quando a
produção foi de 3.050
tonelada e a área plantada foi
de 1.700 hectares, com um
rendimento de 1.794 kg de
soja por hectare. Em 2004 a
produção foi de 114.000
toneladas, colhidas em uma
área de 38.000 hectares, com
um rendimento de 2990 kg de
soja por hectare. A soja é
cultivada na região conhecida
como Cone Sul de Rondônia
em municípios como Colorado
do Oeste, Cerejeiras e
Vilhena.

Destacam-se as indústrias
frigoríficas e os lacticínios.
Os laticínios estão presentes
em todo o Estado e possuem
pequeno ou médio porte.
Maior produtor de leite do
Norte e nono no país, o
Estado registrou recorde de
673 milhões de litros de leite
no ano passado –68% da
produção foi exportada. Já
os frigoríficos concentram-se
em Ariquemes, Jaru, Cacoal,
Porto Velho, Rolim de Moura,
Ji-Paraná, Vilhena e Pimenta
Bueno. A indústria frigorífica
produz tanto para o
abastecimento estadual e
regional quanto para a
exportação.

Derivada do setor madeireiro e
aproveitando a abundancia de
matéria prima das florestas
nativas, a indústria moveleira
desenvolveu-se em diversos
municípios de Rondônia, tais
como Rolim de Moura, Cacoal,
Ariquemes, Porto Velho e Ji-
Paraná. Foram criadas pequenas
unidades industriais em todos os
municípios. Todas, porém,
enfrentaram dificuldades
operacionais e de mercado. A
fabricação de móveis de madeira
maciça constituiu-se em uma das
características dessa indústria. O
setor moveleiro tem exercido
importante papel na história do
estado de Rondônia, sendo um dos
principais pólos de atração da
região, grande gerador de postos
de trabalho e arrecadação de
ICMS.

Transportes:
AmaisimportanterodoviafederaldeRondôniaéaBR364,
construídanogovernodoPresidenteJuscelinoKubitschek,no
iníciodadécadade1960.ArodovialigaCuiabáaPortovelhoeRio
BrancoesuaconstruçãoesteveacargodaempreiteiraCamargo
Correia.Em1966,o5°BatalhãodeEngenhariaeConstrução,5°
BEC,assumiuosserviçosdemanutenção dascondiçõesde
tráfegonarodovia.Apavimentação asfálticafoirealizadapelo5°
BECediversasempreiteirascivis,taiscomoaAndradeGutierrez.
Asobras deasfaltamento contaram com recursos do
POLONOROESTE, atravésdoGovernofederaledoBancoMundiale
foramconcluídasem1984.

Na década de 1980 foi
aberta a rodovia BR 429
que liga o município de
Presidente Médice ao
município de Costa
Marques, no Vale do
Guaporé. Em sua extensão
surgiram diversos outros
municípios tais como
Alvorada do Oeste, São
Miguel do Guaporé,
Seringueiras e São
Francisco. Essa é uma área
de intensa atividade
madeireira e agropastoril.
O processo de
pavimentação asfáltica da
rodovia, cuja construção
foi das mais controvertidas
da História recente do país,
deve ser iniciado ainda em
2008.

A BR 425 interliga os municípios de Guajará -Mirim e Nova Mamoré a
Porto Velho. Sua construção e pavimentação esteve a cargo do 5 °
BEC, que a construiu para substituir a EFMM extinta em 1972, por
ser considerada obsoleta. A BR 421 liga Guajará -Mirim a Ariquemes.
A BR 319 liga Porto Velho a Manaus e sua construção e
pavimentação ocorreram na década de 1970.

Nomes das Rodovias Federais -Rondônia
Rodovia
Nome
Oficial
Nome Popular Trecho
BR –174
Vilhena –Div. com Mato
Grosso
BR –317 Div. AM/AC / Assis Brasil
BR –319 Porto Velho / Manaus
BR –364 Div. AM/AC –Cruzeiro do Sul
BR –364
Cuiabá/Porto
Velho
Cuiabá/Porto Velho
BR -421 Ariquemes / Guajará Mirim
BR -425 Abunã / Guajará Mirim
BR -429
Presidente Médici / Costa
Marques
Fonte:(http://www.dnit.gov.br/menu/servicos/pnv/rf_22)

As rodovias estaduais mais
importantes são:
RO 399 -Vilhena -Cerejeiras;
RO 464 –Jaru –Machadinho do
Oeste;
RO 133 -Jaru –Machadinho do
Oeste;
RO 010 -Pimenta Bueno –Rolim de
Moura –Novo Horizonte –Urupá –
Mirante da Serra;
RO 481 –Nova Brasilândia -São
Miguel do Guaporé

Rondônia não possui ferrovias em atividade, mas
a história do Estado está intimamente ligada à
epopéia da Estrada de Ferro Madeira -Mamoré
(EFMM), construída entre os anos de 1907e 1912,
a partir dos acordos firmados entre Brasil e
Bolívia com a assinatura do Tratado de Petrópolis.
A EFMM foi desativada em 1972, pelo Regime
Militar que governou o país entre 1964 e 1985,
através do 5°BEC.

Transportes fluviais:
A Sabe-se que navegadores
espanhóis percorreram o Guaporé
ainda no século XVI e que os
colonizadores e exploradores
portugueses navegaram pelos rios
Madeira, Mamoré e Guaporé desde o
século XVII. O rio Madeira é o
principal rio navegável de Rondônia.
Suas inúmeras cachoeiras e
corredeiras inviabilizam a
navegação a partir de Santo Antônio
do Madeira, até Guajará-Mirim.
Entretanto, ele é francamente
navegável desde Porto velho até sua
desembocadura no Amazonas. O
Madeira possui um porto de
passageiros e cargas na área do Cai
N‟Água em Porto Velho, além de um
porto graneleiro pra o embarque de
soja, construído em 1997, com
capacidade de armazenamento de
45.000 toneladas.Também são
navegáveis os rios Guaporé e parte
do rio Mamoré.

As Hidrelétricas:
Ageraçãodeenergiaelétricasemprefoiumproblemapara
oEstadodeRondônia.AtéaconstruçãodaHidrelétricadeSamuel,
oabastecimento eraprecária,inconstanteeinsuficiente.AUsina
HidrelétricadeSamuelfoiconstruídaduranteadécadade1980e
apartirde1989entrouemfuncionamento parcial,tendosido
postaemfuncionamento total,somenteem1996.ofuncionamento
dasseisturbinasdeSamuelpermitiuofornecimentodeenergia
elétricaaosmunicípiosdointeriordoEstadoatravésdo“Linhão”.
Suacapacidademáximadeproduçãoéde216Mw.

A construção das Usinas do Madeira faz parte de um grande
projeto para o desenvolvimento. Santo Antônio terá capacidade de
gerar 3,150 mil megawatts (MW) e o investimento previsto é de R$
9,5 bilhões, em valores de 2006. O início das obras está previsto
para dezembro de 2008. Estima -se que a primeira e segunda
unidades geradoras, das 44 previstas, devam entrar em
funcionamento em dezembro de 2012.
A obra empregará até 20 mil
trabalhadores diretos no seu
momento auge. As turbinas
utilizadas em Santo Antônio serão
as maiores em potência nominal no
mundo: cada uma terá capacidade
de gerar 72 megawatts. Os estudos
para a construção das usinas
hidrelétricas começaram a ser
realizados em 2001 por FURNAS
Centrais Elétricas S/A. Um trabalho
desenvolvido ao longo dos 260 km
do rio Madeira, entre Porto Velho e
Abunã, no estado de Rondônia.
Juntas, Santo Antônio e Jirau vão
gerar mais energia para todo o país.

Os impactos
socioambientais da
construção das
Hidrelétricas do rio
Madeira:
As pressões a favor das
hidrelétricas são múltiplas
e vão desde o próprio
governo federal que tem se
envolvido em embates com
o IBAMA a fim de facilitar
as autorizações, até a
organização de movimentos
na sociedade de Porto
Velho exigindo o início
imediato das obras.
Porto Velho (RO) -Carreata
reúne entidades e
moradores a favor da
construção de
hidrelétricas no Rio
Madeira. O Ibama avalia se
as usinas hidrelétricas
Jirau e Santo Antônio,
polêmicas, têm viabilidade
ambiental ou não

O grande volume de recursos
que irão ser empregados na
construção das duas
hidrelétricas são vistos pelos
governantes locais, pelos
segmentos empresariais e
pela população em geral
como redentores da
economia local, estagnada
desde a crise da mineração
e o término das obras da
Hidrelétrica de Samuel.
Não há dúvida alguma
sobre a enorme
importância da
construção das
Hidrelétricas de Jirau e
Santo Antônio, entretanto,
muitos estudiosos têm
alertado para graves
transtornos sociais e
ambientais que poderão
advir a partir do início das
obras e que poderão trazer
elevados custos de
diversas ordens para a
sociedade rondoniense e
para o meio-ambiente
amazônico.

Dentre os principais impactos socioambientais
levantados por ONGs, Ambientalistas e Cientistas
diversos destacam-se:
Alterações dos regimes geológico,
hidrológico e biológico das áreas
afetadas;
Alteração dos microclimas
locais;
Perdas de espécies
vegetais e animais;
Deslocamentos de populações ribeirinhas e alteração dos
padrões de vida de populações que permanecerão nas
áreas contíguas á represas;
Problemas de saúde pública, com a
proliferação de insetos e doenças tropicais;

Conflitos com populações residentes nas áreas de
abrangência do empreendimento devido às questões
de legalidade de sua ocupação das terras de moradia
e trabalho;
Inadequação ou inexistência de projetos para
reassentamentos das populações afetadas;
Perda do patrimônio histórico
(complexo da EFMM);
Perda do patrimônio arqueológico;
Alterações dos sistemas de pesca e de
agricultura locais.

Por outro lado, o Consórcio que venceu o leilão para a
construção das Usinas, as autoridades municipais e
estaduais de Rondônia, segmentos empresariais e o próprio
governo federal justificam a obra a partir de uma série de
necessidades nacionais e de medidas para a mitigação ou
solução de possíveis problemas socioambientais que elas
possam causar. Dentre essas justificativas e medidas
podemos citar:
Necessidade de
abastecimento de energia
elétrica urgente em regiões
onde se anuncia uma
possível crise (apagão) do
sistema energético
brasileiro, notadamente a
Região Sudeste;
Necessidade de ampliação da
oferta de energia elétrica para
suprir a demanda exigida para a
ampliação das atividades
econômicas do país, permitindo
assim, um crescimento duradouro
da economia uma melhor
distribuição de renda;

Investimentos na infra-estrutura da cidade de
Porto Velho, com construção de um sistema de
esgotos e saneamentos, pavimentação de ruas e
avenidas, ampliação da rede de saúde pública e
de educação, através de recursos já liberados
pelo PAC;
Melhoria da qualidade de vida da população
com uma maior oferta de empregos e serviços e
reativação da economia regional,
profundamente abalada desde a crise da
mineração do ouro nos anos 1990 e o término
das obras da Usina Hidrelétrica de Samuel.

Desenvolvimento e sustentabilidade: será possível atingir
essas metas?
Diferente da idéia de crescimento -que sugere
principalmente aumento em quantidade -a de
desenvolvimento implica a mudança de
qualidade e, também, aumento dos graus de
complexidade, integração e coordenação de um
sistema. Crescimento exige material e energia.
Desenvolvimento produz e se alimenta de
interações, informação.
Não é por outra razão que podemos falar em crescimento
populacional, mas dizemos desenvolvimento intelectual, cultural,
político, social.
Na economia de mercado, o desenvolvimento é um
processo de base material, em permanente
expansão. É interativo, gerador de
interdependências, criativo, incerto, aberto. O
desenvolvimento cultural, científico, tecnológico,
das forças produtivas, esses, sim, seriam
processos ilimitados.

Ao crescimento econômico decorreria, natural e
automaticamente, não só o desenvolvimento econômico
propriamente dito, mas o da sociedade como um todo.
Estas idéias são fortemente impactadas pela crise
ecológica, ao revelar-se o esgotamento dos recursos
naturais, uma limitada capacidade de suporte do meio aos
resultados da intervenção humana e, por conseqüência, a
necessidade de planejamento, inclusive de longo prazo.
A noção de
sustentabilidade
está associada às
de estabilidade,
de permanência
no tempo, de
durabilidade.

OClimapredominante deRondôniaéoTropical,úmidoe
quente,durantetodooano.
SegundoaclassificaçãodeKöppen,oestadodeRondônia
possuiumclimadotipoAw–ClimaTropicalChuvosocom
médiastérmicassuperioresa18°C.nosmesesdeinverno,
alémdeumaestaçãosecabemdefinidaqueocorrenos
mesesdemaioaoutubro.
CLIMA
OclimadoEstadodeRondônia situa-senocontexto
climáticodaregiãoamazônica.Aáreaabrangidapelo
EstadodeRondônianãosofregrandeinfluênciadeelevadas
altitudesoudamaritimidade.
OclimapredominantenaregiãoNortedoBrasileoequatorial.
RondôniaestasituadonaporçãosuldaregiãoNortedoBrasil,
portantosegundooIBGE,oclimapredominante eoequatorial.
Assim,oclimadoestadodeRondôniapodeserconsideradode
transição:Equatorial/Tropical.

CLIMA
Clima predominante: Quente
Úmido
Evapotranspiração
Queimadas e Desmatamentos
Média anual da Temperatura
do ar gira em torno de 24º e
26º C
Média anual da umidade
relativa do ar varia de 80 a
90% no verão e 75% no inverno
Precipitação média anual de
1.400 a 2.500mm

RELEVO
O Relevo predominante do estado de Rondônia divide -se
em :
Planície :Planície Amazônica
Planalto :Planalto Setentrional Brasileiro
Depressões : Depressão do Solimões
A maiores formações de relevo : Serra do Pakaas
Novos e Chapada dos Parecis
O Maior divisor de aguas: Serra do Pakaas Novos
Ponto mais alto do estado : Pico do Tracua –Serra
do Pakaas Novos

PONTOS MAIS ALTOS DE RONDÔNIA
OspontosmaisaltosdeRondônia,ficam
próximos,estãosituadosnaregiãocentraldoEstado,
naSerradoPacaasnovos.
OpontomaisaltodoestadodeRondôniatem
1.126,0metros(opicodotracoa–SAdosPacaas
Novos)

O Planalto Brasileiro:
EmRondôniaoPlanaltoBrasileiroémarcadoporumaformaçãode
terrenosmuitoantigos,doperíodopré-cambrianoprofundamente
marcadospelaaçãodosagenteserosivoseporumaaltitudeque
varia,emmédiade100a500metrosemrelaçãoaoníveldomar,
ondesepercebeaformaçãodeinselbergs,colinascomtopo
aplainados,pontões,morrosisoladoseesporõesdecristas
agudas.Asuperfíciedestesterrenosé,predominantemente
aplainadaemarcada porrochassedimentares.AEncosta
SetentrionaldoPlanaltoBrasileiroélimitadaaonortepelaPlanície
Amazônica.

AsChapadasdosParecisedosPacaásNovos:
EstasChapadas integramomaciçocentralbrasileiroetêm
altitudesmédiasvariandoentre300e1000metrosemrelaçãoao
níveldomar.Nestaáreaencontra-seopontomaiselevadodo
EstadodeRondônia,queéoPicodoTracuácom1.126metrosde
altura,situadonaChapadadosPacaásNovos,nomunicípiode
CampoNovodeRondônia.

OsistemahídricodoEstadodeRondôniaéconstituídoporriosde
grande,médioepequeno porte,alémdelagosligadosou
formadospelosrioslocais.OsriosdeRondôniapodemser
agrupados emsetebaciasprincipais,todaspertencentes à
grandebaciaamazônica:baciadorioMadeira,baciadorioJi-
ParanáeBaciadorioMamoré,baciadorioGuaporé,baciadorio
Roosevelt,baciadorioJamarieBaciadorioAbunã.
Com exceção dosrios
Paraná-Pixuna (que é
tributáriodorioPurus)e
dorioIquê(queé
subafluente do rio
Tapajós),todososriosde
Rondôniaconvergem para
oMadeira, diretaou
indiretamente.
HIDROGRAFIA

BaciadorioMadeira:
ÉamaisimportantebaciadoEstadodeRondôniaecompõe-sepelorio
Madeiraeseusmaisde90afluentes.Ocupaumaáreatotal„decerca
de1.244.500km².Estende-sepelosestadosdoAmazonas,Acre,mato
GrossoeaRepúblicadaBolívia.OrioMadeiraéformadopelajunção
dosriosMamoréeBeni,ambosorigináriosdaCordilheiradosAndes.O
rioMadeirapercorreoestadodeRondônianosentidosudoeste/nortee
umaconsiderávelpartedoestadodoAmazonas, desaguando norio
Amazonas,naregiãodailhadeTupinambarana.Seucursototaléde
cercade3.240km,sendoomaisimportanteafluentedamargem
direitadoAmazonas.Seucursoapresentaumaseqüênciadequedas,
cachoeirasecorredeirasentreseupontodeorigemePortoVelho.A
partirdePortoVelho,atésuaconfluênciacomoAmazonas é
plenamente navegável.Sualarguravariademaisde400metrosa
aproximadamente 9kmnafoz,enquantoaprofundidadeésuperiora
13metros.
Em Rondônia seus principais afluentes da
margem direita são: Ribeirão, Araras,
Taquara, Jaci-Paraná, Mutum-Paraná,
Caracol, Jamari, Ji-Paraná. Na margem
esquerda situam-se os rios: Abunã,
Ferreiros, São Simão, Lourenço, Maracá e
Igarapé Cuniã.

Suaimportânciaéhistórica,eéapartirdelequese
desencadearam todososprocessosdecolonizaçãoeocupação
dosespaçosterritoriaisquehojeformamoEstadodeRondônia.
AtualmenteoRioMadeiradespontacomoumnovopólodeatração
deinvestimentosgovernamentais comosprojetosdeconstrução
dasHidrelétricasdeJiraueSantoAntônio.Seuregimeépluviale
osmesesdecheiaocorremdenovembroaabrilquandoodébito
atingeumadescargade40.000m³deáguaporsegundo.

BaciadoMamoré:
OrioMamoré nascenacordilheiraReal,nosAndesbolivianos,
próximoaSantaCruzdeLaSierracomadenominação deGrande
LaPlata.Seucursoédecercade1.100km.Apósvenceros
terrenosacidentadosdaaltiplano,orioMamoréchegaàplanície
doGuaporé,ondesetornanavegávelatéabaixodacidadede
Guajará-Mirim,quandosurgesuaprimeiracachoeiraGuajará-Açue
asseguintes:Guajará-MirimeBananeiras.EmVilaMurtinhoocorre
suajunçãocomorioBeni,dandoorigemaorioMadeira.Seus
principaisafluenteemRondônia,pelamargemdireita,são:Sotério,
PacaásNovosELages.Namargemesquerda:rioYata.

BaciadoGuaporé:
OrioGuaporénascenaChapadadosParecisemMatoGrossoa
umaaltitudede1.800metrosemrelaçãoaoníveldomar.Seucurso
abrange umaextensão de1.716km,dosquais1.500são
navegáveis.Sualarguraévariávelde150a700metrosesua
profundidadevariade2a10metros.Seusafluentesdamargem
direitaligamovaledoGuaporéaocentrodoEstadodeRondônia,
enquantoosdamargem esquerdaligamaregiãoaoAltiplano
Andino.Seusprincipaisafluentespelamargem direitasão:rio
Cabixi,rioBranco,rioCorumbiara,rioSãoMiguel,rioColorado,rio
Mequéns,rioCautarinho,rioCautário.Osdamargem esquerda
situam-setodosemterrasdaBolívia.

BaciaJi-ParanáouMachado:
ÉformadapelorioJi-ParanáouMachado eseusafluentes,
constituindo-seemumabaciatributáriadorioMadeira.OrioJi-
Paraná éformado pelosriosPimenta Bueno (Apidiá)e
Comemoração deFlorianoecorrenosentidosul-norte,nascendo
noPlanaltoCentralepercorrendotodoocentrodoestadoaté
desaguarnoMadeira.Suavazãomáximaéde4.000m³deágua
porsegundo.Seusprincipaisafluentesdamargem direitasão:
Riachuelo,Jatugrande,ÁguaAzul,SãoPaulo,Tarumã,SãoJoão.
Namargemesquerdaencontram-seseusmaioresafluentes,dentre
osquaisdestacam-se:BarãodeMelgaço,LuizdeAlbuquerque,
RolimdeMoura,RicardoFranco,Urupá,Jaru,BoaVista,
Machadinho,OuroPretoeJuruá.

RioJamari:
563Kmdeextensãoeomaior
lagoartificialdoestado
ORioJamariéumriodaBaciaamazônica,éafluentedorioMadeira.
OrioJamaritemgrandesignificadoeconômico paraRondôniapor
tersidorepresadoparaaformaçãodaprimeirausinahidrelétricado
Estado,aUsinaHidrelétricadeSamuel.

RioRoosevelt:
OrioRooseveltéounicoriobrasileiroquenascenoestadodeRondôniaquetemnome
deumapersonalidadeamericana.
Emseupercurso,atravessaumapartedoMatoGrosso,entrandoaseguir,noestado
doAmazonas,ondetorna-seumafluentedorioMadeira.
Inicialmentechamava-seriodaDúvidaporquenascartasnáuticasconstavamaexistia
umcursod'águainterligandoasnascentesdoafluenteMadeiradoRioAmazonascom
aBaciadoPrata,noentanto,graçasaumaexpediçãonoiníciodoséculo,seu
verdadeirocursofoiconhecidoeoriofoirebatizadocomorioRoosevelt.
Avisitaimplorativadoentãoex-presidenteamericanoTheodoreRooseveltaoBrasil
chamada deExpedição CientíficaRondon-Roosevelt,comandada peloMarechal
CândidoRondonfoiinteressanteparaoBrasilporque,emboranãoexistissea
hipotéticapassagem fluvialparaoPratadescobriu-sequeoespaçocompreendido
entrerios,eraaindaumaregiãoinexistentenosmapasbrasileirosesegundoos
calculosdeEuclidesdaCunhacorrespondiaumaaéreaequivalenteaoestadodoRio
GrandedoSulouMaranhãoaindasemumRei.DaexpediçãosurgiuolivroThroughthe
BrazilianWilderness(PelasSelvasBrasileiras,Ed.CapoPaperback),escritoem1914
porRoosevelt.

VEGETAÇÃO/FLORA :
OEstadodeRondôniaapresentatrêsbiomasimportantes:a
florestatropical,oscerradoseopantanal.(Emecologiachama-se
biomaaumacomunidade biologica,ouseja,faunaefloraesuas
interaçõesentresiecomoambientefisico:solo,aguaear.)Esses
biomassesubdividem emoitotiposprincipaisdevegetação.
Quase80%dasterrassãocobertasporformações florestais
tropicaiseequatoriaistípicasdaregiãoamazônica,podendoser
assimdivididas:
Floresta ombrófila aberta
Floresta ombrófila densa
Floresta estacional
semidecidual

Florestaombrófilaaberta:
Abrangemaisde50%daformaçãovegetalnativadoEstão.Aí
ocorrem palmeiras,paxiúbas,seringueiras,breu,tauarie
jacareúba.Asflorestasombrófilasabertassubdividem-seem
quatrotipos:
-Florestasombrófilasabertasaluviais:conhecidascomomatas
deigapó,sãoinundadaspelascheiasdosrios.
-Florestasombrófilasabertasdeterrasbaixas:ocorremem
terrenosquenãoultrapassam100metrosdealtitude.
-Florestasombrófilasabertassubmontanas:ocorrem em
terrenosmaiselevados,entre100e600metrosdealtitude.
-Florestasombrófilasabertasdebambus:ocorrememmanchas
isoladasportodooEstado.

Florestaombrófiladensa:
ocupam4%daáreatotaldoEstadodeRondônia.Osub-bosqueé
maislimpoeodosseldaflorestaémaisdenso.Asárvores
ultrapassam os45metrosdealtura.Entreasespécies
encontradas citam-seoangelim,maçaranduba, castanheira,
ipê,copaíba,ucuúba.Estaflorestasubdivide-seemtrêstipos:
-Florestaombrófiladensaaluvial:ocorreemáreasde
inundações.
-Florestaombrófiladensadeterrasbaixas:apresenta
característicasdeflorestasdeterrasbaixaseocorremem
altitudespoucosuperioresa100metros.
-Florestaombrófiladensasubmontana:comoafloresta
ombrófilaabertasubomntana ocupaaltitudesquevariamde
100a600metros.

Florestaestacionalsemidecidual:
Ocupa2%daáreadoEstadoeocorreemáreasdepoucaretenção
deágua.Asárvorespodemapresentarperdasdefolhasna
estaçãoseca(sub-caducifoliaousemidecidual).Estaformação
vegetalsubdivide-seemtrêstipos:
-Florestaestacionalsemidecidualaluvial.
-Florestaestacionalsemidecidualmontana.
-Florestaestacionalsemidecidualsubmontana.